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Freud, me segura nessa! - Laura Conrado

"Depois de se apaixonar pelo terapeuta e passar por desventuras, que conquistaram diversos leitores em "Freud, me tira dessa!", Catarina, agora encara uma série de descobertas sobre si própria e o mundo. Numa temporada fora do país e em meio a novas oportunidades, amores e amigos, Cat descobre que, mesmo distantes, sentimentos não resolvidos de seu passado podem se fazer presentes. Ela confronta traições, inseguranças, dúvidas e os riscos das escolhas adultas diante do dinheiro, do sexo e do amor. Com a mesma dose de emoção e humor, mais um vez, Cat recorre ao pai da Psicanálise para se segurar nos desafios da vida adulta." Sinopse retirada do Skoob

Muitas pessoas conheceram a escrita da Laura através do seu primeiro livro Freud, me tira dessa, mas eu acabei fazendo o caminho contrário e comecei pelo último livro - apesar de falar da mesma personagem, a história é independente, narrando do começo ao fim uma fase da protagonista. Claro que, provavelmente, quem lê na sequência, já está mais familiarizado com os personagens e os dramas da vida de Cat, mas isso também não demora para acontecer aqui, graças à naturalidade da narrativa que nos coloca na vida dela em poucas páginas. Alguns spoilers durante a leitura são inevitáveis, mas acredito que não me atrapalhará a leitura do livro anterior.

Como um bom chick-lit, o livro tem seus momentos clichês, mas a autora não deixa de surpreender com reviravoltas inesperadas. Quando eu achava que daria certo, deu errado; quando achava que daria errado, deu certo. É interessante este vai-e-vem da história, algo bem próximo da realidade - não tem aquele momento "felizes para sempre", não com o "sempre", pelo menos, já que a vida é uma constante e coisas boas e ruins acontecem o tempo todo. Alguns livros tem seu momento "daqui em diante as coisas começam a se ajeitar" e é possível ver esta mudança em Freud, me segura nessa!, porém, elas não se mantém ajeitadas, já que mais coisas acontecem e novos problemas surgem na vida de Cat.

É muito engraçado acompanhar tantas mudanças na protagonista em apenas 270 páginas. Temos o deslumbramento com sua nova posição profissional, suas ambições, sua nova paixão e, entre tantas coisas boas, temos a vida real - é, de estável a vida dela não tem nada. Novas descobertas significam novas dúvidas e, com elas, mais confusões. Logo Cat sente a necessidade de fazer terapia. Apesar de poucas aparições, sua terapeuta é fundamental para auxiliá-la nas tomadas de decisões, ajudar a amadurecer e olhar para o outro. Esse foi um ponto que senti muita falta nela: o altruísmo. Dava a impressão que ela só conseguia olhar para si, julgando outras pessoas (por mais vacas que fossem), mas antes de ter a oportunidade de conhecer, de fato, o outro. Mas aí tem a parte maravilhosa dela convivendo com pessoas bem diferentes dela e fazendo a diferença na vida daquela galera. Esses novos amigos ganharam um lugar no meu coração ♥

Freud, me segura nessa! é um livro ágil e gostoso de se ler, do tipo que te faz ficar apegado aos personagens e desejar um livro só deles, além de passagens divertidas, o que dá leveza aos dramas vividos pela protagonista. Sem dúvidas, recomendo muito a leitura. Um chick-lit com jeitinho brasileiro, que faz a gente se enxergar na protagonista - Cat é um pouquinho de cada mulher e a identificação é inevitável.
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[Resenha+Promo] O Rei Demônio - Cinda Williams Chima

Histórias de magia me arrebatam e me levam para longe. Ainda não consegui voltar...

