Blogger Widgets

A Ameaça Invisível - Bárbara Morais

O livro dois da trilogia Anômalos é incrível como o primeiro, resenhado aqui. Bárbara surpreende mais uma vez mostrando toda a força de uma narrativa bem construída, uma intriga política gigante e personagens feitos com maestria.
Cuidado! Pode conter spoilers do primeiro livro!

Sybil Varuna é uma anômala e vive suas primeiras férias escolares na companhia dos amigos em Pandora. Entretanto, a presença constante na mente de Sybil da missão a qual participou e as palavras de Fenrir no mesmo dia em que a missão acabou fazem com que ela esteja o tempo todo pensativa sobre o que o futuro reserva para si.

Quando finalmente o filho de Fenrir, Áquila, aparece e pede (de forma até que hostil) para que Sybil vá para a festa que marca o início da campanha de eleição, a anômala sabe que está se metendo em algo complicado. E depois de um incidente envolvendo uma denúncia de sabotagem na Prova Nacional, uma espécie de vestibular, as coisas ficam ainda mais estranhas e os laços entre anômalos e humanos parecem começar a se estreitar. Sybil, que já precisa se preocupar com muita coisa envolvendo todas as máscaras políticas pelo qual a União está passando, agora ainda precisa se equilibrar entre Fenrir, o mais inescrupuloso dos homens, e os próprios ideais e visões. Incidentes estranhos vem acontecendo e Sybil já não tem mais certeza de que os anômalos continuarão sendo bem tratados por muito tempo.

Não tem como falar sobre esse livro sem comentar as engrenagens políticas profundas que a Bárbara nos propõe. Ele é mais lento do que o primeiro livro, A Ilha dos Dissidentes, em questão de acontecimentos, já que não existem grandes viagens ou lugares tão novos assim para conhecermos. Mas o primeiro livro não continha tantas informações sobre toda a política e todos os territórios da União e dos outros países quanto o segundo, de forma muito bem escrita. Com certeza a distopia se aprofunda demais nesse livro e nos mostra a inteligência e o embasamento em que a trilogia está sendo construída. Esse livro fala muito sobre intrigas políticas e se você, assim como eu, gosta bastante disso, vai se deliciar com ele. Entretanto, mesmo para quem curte livros com mais ação, os acontecimentos finais são eletrizantes e fazem com que você não consiga nem respirar direito e termina naquele momento em que você quer mais, DESESPERADAMENTE.

Fiquei com MUITA raiva do Andrei em determinado momento do livro, mas acho que a frustração passou lá pro final. Outra personagem que me deu bastante raiva foi a Naoki! Dela não passou ainda! Acho que a Sybil é uma das minhas personagens favoritas de todas as distopias que li porque faz exatamente as coisas que eu pensaria em fazer nas situações em que ela é colocada e não me dá vontade de socar a cara dela em determinados momentos, como as protagonistas de outras distopias.

A trilogia Anômalos está entrando para uma das minhas séries de livros preferidas com certeza e eu mal posso esperar pelo volume final! Só espero que Bárbara não seja muito malvada e saia matando todo mundo porque eu não quero ver alguns personagens morrendo. Enfim, livro recomendadíssimo pra todo mundo que gosta de distopias e quer se apaixonar por mais uma!

1 comentários

3 filmes (que assisti) baseados em livros (que não li) do Federico Moccia

Ok, vamos falar que este título parece totalmente errado. Por que eu falar de filmes baseados em livros que eu nem li? Não poderia então falar só dos filmes sem referenciar o autor dos livros? Não. Tenho um caso estranho com Federico Moccia - me apaixonei por suas histórias sem nunca ter lido, de fato. Se posso ter um desconto, o próprio autor esteve na direção de Lição de Amor, o que me deu a segurança de que a histórias é, de fato, sua e, se existe alguma diferença, foi com seu consentimento. Coincidentemente, tenho seus livros (quatro deles) e, por favor, preciso tomar vergonha na cara e lê-los.

