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ADL: Iluminadas - Lauren Beukes

ADL = Abandono Definitivo de Livro. Este é o primeiro, mas você pode conferir a coluna ATL (temporário) aqui.


Este será meu primeiro post do ADL, mas este não é o primeiro livro que abandonei. Em toda minha vida “literária”, não concluí – e nem pretendo – outras 4 leituras. É uma boa estatística, levando em consideração que só compro/solicito/peço-de-presente livros que realmente quero ler e que se enquadram nos gêneros literários que tenho predileção. Portanto, é com infelicidade que coloco este livro na pequena lista de “abandonei”.

Iluminadas é um thriller transitório, onde presente e futuro se mesclam. É narrado em terceira pessoa, revelando o ponto de vista de diversas personagens (não apenas os dois protagonistas) e conta a história de um serial killer e de uma de suas vítimas. Harper Curtis é um zé ninguém, um bebum e um homem super violento, que acaba encontrando uma casa “enfeitiçada” e que se revela ser um portal capaz de transportá-lo no tempo. É meio bizarro, mas whatever.

A casa parece exercer algum tipo de influência maligna sobre ele e isso o instiga a cometer assassinatos brutais de garotas do outro lado da porta. Essas meninas são meio que “sugeridas” pela casa e por isso o nome do livro “Iluminadas”. Os crimes são perfeitos e praticamente impossíveis de serem solucionados, já que Harper pode desaparecer e arrumar o lugar para que nenhuma pista seja detectada. Porém, em 1992, Kirby Mazrachi se torna uma sobrevivente e investe seus esforços para encontrar o homem que tentou assassiná-la, iniciando assim, uma árdua investigação. Ponto.

Tem como não querer devorar o livro com uma história dessas? Mas fiquei muito desapontada. Primeiro porque achei a escrita da autora muito maçante, com excesso de detalhes que a meu ver eram totalmente desnecessários e que deixavam certos parágrafos cansativos e desinteressantes. Além disso, não é um texto que se desenrola facilmente e, se fosse, poderíamos superar a parte maçante e seguir com a leitura. Para piorar ainda mais a situação, a variação de tempo acaba por embaralhar ainda mais o desenvolvimento da história. Não que tivesse sido preguiça ou algo assim, pois em vários livros que li o (a) autor (a) também utilizou esse meio e tudo fluiu normalmente (por exemplo, O Circo da Noite, que muda praticamente de data a cada capítulo).

Entretanto, o que me fez desistir de fato do livro, foi uma pequena confusão (?) em relação a certas datas e as personagens. Vou exemplificar:

1 – Em 1931 Harper tem 30 e poucos anos.
2 – Em 1974 Kirby completa 7 anos. Então ela nasceu em 1967.
3 – Em determinado capítulo, Harper e Kirby se encontram em 1931. COMO, se somente ele atravessa a porta e viaja no tempo? E COMO Kirby estaria em 1931 se ela só vai nascer em 1967?
4 – Dan é o amigo repórter de Kirby o qual não me recordo a idade, mas que é narrado tanto em 1929, quanto em 1992/1993. Só aí são 63 anos. O que me intrigou foi a questão dele se apaixonar por ela, que em 1992 teria/faria 25 anos. Levando em conta que SE ele tivesse nascido em 1929, teria a idade que citei acima (63), mas como percebe-se na leitura, ele já é um adulto. Então... QUANTOS ANOS ele tem afinal? Não seria muito “velho” pra ela? MEGA estranho.