Han Alister é um sobrevivente. Antes cometia crimes para sustentar a mãe e a irmã, agora consegue trabalhos perigosos e honestos para o mesmo fim, embora não com o mesmo rendimento. Ele queria que sua família ficasse bem e que pudesse tirar de seus pulsos os largos braceletes de prata que tinha desde que se entendia por gente. Eram claramente mágicos, pois se ajustavam aos seus pulsos conforme ele crescia. Um dia, porém, quando estava em um desses trabalhos perigosos, seu caminho cruzou com um mago. Han, quando percebeu o perigo, tomou o amuleto mágico de Micah Bayar, filho de um dos magos mais poderosos dos sete reinos. Agora pai e filho farão o que for preciso para ter o amuleto roubado de volta.

"Mas ele não conseguia deixar o objeto ali. Havia algo de malévolo, mas fascinante, naquele amuleto. Ele emanava poder como o calor de um fogão num dia frio. Aquecia o rosto do rapaz, fazendo com que o resto do corpo parecesse gelado."

Em contrapartida, a princesa Raisa ana’Marianna, herdeira do Reino de Fells, está chateada com sua situação. Está quase completando 16 anos, o que quer dizer que poderá se casar. Porém não é isso o que ela quer, muito pelo contrário, quer curtir bastante e se casar em um espaço de anos. Além disso, sonha em ser como a lendária rainha Hanalea, que matou o Rei Demônio e salvou o mundo. Porém sua mãe está estranha, e não gosta da maneira como Gavan Bayar tem agido... Quando o seu caminho cruza com o de Han Alister, a base do mundo em que vive pode mudar completamente.

"Diziam que os lobos apareciam para as rainhas da linhagem de Hanalea em momentos decisivos: momentos de perigo e oportunidade. Eles nunca tinham aparecido para Raisa antes, o que não era surpreendente, pois ela ainda não era rainha."

Em primeiro lugar, a história é fascinante! Bem, existem histórias que adoramos, e existem histórias que, não só adoramos, como também não conseguimos parar de ler. E fazia tempo que eu não lia um livro tão rápido. A narrativa da autora nos prende do início ao fim, e quando você termina de ler uma parte, fica super ansioso para saber o que acontece logo em seguida. Han Alister é bem cativante, com seu jeito charmoso, sua autoridade natural.

"— Qual é o seu problema? As pessoas não param de falar sobre você. Contam histórias. É tudo o que eu ouço. Alister Algema isso, Alister Algema aquilo. Até parece que você é feito de ouro."

Raisa, felizmente, também não é daquelas princesas mimadas. Não. Justamente por ter passado três anos com a família do pai, Raisa é muito mais aventureira do que é esperado de uma princesa. Mais: a sociedade no reino é bem diferente do que estamos acostumados. Para começar, é matriarcal. Rainhas sentam no trono, não reis. Na verdade não há bem uma figura de rei, e sim consorte real. E não se espera das mulheres, principalmente da realeza solteira, muito recato. Um dos desejos de Raisa é namorar bastante antes de se casar, o que não é mal visto. Na verdade as rainhas antigas também são muito conhecidas por seus muito romances. Por isso a princesa-herdeira não se importa em dar uns beijos quando tem vontade, rsrsrs. Eu achei essa ideia diferente e inovadora.

Eu também não poderia deixar de falar sobre os grandes mistérios do livro. Em primeiro lugar, por que Han tem aqueles braceletes? A família dele devia ter uma condição financeira muito boa quando ele era pequeno demais para lembrar... E que outra história era aquela que ele ouviu falar sobre o Rei Demônio? Que ele não sequestrou e torturou a rainha Hanalea, mas que na verdade eles foram um casal apaixonado que tentou fugir para viver esse amor? Até que ponto os magos atuais podem se sentir injustiçados com as regras que restringem o seu poder? E quais são os verdadeiros planos da rainha para com Raisa? Ohhh, como vocês viram, muitas perguntas que precisam de respostas. E um enredo fabuloso. O que apenas aponta a minha necessidade de ler os próximos livros, porque esse terminou de um jeito que me deixou para lá de ansiosa!