Lição de Amor (Desculpa se te chamo de amor)


Encontrei este filme de forma totalmente aleatória, enquanto olhava a guia de programação da Sky e coloquei no canal que estava passando. Felizmente acabei deixando ali mesmo, porque não tinha nada interessante. Tô assistindo de boa quando o personagem fala "desculpa se te chamo de amor" e, puff, liguei uma coisa com a outra e fui procurar no Google se existia mesmo um filme baseado no livro. Feito isso, já fui procurar quando ia passar de novo, porque eu precisava assistir desde o começo e OMG, fiquei apaixonada pelo filme! 

De um lado, Niki, uma garota que tem quase 18 anos e está no último ano do ensino médio. Do outro, Alex, que tem 37 anos e é um renomado publicitário. Um acidente coloca esses dois frente a frente e eles acabam se envolvendo. Porém, eles vivem fases totalmente diferentes da vida e acabam por ter que enfrentar os obstáculos para poder viver esse amor. Sabe aquele romance fofo que te faz torcer muito pelo casal? É esse. Com problemas bem realistas (sobre preconceito, imaturidade, incompatibilidade de rotina etc) e cenas engraçadas, Lição de Amor está na lista de filmes que sempre quero rever - e sempre suspirar e chorar.

Paixão sem limites (Três metros acima do céu)

Eu já tinha lido sobre o livro/filme no Equalize da Leitura e tinha muita vontade de ler/ver, mas nunca fui procurar mesmo o filme. Até que assinei Netflix e Paixão sem limites apareceu como sugestão e eu concluí que era o destino querendo mesmo que eu assistisse. Foi o primeiro filme que assisti na Netflix e, meu Deus, nunca vou superar! Ele é tudo que eu gostaria de ver em um filme! 

Babi e H são de mundos completamente opostos. Enquanto ela é a garota certinha, da alta sociedade, ele é o bad boy, que vive ~perigosamente~. Nas primeiras vezes em que eles se encontram, as coisas não saem muito bem, mas não demora muito para Babi se render aos encantos de H - e começar, assim, uma intensa história de amor. Quem me acompanha no twitter ou mesmo aqui no blog, sabe que eu amo livros New Adults e ele é uma versão cinematográfica do meu gênero favorito. Tem bad boy, tem relação intensa, cheia de altos e baixos, tem drama, tem coração partido (o meu é um deles), tem romance, tem... ai, tudo que eu gosto! Sem contar que tem Mario Casas. Esse é um daqueles filmes que amo, mas vou evitar revê-lo, só pra me poupar de sofrer (curiosamente, Mario Casas e María Valverde que fazem H e Babi no filme, namoram na vida real. Não consigo lidar com todo esse apego). Esta é a versão espanhola, mas também tem uma italiana - que não é tão ~aclamada~ como essa.  

Sou louco por você 

Este assisti sequencialmente a Paixão sem limites e foi lágrimas do início ao fim. Não que ele seja triste, mas eu simplesmente não consigo superar o final do primeiro e me doeu muito ver os caminhos que a história tomou. Ainda assim, é o tipo de história que eu gosto - é intensa e romântica (ou quase isso).

Depois de passar um tempo fora, H volta para a Espanha onde tenta retomar sua vida. Apesar de nunca parar de pensar em Babi, acaba conhecendo Gin, uma garota diferente e espontânea, que dará um novo sentido para sua vida. Se por um lado não consegui me apegar ao casal principal, o filme me emocionou (ainda mais) com as cenas envolvendo Pollo, melhor amigo de H. É possível ver o amadurecimento dos personagens e como eles precisam lidar com seus dramas e consequências das suas escolhas. Muito se fala em um terceiro livro e, stalkeando o instagram do Mario Casas, uma menina falou que o autor confirmou em uma entrevista no rádio que teria. Sinceramente, é o que espero, apesar de entender que certas coisas simplesmente acontecem e são assim. 