Viram a loucura? E ela se espalha entre vários capítulos e eu já estava pirando com o conjunto que citei no início e essa confusão de datas me fez fechar o livro e pensar: Que seja, vá deixar outro maluco. Humpf! E assim Iluminadas se tornou meu primeiro ADL do blog. A premissa é muito boa, que me faz lembrar, inclusive, de Esconda-se, da diva Lisa Gardner e que também conta a história de uma sobrevivente de um serial killer e etc. etc. etc. Uma pena que Iluminadas não seja tão bom quanto. Mas isso é uma questão de perspectiva, não significa que você não vá gostar/odiar ou algo do gênero. É aquela boa e velha história do “preciso ler e tirar minhas próprias conclusões”. Okay? Se alguém aí já leu e quiser desembaralhar meus neurônios, por favor, fique à vontade. E quem ainda não leu, minha única dica é: paciência. Se chegar até o fim, parabéns! Tiro o chapéu pra você.

P.S.: Espero não fazer outro post desses tão cedo. See ya!
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Mini-opiniões: Profundamente sua e Para sempre sua

Oi, pessoal. Já falei aqui do primeiro livro da série Crossfire, Toda sua, e de como acabei me decepcionando com ele. Como eu sou uma pessoa que não consigo não gostar de um livro e desistir do autor/série, fui atrás dos outros livros da série pra tentar mudar um pouco a minha opinião...

Profundamente sua

No segundo livro da série, continuamos acompanhando Eva e Gideon em seu relacionamento. A atração intensa entre os dois continua presente na história, porém os conflitos só aumentam. O casal continua loucamente apaixonado um pelo outro, mas quanto mais os dois tentam solidificar a relação deles, mais o passado de ambos começa a ressurgir, obrigando-os a enfrentarem isso. Corinne, a ex-noiva de Gideon, reaparece, despertando em Eva um ciume imenso ao ver a dedicação que seu namorado tem perante a ex. Enquanto ela tenta lidar com sua insegurança, ela também tem que lutar contra seu passado. Nathan volta a atormentar seus pensamentos e a protagonista se vê assombrada pelas lembranças do abuso que sofreu. Mas a paixão que atrai Eva e Gideon é forte o bastante para fazer eles aprenderem a lidar com a bagagem do passado. Eles percebem que para ter um relacionamento que dê certo, terão que lutar contra isso, e aprender a lidar com a insegurança e os fantasmas do passado que os assombram. E é ai que está o grande destaque da história na minha opinião. As cenas de sexo continuam intensas e extremamente hot neste livro, mas podemos perceber o amadurecimento dos dois. Eva está mais decidida e acaba se abrindo mais com Gideon, enquanto ele, apesar de continuar guardando para si seus problemas e traumas do passado, faz de tudo para protege-la. Tenho que confessar que gostei mais deste segundo livro do que do primeiro, apesar de ainda não estar totalmente cativada pela série. Com o desenrolar da história a curiosidade em saber o que aconteceu com os personagens no passado, ou o que acontecerá com eles a partir dali acaba nos prendendo a história. E o final do livro me fez correr para o terceiro para saber o que vinha a seguir.


Para sempre sua
Depois do fim avassalador do segundo livro da série, Eva tem a prova de que Gideon é capaz de fazer tudo pelo seu amor, Porém, isso faz com que o casal se vê a frente de um novo obstaculo: Eles não podem mais assumir um namoro. Pelo menos, não publicamente. Por causa disso, eles iniciam então um relacionamento proibido, tentando esconder ao máximo essa relação de todos. Porém, isso não será tão fácil. (Que graça teria se fosse fácil e simples, né?) Gideon tem em sua cola uma jornalista determinada a revirar seu passado, e descobrir todos seus segredos. O grande foco do livro continua sendo o romance entre os protagonistas. Apesar de Gideon continuar com seu autoritarismo e super proteção perante sua amada, podemos perceber o quanto ele amadureceu desde o primeiro livro. Depois de mostrar a Eva o que ele é capaz de fazer por amor, percebemos que ele fica mais romântico e um pouco mais aberto em seu relacionamento. As cenas de sexo entre  casal continuam ainda mais hot, e extremamente detalhista, como a autora sempre fez. Na minha opinião, isso continua sendo muito exagerado, e até mesmo desnecessário, escancarar tanto o sexo entre o casal, mas esse acaba sendo o grande diferencial da história, então pra quem gosta, é um prato cheio. O livro era para ser o último de uma trilogia, mas a autora acabou transformando Crossfire em uma série, então teremos mais da história de Gideon e Eva pela frente. Eu não vi nenhuma necessidade de estender tanto essa história. Acho que se a autora quisesse, ela poderia muito bem compactar toda história em três livros. Os fãs da série com certeza ficarão felizes em ter mais de Gideon e Eva pela frente. Eu, já não sei se terei paciência para acompanhar mais a história. Cheguei até o terceiro livro porque precisava ver como essa história termina e Para sempre sua acabou pra mim sendo mais do mesmo.