Sorteio do livro
Em parceria com a Suma de Letras, vamos sortear um exemplar de O Rei Demônio pra vocês. Para participar, basta preencher o Rafflecopter abaixo e boa sorte! A primeira entrada é livre e, para mais chances, preencha as demais opções. Não esqueça de ler os Terms and Conditions do formulário. 
Não sabe como usar o Raffle? Veja este tutorial.  Boa sorte ;)
a Rafflecopter giveaway
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ATL: Desejos - Alexandra Bullen

Conheça a coluna ATL aqui e veja outros livros abandonados aqui.
 
Livros da Galera são um gênero à parte pra mim. São livros que sempre gosto de ler, jovens e fofos. Qual não foi minha surpresa quando comecei Desejos e não conseguia me conectar com a história? Lia, lia, lia e mal lembrava do que tinha se passado nas páginas iniciais. Não sei dizer um motivo exato para o abandono (mesmo que temporário) da leitura, mas a falta de conexão com a história posso justificar com a falta de sensibilidade do texto. Apesar do ponto inicial da história partir do drama (a protagonista perdeu a irmã gêmea), não foi possível sentir tal tristeza/melancolia/solidão da protagonista. Sei que o livro é voltado para o público juvenil e, por isso, tem que pegar mais leve, mas é preciso usar um pouco do sentimentalismo do leitor. A história também demora a se desenrolar. Apesar de um começo ok com uma garota chegando na escola e sendo recepcionada por um garoto que tem a função de apresentar tudo pra ela, eu mal lembro do que aconteceu até ela acordar, na página 70, e encontrar a irmã! Enfim, este livro tinha tudo para ser uma leitura leve entre leituras densas, daquelas que fazem a gente acreditar na magia das coisas, nos desligar do mundo por umas horinhas, mas não rolou. Juntando a narrativa pouco envolvente com enredo superficial e história devagar, desisti do livro (mesmo depois de passar dias e dias tentando ler até o fim) e parei pouco pra frente da metade. Quem sabe um dia...
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A Ameaça Invisível - Bárbara Morais

O livro dois da trilogia Anômalos é incrível como o primeiro, resenhado aqui. Bárbara surpreende mais uma vez mostrando toda a força de uma narrativa bem construída, uma intriga política gigante e personagens feitos com maestria.
Cuidado! Pode conter spoilers do primeiro livro!

Sybil Varuna é uma anômala e vive suas primeiras férias escolares na companhia dos amigos em Pandora. Entretanto, a presença constante na mente de Sybil da missão a qual participou e as palavras de Fenrir no mesmo dia em que a missão acabou fazem com que ela esteja o tempo todo pensativa sobre o que o futuro reserva para si.

Quando finalmente o filho de Fenrir, Áquila, aparece e pede (de forma até que hostil) para que Sybil vá para a festa que marca o início da campanha de eleição, a anômala sabe que está se metendo em algo complicado. E depois de um incidente envolvendo uma denúncia de sabotagem na Prova Nacional, uma espécie de vestibular, as coisas ficam ainda mais estranhas e os laços entre anômalos e humanos parecem começar a se estreitar. Sybil, que já precisa se preocupar com muita coisa envolvendo todas as máscaras políticas pelo qual a União está passando, agora ainda precisa se equilibrar entre Fenrir, o mais inescrupuloso dos homens, e os próprios ideais e visões. Incidentes estranhos vem acontecendo e Sybil já não tem mais certeza de que os anômalos continuarão sendo bem tratados por muito tempo.

Não tem como falar sobre esse livro sem comentar as engrenagens políticas profundas que a Bárbara nos propõe. Ele é mais lento do que o primeiro livro, A Ilha dos Dissidentes, em questão de acontecimentos, já que não existem grandes viagens ou lugares tão novos assim para conhecermos. Mas o primeiro livro não continha tantas informações sobre toda a política e todos os territórios da União e dos outros países quanto o segundo, de forma muito bem escrita. Com certeza a distopia se aprofunda demais nesse livro e nos mostra a inteligência e o embasamento em que a trilogia está sendo construída. Esse livro fala muito sobre intrigas políticas e se você, assim como eu, gosta bastante disso, vai se deliciar com ele. Entretanto, mesmo para quem curte livros com mais ação, os acontecimentos finais são eletrizantes e fazem com que você não consiga nem respirar direito e termina naquele momento em que você quer mais, DESESPERADAMENTE.