Para quem gosta de romances intensos, fofos e emocionantes e se apega aos casais da ficção, estes três filmes são ótimas pedidas. Só é uma pena terem mudado os dois primeiros títulos, porque ambos têm razão de ser. Enfim, vocês já assistiram algum desses filmes ou leram os livros? 
5 comentários

O Diário de Carson Phillips - Chris Colfer

Eu fui pego totalmente de surpresa por esse livro. Peguei para ler porque imaginei que fosse rápido e porque meu irmão é muito fã dos outros livros do Chris Colfer. Decidi que queria conhecer um pouco a escrita dele e não fui desapontado.

Carson Phillips é muito decidido quando se trata do seu futuro profissional. Ao ser perguntado, ele tem traçado o seu rumo ao sucesso dentro da carreira de jornalismo, e desviar um dedo dele não é uma opção. E ele não se contenta com pouco: um dia, tem a plena certeza de que vai ser editor da New Yorker, uma revista muito famosa dos Estados Unidos.

Mas o que pode ser um impedimento para Carson é o fato de ele morar em Clover, uma cidade parada, pequena e absolutamente pacata. Carson se sente preso à ela, e quer de toda forma sair de lá e ir para a Northwestern Univeristy quando acabar o Ensino Médio. Entretanto, para isso, precisará agregar pontos para sua vida acadêmica (que já é um sucesso). Assim, decide montar uma Revista Literária na escola, organizada por ele, mas com a contribuição dos alunos. E para conseguir essas contribuições, Carson precisará usar de meios não muito lícitos, já que ninguém quer, de verdade, participar da nova empreitada. Dessa forma e em meio a todos os conflitos familiares no qual se vê metido, Carson começa a usar de chantagem para se ver livre de Clover.

Esse livro é um grande conflito para mim. Ao mesmo tempo em que eu odeio - de verdade - o Carson por ele ser uma pessoa tão irritantemente perfeccionista e babaca (eu realmente em envolvi com esse livro), me vi chocado com o final. Os personagens são muito bem construídos, e nisso o Chris Colfer tem a minha total aprovação. No momento em que cada um dos "amigos" de Carson precisa escrever um texto para a revista literária, cada texto parecia realmente escrito por uma pessoa diferente. Ele conseguiu construir seus personagens de forma muito real e muito profunda, e isso pra mim é imprescindível para uma obra. É claro que o romance não é perfeito e tem algumas falhas notórias que denunciam que o escritor ainda é iniciante, mas ainda assim é envolvente, bem construído e repleto de dramas reais.

Eu gostei bastante do enredo do livro e achei a leitura envolvente, rápida e viciante. Chris Colfer consegue prender o leitor do início ao fim, e não terminar o livro parecia inevitável, já que a única coisa que eu conseguia era virar as páginas para ler mais do que aconteceria com Carson. Ao mesmo tempo em que fiquei com muita raiva do final e o achei um pouco preguiçoso, entendi o ponto que Colfer quis explorar com ele, e entendi o que ele queria passar para os leitores. O livro foi um grande conflito entre eu gostar e detestar, entre eu compreender o Carson e logo depois já ter raiva das ações dele, entre gostar de alguns personagens e automaticamente passar a odiá-los. E esses conflitos estão marcados na própria trama, com o problema de alcoolismo da mãe de Carson, o Alzheimer da avó, a ausência do pai e tudo o mais.

Portanto, achei o livro bom. Por mais que tenha tido profunda raiva do final do livro, achei-o, como um todo, bom. Gostei do que li e gostei da escrita do Chris Colfer. O livro é indicado pra todos aqueles que gostam de dramas de Ensino Médio norte-americanos (com os populares, os esportistas, as líderes de torcida, etc) e que gostam do estilo diário, porque o livro é inteiro construído dessa forma (com marcação de data e narrativa em primeira pessoa). E claro, para todos aqueles que gostam das dificuldades e barreiras em ser um adolescente, estar concluindo o Ensino Médio e ter toda a pressão da faculdade e ver a vida constantemente equilibrada entre conflitos.