Em suma, mesmo depois da decepção do primeiro livro, não vi nenhuma mudança na série que me fizesse gostar realmente de toda história. O casal, cada um com seus traumas e fantasmas do passado, continuam lutando por um relacionamento normal, sem que essa bagagem os afete, mas isso acaba sendo muito difícil para eles (principalmente para Gideon). Apesar disso, o sexo entre os dois é uma coisa louca, que nunca falta e a autora faz questão de detalhar cada ação. Mas isso pra mim só fez meu desgosto com a série aumentar, porque achei tudo muito exagerado, desde a quantidade de cenas de sexo, até o detalhamento delas. Talvez um dia ainda volte a dar uma chance a Sylvia Day, e ao casal Cross. Mas por enquanto, prefiro terminar essa série por aqui.
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Quando Cair o Verão & Outras Histórias - Amelia Williams & outros autores

Esse é um livro que surgiu na maior e mais duradoura série da televisão: Doctor Who. Sem muito a ver com a série, entretanto, com olhos leigos, Quando Cair O Verão & Outras Histórias é um livro fantástico.

Atenção: essa resenha pode conter alguns spoilers da 6ª e 7ª temporadas de Doctor Who, se você conseguir identificá-los. Se você assiste a série e ainda não viu essas temporadas, leia por sua conta e risco.

O livro é constituído de 3 contos. O primeiro deles, Quando Cair o Verão, que dá nome ao livro, foi inspirado pelo episódio The Bells of Saint John. Nele, Kate, uma recém moradora de Watchcombe, começa a perceber coisas estranhas na vila. Depois de um pequeno incidente envolvendo um gato, uma pintura e um anel, Kate é transportada para um local perigoso e gelado, tentando solucionar o problema antes que o Senhor do Inverno se erga. Nesse conto, o Doctor é reconhecido em um personagem específico, pra quem conseguir prestar bastante atenção e não perder nenhum detalhe.

O segundo conto, O Beijo do Anjo, é narrado pela famosa detetive Melody Malone, com a ajuda de Justin Richards. Melody também é uma personagem de Doctor Who, filha da Amelia Williams, e esse conto foi inspirado no episódio The Angels Take Manhattan. A Melody me lembra muito algumas outras personagens detetives de outros livros que li, e o estilo de escrita do conto me lembrou demais o estilo de escrita do Lemony Snicket. Esse conto é um dos mais sensacionais, cheio de mistério, investigação e uma detetive pra lá de excêntrica e engraçada. Depois de ser visitada por uma estrela de cinema, ela começa a investigar uma possível tentativa de assassinato.

Essa é a Melody Malone.
O terceiro conto, O Demônio na Fumaça, foi escrito por Justin Richards, e foi inspirdo no episódio The Snowmen. Nesse conto, Harry e Jim estavam fazendo um boneco de neve num dia frio de inverno quando, de repente, o boneco começa a sangrar. Quando um corpo cai de dentro do boneco de neve - e os garotos tem a plena certeza de que quando o construíram, o corpo não estava lá - os garotos se veem metidos em uma grande encrenca. Esse conto tem 3 personagens de Doctor Who: Strax, Jenny e Madame Vastra, a detetive.