Fiquei com MUITA raiva do Andrei em determinado momento do livro, mas acho que a frustração passou lá pro final. Outra personagem que me deu bastante raiva foi a Naoki! Dela não passou ainda! Acho que a Sybil é uma das minhas personagens favoritas de todas as distopias que li porque faz exatamente as coisas que eu pensaria em fazer nas situações em que ela é colocada e não me dá vontade de socar a cara dela em determinados momentos, como as protagonistas de outras distopias.

A trilogia Anômalos está entrando para uma das minhas séries de livros preferidas com certeza e eu mal posso esperar pelo volume final! Só espero que Bárbara não seja muito malvada e saia matando todo mundo porque eu não quero ver alguns personagens morrendo. Enfim, livro recomendadíssimo pra todo mundo que gosta de distopias e quer se apaixonar por mais uma!

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3 filmes (que assisti) baseados em livros (que não li) do Federico Moccia

Ok, vamos falar que este título parece totalmente errado. Por que eu falar de filmes baseados em livros que eu nem li? Não poderia então falar só dos filmes sem referenciar o autor dos livros? Não. Tenho um caso estranho com Federico Moccia - me apaixonei por suas histórias sem nunca ter lido, de fato. Se posso ter um desconto, o próprio autor esteve na direção de Lição de Amor, o que me deu a segurança de que a histórias é, de fato, sua e, se existe alguma diferença, foi com seu consentimento. Coincidentemente, tenho seus livros (quatro deles) e, por favor, preciso tomar vergonha na cara e lê-los.

Lição de Amor (Desculpa se te chamo de amor)


Encontrei este filme de forma totalmente aleatória, enquanto olhava a guia de programação da Sky e coloquei no canal que estava passando. Felizmente acabei deixando ali mesmo, porque não tinha nada interessante. Tô assistindo de boa quando o personagem fala "desculpa se te chamo de amor" e, puff, liguei uma coisa com a outra e fui procurar no Google se existia mesmo um filme baseado no livro. Feito isso, já fui procurar quando ia passar de novo, porque eu precisava assistir desde o começo e OMG, fiquei apaixonada pelo filme! 

De um lado, Niki, uma garota que tem quase 18 anos e está no último ano do ensino médio. Do outro, Alex, que tem 37 anos e é um renomado publicitário. Um acidente coloca esses dois frente a frente e eles acabam se envolvendo. Porém, eles vivem fases totalmente diferentes da vida e acabam por ter que enfrentar os obstáculos para poder viver esse amor. Sabe aquele romance fofo que te faz torcer muito pelo casal? É esse. Com problemas bem realistas (sobre preconceito, imaturidade, incompatibilidade de rotina etc) e cenas engraçadas, Lição de Amor está na lista de filmes que sempre quero rever - e sempre suspirar e chorar.

Paixão sem limites (Três metros acima do céu)

Eu já tinha lido sobre o livro/filme no Equalize da Leitura e tinha muita vontade de ler/ver, mas nunca fui procurar mesmo o filme. Até que assinei Netflix e Paixão sem limites apareceu como sugestão e eu concluí que era o destino querendo mesmo que eu assistisse. Foi o primeiro filme que assisti na Netflix e, meu Deus, nunca vou superar! Ele é tudo que eu gostaria de ver em um filme! 

Babi e H são de mundos completamente opostos. Enquanto ela é a garota certinha, da alta sociedade, ele é o bad boy, que vive ~perigosamente~. Nas primeiras vezes em que eles se encontram, as coisas não saem muito bem, mas não demora muito para Babi se render aos encantos de H - e começar, assim, uma intensa história de amor. Quem me acompanha no twitter ou mesmo aqui no blog, sabe que eu amo livros New Adults e ele é uma versão cinematográfica do meu gênero favorito. Tem bad boy, tem relação intensa, cheia de altos e baixos, tem drama, tem coração partido (o meu é um deles), tem romance, tem... ai, tudo que eu gosto! Sem contar que tem Mario Casas. Esse é um daqueles filmes que amo, mas vou evitar revê-lo, só pra me poupar de sofrer (curiosamente, Mario Casas e María Valverde que fazem H e Babi no filme, namoram na vida real. Não consigo lidar com todo esse apego). Esta é a versão espanhola, mas também tem uma italiana - que não é tão ~aclamada~ como essa.  