Ah, e sobre o filme: assisti logo depois de ter lido o livro, e acho muito importante fazer dessa forma. Por quê? Explico. O filme começa com a cena final do livro, que já é um grande spoiler. Se você não quer saber de nada, leia o livro sem ter visto o filme. Achei também que o livro é bem mais completo do que o filme, por mais que tenha vindo depois, e mesmo assim consegue descrever algumas cenas de uma maneira bem melhor. Mas é claro, o filme também é sensacional.

1 comentários

Uma Vez Na Vida - Marianne Kavanagh

Um romance ambientado em Londres, gostoso e viciante. Não tem como descrevê-lo sem dizer que ele é extremamente real, envolvente e recheado de muito jazz.

"Porque é aí que está a verdade. Algumas pessoas conseguem as coisas sozinhas, mas são raras. São aquelas feitas de aço. O restante de nós precisa encontrar alguém que nos ame, nos encoraje, e nos mantenha em segurança."

Tess, que trabalha como atendente de um call center de reclamações de uma empresa de produtos de papelaria, e George, um exímio pianista apaixonado por jazz, são duas pessoas que obedecem a lei dos seis graus de separação. Entretanto, parece que tudo sempre está encantado: eles nunca se conhecem. Embora Tess saiba - e muito - da existência de George pela insistência de sua amiga Kirsty, que afirma categoricamente que eles são feitos um para o outro, Tess nunca conheceu George. Da mesma forma, os amigos de George sempre dão um jeito de mencionar a amiga de Kirsty, que divide o apartamento com ela, Tess, e falam a ele que ela é interessante, bonitinha e que seria bem legal se ele a conhecesse.

Em meio a tantos encontros e desencontros durante anos, Tess e George vivem suas vidas separados, sem nenhum tipo de conhecimento de quem o outro é. Isso não impede que Tess saiba que o seu relacionamento com Dominic não está indo às mil maravilhas, e que George perceba que está profundamente infeliz em sua vida toda categorizada e certinha organizada por Stephanie, sua companheira até então, sendo inclusive sustentado por ela. Eles vivem à sombra de seus relacionamentos falhos, sem tomar a rédea de suas vidas e nem dizer o que realmente querem para o futuro. Mas tudo pode mudar quando o tão famigerado encontro entre os dois acontece.

Eu peguei esse livro pra ler com uma expectativa de que fosse bom, mas sem realmente esperar que ele fosse aquela coisa maravilhosa. É claro que ele não é, nem de longe, o romance mais brilhante do século, mas alguma coisa nele fez com que eu me viciasse de tal maneira que o terminasse em menos de dois dias. Não sei se foi o fato do livro tratar da realidade como ela é, não sei se foi a escrita gostosa da autora, mas algo fez com que eu o lesse rápido e prazerosamente. Os personagens principais, Tess e George, tem suas histórias narradas em terceira pessoa em uma alternância de uma espécie de capítulos, separados por anos. O desenrolar da história é até que bem rápido, mas não espere nada de muito engraçado: o livro é inclusive bastante dramático. Fiquei com um pouco de raiva da Tess e do George no livro pelo que eles faziam e pelo conformismo e submissão ao que os outros queriam para a vida deles mesmos, sem mudar nada. Mas entendi, lá pelo meio do livro, que aquela era a natureza dos dois, e que algo precisaria mudar drasticamente para que eles próprios mudassem.

O livro fala bastante sobre desencontros, e faz pensar sobre a nossa vida e todos os desencontros que provavelmente aconteceram nela. E não se engane: o encontro de Tess e George não acontece logo no começo do livro (inclusive, ele acontece lá pro final) Gostei bastante do fato de George ter uma banda que toca jazz, e parece que o ritmo envolve um pouco a narrativa. (Ler o livro ouvindo jazz é bem indicado! Fiz isso e não me arrependi hahahaha). Londres e Nova York coroam os cenários do livro, e tudo é muito bem caracterizado. A escrita da autora é sensacional, e surpreende bastante que esse seja o primeiro livro dela.