Esses são, em ordem, a Madame Vastra, o Strax e a Jenny.
E o que dizer desse livro? Ele é sensacional! Mas preciso explorar um pouco melhor isso. No episódio em que o Doctor lê esse livro (provavelmente The Angels Take Manhattan, mas eu posso estar muito errado) que a Amy escreveu (e estava escrevendo em outro momento do episódio), fiquei curioso pra saber o que era narrado nele. Quando vi que o livro saiu na Inglaterra e nos EUA, fiquei super empolgado e feliz, mas acabei deixando ele lá pra baixo na lista de leituras por ser em inglês e demandar um tempo um pouco maior de leitura. Entretanto, quando vi que foi lançado no Brasil pela Suma, mal pude me conter. Quase tive um treco e saí correndo pela casa dizendo que precisava ler o livro! E esse dia chegou. Enfim, minhas expectativas eram super altas, e foram totalmente supridas e superadas. As partes engraçadas estão lá, a familiaridade com alguns personagens estão lá e o ódio por alguns outros também. Devo dizer que, tirando o Doctor, nenhum dos outros personagens narrados nos contos são dos meus preferidos na série. Mas ainda assim, amei o livro de uma forma gigantesca.

Essa é uma imagem do Doctor lendo o livro no episódio!
Bom, pra quem assiste a série, o livro é, eu diria, bastante importante. Ri muito de algumas referências enquanto lia e a introdução escrita pela Amy me fez lembrar bastante da série e de todo o plot bastante divertido que foi criado na 7ª temporada. Discussões sobre se ele é bom ou não, não tem como não dizer que ele é bastante genioso e cheio de reviravoltas. Eu, particularmente, não sou dos grandes fãs de Moffat e me irrito frequentemente com os episódios que ele cria, mas especialmente esse começo da 7ª temporada (e a morte dos Pond, for God's sake) pra mim foram as melhores coisas que já aconteceram em Doctor Who até agora (adicionando apenas a Clara, o final da sétima temporada e o especial de 50 anos nas melhores coisas). Enfim, o livro é bastante bem construído justamente por causa desses pontos.

Embora não descreva nenhum evento da série, é como se fosse um spin-off, narrando alguns acontecimentos sem a presença do Doctor (no primeiro conto ele aparece, mas quem realmente resolve todo o problema não é ele). O livro é super pequeno, rápido e envolvente. Faz com que você não consiga mais parar de ler quando começa, e cada conto te proporciona sensações diferentes. Se você nunca assistiu a série, pode ler o livro e gostar ainda assim! Quem sabe esse livro não faz você gostar e começar a assistir Doctor Who?
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ATL: Louco por você - Jasinda Wilder

Conheça a coluna ATL aqui e veja outros livros abandonados aqui.

Eu ainda não acredito que estou abandonando este livro. Eu juro que estou tentando entender que diabos a autora fez com o próprio livro para mudá-lo tanto de uma parte para outra. O livro é dividido em partes e isso significa a mudança da personagem principal e adição de um novo narrador, mas eu não consegui achar a personagem da primeira parte na segunda. Eu sei que o trauma que ela viveu foi responsável pela grande mudança, mas não é possível que isso a tenha descaracterizado tanto. Não vou negar que a autora foi bem ousada. Muito ousada. Ela conta uma história bonitinha e fofa, seduz seu leitor e tem 100 páginas de puro amor para deixar qualquer um apaixonado. Aí ela muda tudo e insere outro cara e quer que a gente se apaixone por ele. Sério que ela achou que daria certo? Comigo não deu - desculpe, mas sou a rainha do apego e não aceito essa troca. Ela mostra alguém sofrido, com passado sombrio, mas não funciona. O cara vive repetindo "eu sou um canalha", mas ele faz um total de zero canalhices. Quer enganar quem, meu bem? Para completar, a autora deu o maior tiro no pé: em certo momento a mocinha se sente culpada e questiona se, de fato, amou aquele outro garoto lá do começo (o mesmo que eu amei e tal). GENTE? Isso pode acontecer, mas depois de me deixar convencida de um sentimento, ela vem me dizer que não era amor? Não teria problema falar que o novo cara é muito bom, que ama também e tal, mas para mérito de um, não precisa do demérito do outro (alô, candidatos à presidência #ficadica), né? Eu fiquei dias tentando encontrar aquele livro que me fez ler compulsivamente as primeiras 100 páginas e me fez chorar horrores (e isso não é exagero), mas não encontrei. Até essa parte, achei que o livro seria favorito - para vocês terem ideia. Não sou obrigada a ler páginas e páginas de UMA cena de sexo (ou quase isso) que é tão exagerada que me faz perder a paciência e revirar os olhos. É broxante. Olha, o negócio foi tão sério que abandonei o livro na página 189 (ele tem 269), pertinho do final e ainda quero terminar só pra poder falar que a cagada foi completa - ou não, vai que a autora mostra uma razão plausível pra tudo isso, né? 
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Para onde ela foi - Gayle Forman