Sou louco por você 

Este assisti sequencialmente a Paixão sem limites e foi lágrimas do início ao fim. Não que ele seja triste, mas eu simplesmente não consigo superar o final do primeiro e me doeu muito ver os caminhos que a história tomou. Ainda assim, é o tipo de história que eu gosto - é intensa e romântica (ou quase isso).

Depois de passar um tempo fora, H volta para a Espanha onde tenta retomar sua vida. Apesar de nunca parar de pensar em Babi, acaba conhecendo Gin, uma garota diferente e espontânea, que dará um novo sentido para sua vida. Se por um lado não consegui me apegar ao casal principal, o filme me emocionou (ainda mais) com as cenas envolvendo Pollo, melhor amigo de H. É possível ver o amadurecimento dos personagens e como eles precisam lidar com seus dramas e consequências das suas escolhas. Muito se fala em um terceiro livro e, stalkeando o instagram do Mario Casas, uma menina falou que o autor confirmou em uma entrevista no rádio que teria. Sinceramente, é o que espero, apesar de entender que certas coisas simplesmente acontecem e são assim. 

Para quem gosta de romances intensos, fofos e emocionantes e se apega aos casais da ficção, estes três filmes são ótimas pedidas. Só é uma pena terem mudado os dois primeiros títulos, porque ambos têm razão de ser. Enfim, vocês já assistiram algum desses filmes ou leram os livros? 
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O Diário de Carson Phillips - Chris Colfer

Eu fui pego totalmente de surpresa por esse livro. Peguei para ler porque imaginei que fosse rápido e porque meu irmão é muito fã dos outros livros do Chris Colfer. Decidi que queria conhecer um pouco a escrita dele e não fui desapontado.

Carson Phillips é muito decidido quando se trata do seu futuro profissional. Ao ser perguntado, ele tem traçado o seu rumo ao sucesso dentro da carreira de jornalismo, e desviar um dedo dele não é uma opção. E ele não se contenta com pouco: um dia, tem a plena certeza de que vai ser editor da New Yorker, uma revista muito famosa dos Estados Unidos.

Mas o que pode ser um impedimento para Carson é o fato de ele morar em Clover, uma cidade parada, pequena e absolutamente pacata. Carson se sente preso à ela, e quer de toda forma sair de lá e ir para a Northwestern Univeristy quando acabar o Ensino Médio. Entretanto, para isso, precisará agregar pontos para sua vida acadêmica (que já é um sucesso). Assim, decide montar uma Revista Literária na escola, organizada por ele, mas com a contribuição dos alunos. E para conseguir essas contribuições, Carson precisará usar de meios não muito lícitos, já que ninguém quer, de verdade, participar da nova empreitada. Dessa forma e em meio a todos os conflitos familiares no qual se vê metido, Carson começa a usar de chantagem para se ver livre de Clover.

Esse livro é um grande conflito para mim. Ao mesmo tempo em que eu odeio - de verdade - o Carson por ele ser uma pessoa tão irritantemente perfeccionista e babaca (eu realmente em envolvi com esse livro), me vi chocado com o final. Os personagens são muito bem construídos, e nisso o Chris Colfer tem a minha total aprovação. No momento em que cada um dos "amigos" de Carson precisa escrever um texto para a revista literária, cada texto parecia realmente escrito por uma pessoa diferente. Ele conseguiu construir seus personagens de forma muito real e muito profunda, e isso pra mim é imprescindível para uma obra. É claro que o romance não é perfeito e tem algumas falhas notórias que denunciam que o escritor ainda é iniciante, mas ainda assim é envolvente, bem construído e repleto de dramas reais.