O livro é indicado a todos, pros que acham que não gostam de romances também. Ele discute bastante essa ideia de emoção e racionalismo, e inclusive eu entendi uma certa ironia quando Tess, a personagem principal, decide ter um ato impulsivo a lá comédias românticas e tudo dá super errado. Achei um livro que lida bastante com a realidade, portanto tem divórcios, relacionamentos falhos, vários pensamentos e reflexões sobre a vida, vários desencontros num geral. Não tem nada de romance engraçadinho tipo Sophie Kinsella ou Meg Cabot, mas lida muito mais com eventos que são bastante possíveis na vida real e nada malucos. Mas ainda assim, um livro rápido, divertido e gostoso de ler.
2 comentários

Mini-Opiniões: Nua - Raine Miller



Nua conta a história de uma jovem modelo americana que muda-se para Londres para recomeçar a vida após uma série de acontecimentos desastrosos e traumáticos pelos quais passou e que deseja esquecer (ou não relembrar). Brynne está cursando pós-graduação e faz ensaios fotográficos de nu artístico para se sustentar. Sua vida mais ou menos muda da água para o vinho e seu equilíbrio se abala assim que Ethan Blackstone compra um retrato seu. O empresário e dono da Blackstone Security International Ltda quer possuir mais do seu retrato nu e vai fazer de tudo até que consiga ter Brynne nua em sua cama. Este é o primeiro livro da trilogia O Caso Blackstone e não é tão diferente dos demais livros eróticos que têm sido publicados hoje em dia. O diferencial dele é apenas o tamanho. É um livro curto e rápido que, apesar de terminar “nos finalmente” tem uma pequena trama mesclada com cenas extremamente picantes. O ponto chave envolve a superação de um trauma e uma nova paixão, onde as questões medo e confiança disputam o mesmo espaço. Ah, mas em Cinquenta Tons de Cinza o cara também é traumatizado... É diferente. Aqui ninguém tem perversão sexual por conta do passado ou deve ser submisso ao outro. É apenas um casal que tenta encontrar um meio de se relacionar. Ponto. Nada demais. Só acho que pelo tamanho, não precisava ser dividido em três livros. Um volume com três partes estaria de bom tamanho. Dependendo do seu ritmo de leitura, em duas horas dá para concluir este livro. Quem gosta do gênero, Nua é bem agradável e sem cenas picantes cheias de “ação” mirabolantes.


2 comentários

The 100: Os Escolhidos - Kass Morgan

"Desde a terrível guerra nuclear que assolou a Terra, a humanidade passou a viver em espaçonaves a milhares de quilômetros de seu planeta natal. Mas com uma população em crescimento e recursos se tornando escassos, governantes sabem que devem encontrar uma solução. Cem delinquentes juvenis — considerados gastos inúteis para a sociedade restrita — serão mandados em uma missão extremamente perigosa: recolonizar a Terra. Essa poderá ser a segunda chance da vida deles... ou uma missão suicida." Sinopse retirada do Skoob.

A primeira coisa que as pessoas falam sobre The 100 é: bem diferente da série. Eu só li o livro, então não sei enumerar essas diferenças, mas fica o aviso para quem quiser ler ou assistir.

Este livro me pegou de surpresa: enquanto eu esperava algo totalmente voltado para a ação e focado no mundo pós-guerra, The 100 fala sobre pessoas - como certas coisas estão sendo resolvidas diante da atual situação e como eles chegaram até ali. Os personagens não foram escolhidos aleatoriamente, todos eles têm uma pendência a ser resolvida e, em meio às adversidades, é isso que eles buscam fazer durante o livro. 