Não é muito comum (não mais, infelizmente) eu escrever uma resenha quase imediatamente à leitura, mas desta vez, com a ajuda do destino, vou escrevê-la e me livrar logo de tantos sentimentos. Sim, foi uma leitura bem intensa e eu não estava preparada. 

O final de Se eu ficar foi como um encerramento para a questão central do livro: Mia escolher ficar ou não. Com todo seu desenvolvimento simples, foi coerente terminar o livro da mesma forma, mas e depois? Havia necessidade de contar mais alguma coisa? Na verdade sim. Nem tudo acaba quando termina e Gayle Forman mostra exatamente isso. Três anos depois é Adam quem vai contar a história. Uma nova, mas que começou há muito tempo. 

"Tenho de honrar minha promessa. Deixá-la ir. Deixá-la ir realmente. Deixar nós dois irmos."

Caso você ainda não tenha lido Se eu ficar, pule o próximo parágrafo. 

Me apaixonei tanto pela história de Adam e Mia que logo que terminei o primeiro livro, fui procurar resenhas da sequência para pegar possíveis spoilers e fiquei abalada ao saber que eles não estavam mais juntos. Mia parecia tão certa dos seus sentimentos e foi justamente por ele que ela decidiu ficar, que eu simplesmente não conseguia imaginar o que levou ao rompimento. Mas as respostas estão aqui. Adam agora é muito famoso - do tipo que é perseguido por paparazzis e não consegue ir no mercado da esquina. O álbum Collatral Damage da Shooting Star se tornou sucesso e, como ele temia, acabou escrevendo músicas para Mia. Um disco inteiro da sua dor, o efeito colateral do adeus. Esqueça o Adam que você conhecia. Agora ele sofre crise de pânico, toma pílulas e fuma para se acalmar, não tem boa relação com o restante da banda e está recluso, apesar do sucesso. É numa noite estranha que acaba encontrando Mia e é nesta noite que tudo muda.

"Esta noite eu vou ouvir. E isso será o suficiente."

Três coisas podem ter sido responsáveis por me fazer amar o livro e não sei exatamente qual foi ou se foram todas elas juntas:

1. Eu já tinha comprado a história de amor de Adam e Mia
Isso citei na resenha anterior ("Com sua delicadeza nata, me apaixonei por sua relação com Adam - bem como Hazel diz em A Culpa é das Estrelas 'me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra.'"). Em algumas leituras, minha paixão se limita ao mocinho/bad-boy da história, mas em outras, consigo me apaixonar pelo casal - daquele jeito que não consigo desejar o cara, porque só consigo imaginá-lo com ela e o romance é algo imaculado. Aqui é um caso desse. Eu já tinha certa afeição por eles e só podia torcer pelo final feliz. 