Eu gostei bastante do enredo do livro e achei a leitura envolvente, rápida e viciante. Chris Colfer consegue prender o leitor do início ao fim, e não terminar o livro parecia inevitável, já que a única coisa que eu conseguia era virar as páginas para ler mais do que aconteceria com Carson. Ao mesmo tempo em que fiquei com muita raiva do final e o achei um pouco preguiçoso, entendi o ponto que Colfer quis explorar com ele, e entendi o que ele queria passar para os leitores. O livro foi um grande conflito entre eu gostar e detestar, entre eu compreender o Carson e logo depois já ter raiva das ações dele, entre gostar de alguns personagens e automaticamente passar a odiá-los. E esses conflitos estão marcados na própria trama, com o problema de alcoolismo da mãe de Carson, o Alzheimer da avó, a ausência do pai e tudo o mais.

Portanto, achei o livro bom. Por mais que tenha tido profunda raiva do final do livro, achei-o, como um todo, bom. Gostei do que li e gostei da escrita do Chris Colfer. O livro é indicado pra todos aqueles que gostam de dramas de Ensino Médio norte-americanos (com os populares, os esportistas, as líderes de torcida, etc) e que gostam do estilo diário, porque o livro é inteiro construído dessa forma (com marcação de data e narrativa em primeira pessoa). E claro, para todos aqueles que gostam das dificuldades e barreiras em ser um adolescente, estar concluindo o Ensino Médio e ter toda a pressão da faculdade e ver a vida constantemente equilibrada entre conflitos.

Ah, e sobre o filme: assisti logo depois de ter lido o livro, e acho muito importante fazer dessa forma. Por quê? Explico. O filme começa com a cena final do livro, que já é um grande spoiler. Se você não quer saber de nada, leia o livro sem ter visto o filme. Achei também que o livro é bem mais completo do que o filme, por mais que tenha vindo depois, e mesmo assim consegue descrever algumas cenas de uma maneira bem melhor. Mas é claro, o filme também é sensacional.

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Uma Vez Na Vida - Marianne Kavanagh

Um romance ambientado em Londres, gostoso e viciante. Não tem como descrevê-lo sem dizer que ele é extremamente real, envolvente e recheado de muito jazz.

"Porque é aí que está a verdade. Algumas pessoas conseguem as coisas sozinhas, mas são raras. São aquelas feitas de aço. O restante de nós precisa encontrar alguém que nos ame, nos encoraje, e nos mantenha em segurança."

Tess, que trabalha como atendente de um call center de reclamações de uma empresa de produtos de papelaria, e George, um exímio pianista apaixonado por jazz, são duas pessoas que obedecem a lei dos seis graus de separação. Entretanto, parece que tudo sempre está encantado: eles nunca se conhecem. Embora Tess saiba - e muito - da existência de George pela insistência de sua amiga Kirsty, que afirma categoricamente que eles são feitos um para o outro, Tess nunca conheceu George. Da mesma forma, os amigos de George sempre dão um jeito de mencionar a amiga de Kirsty, que divide o apartamento com ela, Tess, e falam a ele que ela é interessante, bonitinha e que seria bem legal se ele a conhecesse.

Em meio a tantos encontros e desencontros durante anos, Tess e George vivem suas vidas separados, sem nenhum tipo de conhecimento de quem o outro é. Isso não impede que Tess saiba que o seu relacionamento com Dominic não está indo às mil maravilhas, e que George perceba que está profundamente infeliz em sua vida toda categorizada e certinha organizada por Stephanie, sua companheira até então, sendo inclusive sustentado por ela. Eles vivem à sombra de seus relacionamentos falhos, sem tomar a rédea de suas vidas e nem dizer o que realmente querem para o futuro. Mas tudo pode mudar quando o tão famigerado encontro entre os dois acontece.