Mas por que as pessoas podem não gostar? Porque, apesar de uma premissa muito interessante, um pano de fundo maravilhoso, ele não passa disso: um pano de fundo. Enquanto você espera contaminações por radiação, seres mutantes botando medo na galera e um pessoal querendo fazer da Terra uma Arena estilo Jogos Vorazes para sobreviver, a autora se preocupou em trazer os dramas românticos (não necessariamente de romances) como ponto central. Há humanos vivendo nas naves em situações precárias e, mesmo lá, há diferenças sociais, existe um governo com atitudes duvidosas que não sabemos se toma certas medidas para a sobrevivência da espécie (humana) ou para outras coisas; enquanto na Terra há jovens jogados à própria sorte, sem a certeza se a sociedade das naves se juntará a eles ou se eles não passam de experimentos vivos. Tudo isso é mostrado durante a história, mas sob os dramas dos personagens. Foi uma escolha arriscada da autora dar esse gostinho de enredo e levar por outro caminho. 

"Não importava se eles tinham encontrado os medicamentos desaparecidos. Não havia nenhuma droga forte o suficiente para curar um coração partido."

Mas por que eu gostei? Porque, apesar de um background bem interessante, eu tenho uma queda por relacionamentos conflituosos e se são de jovens, envolvem traições, proibições e outros obstáculos: eu tenho grandes chances de gostar. Foi legal acompanhar tudo que os levou até ali, através dos flashbacks, e ver como eles tentavam (fracassavam e tentavam de novo) resolver. É como se eles fossem rebeldes com causa, mas causas românticas. Poxa, em nome do amor vale, né? Mas antes que você pense que tudo não passa de motivo fútil, saiba que Bellamy se arriscou para proteger sua irmã (e a história deles é linda), Clarke tenta, a todo custo, salvar sua amiga, Wells quer acertar as coisas com Clarke (mas o que ele fez foi bem sério), Glass tenta rever seu ex-namorado (depois de um sumiço tenso). E todos os personagens não são mocinhos/mocinhas, heróis/heroínas. Eles são humanos. Fizeram coisas que tiveram graves consequências e, merecendo ou não, estão pagando por elas. Sei reconhecer que não é um livro ótimo e tem muita coisa a ser explorada que não foi aqui, mas, de qualquer forma, me encantou. E muito. 

A personagem de quem mais gostei foi Glass e sua história foi a que mais me comoveu e me fez torcer para dar certo. Ao longo do livro, vamos conhecendo, aos poucos, o motivo que a fez fugir da base de lançamento e eu me surpreendi muito com o desenvolvimento da sua história. Bellamy também tem uma história linda (e triste, claro) e está ali pela sua irmã, de quem quer ser o protetor, acreditando em sua inocência sobre tudo, o que me deixou com bastante dó, na verdade. The 100 é narrado em terceira pessoa e, no início de cada capítulo, tem o nome do personagem retratado ali. Para os flashbacks, a fonte é diferente, então dá pra saber quando há a mudança do tempo. Os capítulos são curtos, o que deixa a leitura mais dinâmica e, em momentos estratégicos, temos uma volta no tempo para conhecermos o passado de cada um, mas tudo em pequenas doses, de forma que temos revelações até o final do livro.

"Esse era o problema dos segredos - você tinha que carregá-los consigo para sempre, independentemente do custo."

O final do livro foi como um final tem que ser quando se há continuação: instigante. Talvez, no próximo volume, os "problemas concretos" fiquem mais sérios e haja uma inversão do foco. Isso pode ser animador para quem queria ação e ainda sobrou um pouquinho de coragem para continuar a série. Eu, sinceramente, iria gostar do livro se ele tornasse o pano de fundo o foco, assim como gostei dele abordando os conflitos pessoais em primeiro plano. Então, estou ansiosa para a continuação e com o coração apertado de antemão.
7 comentários

Só Depende de Mim - M. Leighton

Olha, eu gostaria de postar a sinopse do livro aqui, mas logo na primeira linha tem um spoiler de Louca por Você e VAI QUE você decide ler, né? Não vou estragar a surpresa, já que ele gira justamente em torno de "quem é o cara?".