2. Adam é um rockstar
Agora deixa eu falar do meu lado groupie que grita quando tem uma banda envolvida no enredo. Sabe quando você lê um livro que parece tão real que fica se perguntando se não é algo que o autor viveu? Imagine isso com as letras das músicas. O que se passa na vida de quem canta aquilo? Como é a vida real, além dos palcos, além das fotos nas revistas ou portais de fofocas? Adam é o retrato da dor das músicas que compôs e canta, mas só temos a oportunidade de ler isso porque estamos, justamente, no seu íntimo, atrás das cortinas. É como ver além da superfície do iceberg, é ver o que está embaixo d'água. 

"As pessoas ao meu redor paravam seus olhares tempo demais em mim. Não consigo lidar com essa situação agora. Não posso lidar com nada. Não quero isso. Não quero nada disso."

3. A dor do Adam se tornou minha.
Alguns livros tem uma escrita poética dando um tom melancólico para a narrativa, mas aqui a ferramenta usada para dar esse clima é precisamente os sentimentos do protagonista. Sua dor é palpável e é impossível ficar alheia a tanto sofrimento e dissabor. Como dois instrumentos afinados, estava eu, leitora, em sincronia com o narrador. Mesmo que não seja uma coisa exatamente boa de se sentir, a angústia que acompanha a leitura mostra o sucesso da autora ao retratar a dor de seu personagem. Ela encontrou a voz do Adam e conseguiu transcrevê-la, de fato.

Não esperava mesmo um romance com tanta profundidade, acreditava que seria algo no ambiente seguro e singelo de Se eu ficar, mas fui surpreendida e não poderia desejar outra coisa. Para onde ela foi retrata o amor verdadeiro e a dor que quem ama está sujeito a sentir. Sem dúvidas, uma leitura de um dia que vai me acompanhar por muito tempo. Acredito que mesmo aqueles que não gostaram do primeiro, devam dar uma chance para este. É algo diferente, é outra voz, outra história, muito mais profundo e intenso.
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Amor em Jogo - Simone Elkeles

Acredito que quando a gente reclama de um livro ser clichê a gente está reclamando da coisa errada. Definitivamente. Um clichê bem construído, desenvolvido e verossímil ganha o coração de qualquer leitor. O problema não é a história ser óbvia, é não ser desenvolvida o suficiente para nos envolvermos a ponto de desejar que seja tudo bem previsível - afinal, quem quer um personagem favorito morto, só para não ser lugar-comum? E, definitivamente, Amor em Jogo é clichê, mas é o tipo certo dele.

"Ashtyn Parker já está acostumada a ser abandonada, e aprendeu a não se deixar envolver demais em nenhum relacionamento. Quando sua irmã mais velha volta para casa, depois de dez anos, com um enteado a tiracolo, ela não quer saber de nenhum dos dois. O que Ashtyn não esperava é que o tal garoto mal-encarado e sem nenhum limite seria também... Irresistível. Depois de ser expulso do colégio interno em que estudava, Derek Fitzpatrick não teve outra escolha senão ir morar com a esposa de vinte e poucos anos de seu pai, que está viajando pela Marinha. Além de ter que aturar a madrasta, ele recebe a notícia de será obrigado a se mudar da Califórnia para sua cidade natal, Illinois. A vida não tinha mesmo como ficar pior... Ashtyn se esconde atrás de uma fantasia da vida perfeita: boa aluna, a única menina – e capitã! – do time de futebol americano da escola e namorada do quarterback promissor. Tudo parecia um conto de fadas. Ainda assim, ela se sente deslocada, e tem um plano para deixar tudo pra trás e correr em busca da bolsa de estudos em alguma faculdade bem longe de sua vida atual. Tudo o que Derek menos quer é participar de mais um drama familiar – já bastam os seus. Agora, ele se vê preso a uma casa estranha, com pessoas que não conhece e em uma cidade bem diferente do que está acostumado. O que ele não esperava era que aquela garota briguenta e fã de junk food seria capaz de mexer tanto com seus sentimentos. Ainda mais ele, tão acostumado a descartar meninas por aí. Para azar – ou sorte!? – de Ashtyn e Derek, o destino ainda guarda mais uma reviravolta na manga. Mesmo com hábitos, ideias e sonhos completamente opostos, um desejo incontrolável surge entre os dois e, juntos, eles enfrentarão o desafio de vencer os preconceitos e os tabus da cidade em que vivem, além de seus próprios medos, para se entregarem completamente a uma paixão avassaladora."
Sinopse retirada do Skoob