Eu peguei esse livro pra ler com uma expectativa de que fosse bom, mas sem realmente esperar que ele fosse aquela coisa maravilhosa. É claro que ele não é, nem de longe, o romance mais brilhante do século, mas alguma coisa nele fez com que eu me viciasse de tal maneira que o terminasse em menos de dois dias. Não sei se foi o fato do livro tratar da realidade como ela é, não sei se foi a escrita gostosa da autora, mas algo fez com que eu o lesse rápido e prazerosamente. Os personagens principais, Tess e George, tem suas histórias narradas em terceira pessoa em uma alternância de uma espécie de capítulos, separados por anos. O desenrolar da história é até que bem rápido, mas não espere nada de muito engraçado: o livro é inclusive bastante dramático. Fiquei com um pouco de raiva da Tess e do George no livro pelo que eles faziam e pelo conformismo e submissão ao que os outros queriam para a vida deles mesmos, sem mudar nada. Mas entendi, lá pelo meio do livro, que aquela era a natureza dos dois, e que algo precisaria mudar drasticamente para que eles próprios mudassem.

O livro fala bastante sobre desencontros, e faz pensar sobre a nossa vida e todos os desencontros que provavelmente aconteceram nela. E não se engane: o encontro de Tess e George não acontece logo no começo do livro (inclusive, ele acontece lá pro final) Gostei bastante do fato de George ter uma banda que toca jazz, e parece que o ritmo envolve um pouco a narrativa. (Ler o livro ouvindo jazz é bem indicado! Fiz isso e não me arrependi hahahaha). Londres e Nova York coroam os cenários do livro, e tudo é muito bem caracterizado. A escrita da autora é sensacional, e surpreende bastante que esse seja o primeiro livro dela.

O livro é indicado a todos, pros que acham que não gostam de romances também. Ele discute bastante essa ideia de emoção e racionalismo, e inclusive eu entendi uma certa ironia quando Tess, a personagem principal, decide ter um ato impulsivo a lá comédias românticas e tudo dá super errado. Achei um livro que lida bastante com a realidade, portanto tem divórcios, relacionamentos falhos, vários pensamentos e reflexões sobre a vida, vários desencontros num geral. Não tem nada de romance engraçadinho tipo Sophie Kinsella ou Meg Cabot, mas lida muito mais com eventos que são bastante possíveis na vida real e nada malucos. Mas ainda assim, um livro rápido, divertido e gostoso de ler.
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Mini-Opiniões: Nua - Raine Miller



Nua conta a história de uma jovem modelo americana que muda-se para Londres para recomeçar a vida após uma série de acontecimentos desastrosos e traumáticos pelos quais passou e que deseja esquecer (ou não relembrar). Brynne está cursando pós-graduação e faz ensaios fotográficos de nu artístico para se sustentar. Sua vida mais ou menos muda da água para o vinho e seu equilíbrio se abala assim que Ethan Blackstone compra um retrato seu. O empresário e dono da Blackstone Security International Ltda quer possuir mais do seu retrato nu e vai fazer de tudo até que consiga ter Brynne nua em sua cama. Este é o primeiro livro da trilogia O Caso Blackstone e não é tão diferente dos demais livros eróticos que têm sido publicados hoje em dia. O diferencial dele é apenas o tamanho. É um livro curto e rápido que, apesar de terminar “nos finalmente” tem uma pequena trama mesclada com cenas extremamente picantes. O ponto chave envolve a superação de um trauma e uma nova paixão, onde as questões medo e confiança disputam o mesmo espaço. Ah, mas em Cinquenta Tons de Cinza o cara também é traumatizado... É diferente. Aqui ninguém tem perversão sexual por conta do passado ou deve ser submisso ao outro. É apenas um casal que tenta encontrar um meio de se relacionar. Ponto. Nada demais. Só acho que pelo tamanho, não precisava ser dividido em três livros. Um volume com três partes estaria de bom tamanho. Dependendo do seu ritmo de leitura, em duas horas dá para concluir este livro. Quem gosta do gênero, Nua é bem agradável e sem cenas picantes cheias de “ação” mirabolantes.


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