A autora teve muitos acertos que, somando tudo, deixa o livro bem "redondinho", algo que eu, pessoalmente, acredito que falte muito nos YAs atuais. A primeira cena já me fez rir, o que, convenhamos, é bem raro em se tratando de livros de fora, porque muitas piadas que fazem sentido lá, não fazem aqui, mas o trote teve uma linguagem universal e até agora eu fico pensando "cara, o Derek foi genial e HAHAHAHAHAHA". Aí tem a Ashtyn: a única garota no seu time de futebol americano, a que namora o quaterback do time, a que tem amigos incríveis - espera, eu quero dizer incríveis MESMO! Ou seja: tem personagens maravilhosos. Só isso não faz história, então vamos para o próximo: bom desenvolvimento. Sem pressa, tudo vai sendo construído e, naturalmente, as coisas se desenrolam, tudo no tempo certo, mas sem perder o ritmo e sem deixar a história parada - tanto que eu o li em um domingo a tarde, apesar de suas 353 páginas. Além disso, o romance é coerente e verossímil, o que, sinceramente, é fundamental para eu favoritar um livro - eu tenho que estar convencida que aquilo ali é possível naquele ambiente construído pela autora. Como não poderia faltar, existe também aquela tensão no ar e fiquei torcendo pra que eles dessem logo o braço torcer, ao mesmo tempo que foi legal esperar que ambos estivessem prontos para simplesmente deixar acontecer. É engraçado como Derek simplesmente não sabe como lidar com a situação e como a Ash se desconstrói e se revela frágil. 

"- É, bem, a Ashtyn é toda mandona e controladora. - Minha comida ameaça voltar quando eu acrescento: - Como eu não gosto de gente mandona e controladora, ela não é a mulher dos meus sonhos.
- Derek é, na verdade, o garoto mais irritante que já conheci - Ashtyn se intromete com um sorriso falso. - Se ele pintasse CASE COMIGO na minha parede, eu faria um círculo e um risco bem no meio."

MAS POR QUE, CEILE, VOCÊ DEMOROU TANTO PARA RESENHAR ESTE LIVRO? That's the point, sabe quando você gosta muito de um livro e só quer falar "cara, você precisa ler"? Então, é isso que acontece. É complicado achar palavras pra descrever o que agradou e porque, afinal, as pessoas precisam ler, bastaria saber que é realmente bom e, PFVR, vocês precisam ler! É desnecessário que esta história me deixou encantada e fazendo a linha adolescente apaixonadinha (e iludida, convenhamos, porque 1. não sou adolescente e 2. já passei da fase de acreditar nessas coisas, sad but true).

esse gif é tão Derek e Ash que ♥
Ok, mas o livro é tão perfeito assim? Não. Sabe, tem umas coisinhas que acontecem perto do final que você fica "ai, cara, fala sério", porque realmente não parece possível/real, mas é só isso (se tratando de enredo). Eu juro que não atrapalha, só é meio absurdo - e antiquado. A tradução deu umas leves derrapadas, deixando uma palavra ou outra deslocada no texto, mas são poucas e acaba sendo só um detalhe (que, claro, talvez muitas pessoas nem reparem). 

Apesar de só ter (até então) uma obra publicado no Brasil (e em uma editora que faliu), Simone Elkeles acumula admiradores e adora posso entender o porquê. A mulher realmente sabe como escrever um livro para adolescentes-nem-tão-adolescentes-assim. Quem vê a capa americana logo pensa que se trata de um new adult (se não foi o caso, comece a pensar agora. Obrigada, de nada.), quem vê a capa nacional acha que é um young adult, mas quem tá certo, afinal? Pergunta difícil de responder, porque é fato que o livro tem elementos dos dois gêneros, deixando-o mais como um middle grade, nem lá, nem cá. Ou seja: ele é ideal para quem não quer aqueles draminhas de garota popular na escola, mas também não quer um dramalhão envolvendo mil traumas de bad-boys e mocinhas certinhas.

Sorriso bobo, lágrimas no olhos, friozinho na barriga - tudo isso fez parte da minha leitura. Mas deixa eu colocar uns gifs de casais apaixonados e fofos e eu-não-acredito-que-esse-livro-fez-isso-comigo pra finalizar:
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Mini-opiniões: Paixão Irresistível e Noiva Irresistível - Christina Lauren

Mini-Opiniões é uma coluna original do blog português Estante de Livros, adaptada aqui para o blog.


Chloe e Bennett vão se casar, quem diria! Depois de acompanhar o caso de Sarah com Max, somos presenteados com o que seria a despedida de solteiro de Bennett - em Las Vegas, acompanhado dos seus melhores amigos. Talvez se esta viagem acontecesse antes, eles seriam os caras que aproveitariam mais do que ninguém os clubes da cidade, mas estamos falando de, até então, dois caras completamente apaixonados por suas namoradas, de quem não conseguem ficar longe. Então, o que seria despedida de solteiro acaba virando uma tentativa de despistar Will (ainda solteiro, claro) para que eles (Ben e Max) encontrem Chloe e Sarah. Sem dúvidas, fui surpreendida com as primeiras cenas, onde Ben ganha um presente especial dos amigos. Me apaixonei pela história e ver os personagens amadurecerem é um grande presente, sem contar o romance que vai muito além das cenas eróticas. Uma coisa legal deste pequeno livro é que ele foca muito nas amizades e é bem divertido acompanhar as peças que um prega no outro, sem contar a sinergia que eles têm.   

"- Eu te amo de qualquer jeito.
- Eu também te amo de qualquer jeito - ela disse, beijando minha boca antes de dar um tapa na minha bunda. Um tapa forte.
Eu ainda podia ouvir sua risada depois que ela saiu pela porta."
O tão esperado dia está chegando! Enquanto Bennett está bem concentrado em dobrar papéis, Chloe está disposta a desviar a atenção dele para outra coisa. O problema é que ele está decidido a manter o controle e decide que nada acontecerá até a noite de núpcias. Calma, como assim? Estamos falando de um dos casais mais explosivos, se é que me entende, da literatura e o cara quer manter o puritanismo por quase uma semana? Isso é só uma amostra do que está por vir, ainda temos muitas confusões envolvendo o encontro das duas famílias e, claro, temos uma Chloe decidida a quebrar a promessa do noivo, impulsionando aquele conhecido estado de gato e rato do casal. Se tem algo que não falta neste casal é química, né? Imagine esses dois num jogo de provocação, tentando a todo custo fazer o outro perder o controle. Claro que a grande provocadora é a Chloe, já que a decisão radical partiu de Bennett, mas quem, sem dúvidas, fica mais apreensivo com isso é o leitor, que fica na expectativa para saber se alguém vai ceder, sem contar que a tensão sexual aumenta consideravelmente. Tem umas cenas um pouco constrangedoras, é verdade, mas em comparação aos outros, este é o livro mais levinho, ao mesmo tempo em que achei o mais engraçado e divertido de acompanhar. Este livro finaliza a série e posso dizer que me despeço muito satisfeita, feliz por ter sido surpreendida tão positivamente ainda com Cretino Irresistível.      

"- Você é um filho da mãe egocêntrico.
- E você ainda é uma cretina pé no saco! - eu gritei de volta. E por Deus, isto era tão familiar e tão bom, era exatamente do que nós precisávamos. Eu queria jogá-la no chão e rasgar suas roupas para poder morder e marcar toda sua pele."
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