Pois bem, a autora me surpreendeu no final do primeiro volume e, obviamente, emendei a leitura desse - é legal ler um livro exatamente atrás do outro, dá a sensação de volume único (o que, sinceramente, poderia ser o caso aqui). Mas sabe a ação que, eventualmente, faltou no primeiro livro? Ela está aqui. ACHEI! Calma, não se empolgue tanto, o livro segue no mesmo clima do outro, só tem máfia russa envolvida. Só. *risos* Essa é a parte legal, porque dá outra cara para a história, deixando o romance um pouquinho (bem pouquinho) de lado.

É bem verdade que Olivia e __ash (insira aqui a letra escolhida) acham que qualquer hora é hora de tchuinplaintchinplin e, apesar de não trocarem uma declaração de amor, demonstram muito o que sentem um pelo outro. O perigo deixa os sentimentos mais aflorados, afinal, né? E essa é a parte totalmente shippável e fofa, então se você não se apaixonou no primeiro livro, isso pode acontecer aqui. Boa sorte! Ok, se não rolar com eles, tem um pessoal novo no livro e tenho certeza que alguém vai se apaixonar (nem que sejam os próprios personagens no próximo livro).

"Quando levanta a cabeça, seus olhos encontram os meus. Não sei bem o que eles dizem, mas acho que meu coração consegue entender."

Uma coisa que eu tinha gostado no primeiro volume e reafirmo aqui é que Olivia, a donzela em perigo, não faz o estilo puritana demais e, mesmo falando algumas vezes sobre sua experiência anterior, isso não é algo que a impeça de fazer certas coisas, experimentar e tal. Ela também é um pouquinho destemida, mas não por, necessariamente, querer correr riscos, mas simplesmente por pensar que é muito improvável alguma coisa acontecer quando ela for à faculdade, por exemplo. É claro que o mocinho quer escondê-la em algum canto e colocar alguém para vigiá-la (hum, conheço essa história), assim como é claro que ela vai encontrar uma brecha para fugir e vai dar merda. Óbvio. Mas não tem aquele "mimimi você tinha razão, meu amor, me perdoe, nunca vai vou te desobedecer mimimi", o que é mais uma coisa boa. Olha, isso resume bem o livro: uma coisa bem clichê seguida de alguma coisinha diferente, até legal.

Aqui conhecemos a mãe da Olivia, que foi citada pouquíssimas vezes, mas ela aparece, mostra quem é, porém nada pesado no drama - o que é óbvio que qualquer um poderia esperar, já que seria um bom motivo para a autora fazer suas personagens colocar tudo pra fora, reviver traumas de infância e... NÃO! Essas passagens acontecem de forma bem natural, tem lá seus questionamentos, mas não elevam tanto a carga emocional do livro. Enquanto isso, o pai de Nash/Cash que é o principal motivo de tudo estar tenso, praticamente não aparece, mas eu perdoo porque ele está preso. Com isso, sobra tudo para quem? Isso mesmo, para o(s) filho(s). E para quem quer que esteja próximo.

"Há uma pausa. Nenhum de nós dois quer dizer adeus. Portanto não falamos nada. Ela simplesmente desliga. E eu faço o mesmo."

Ainda tem mais um volume e mesmo não sendo os melhores livros da vida, eu vou querer ler, porque acho que vai ser divertido acompanhar os próximos protagonistas (sim, eles mudam!) - tirando base pelas poucas cenas em que os vi interagindo. Não espero grandes coisas, só espero o mesmo que estes livros foram: bons. Nem ruins, nem ótimos. Mas ok. Com pontos negativos, mas nada que me fez odiar a história ou me impediu de ler até o final.    
1 comentários

[Séries] 5 Motivos Para Assistir "Under The Dome"

Como eu amo muito essa série, decidi elaborar aqui no blog 5 motivos para você assistir Under The Dome, que estreou na Globo no mês passado com o título de Sob a Redoma e tem a estreia da segunda temporada no canal pago TNT marcada para o dia 28 de Julho. É uma série com um enredo de ficção científica, mas que contempla muito mais do que só isso.

O enredo é bem famoso (muito por causa do filme d'Os Simpsons, que se apropriaram da história e acabaram integrando no seu próprio filme de uma maneira hilária!), e consiste basicamente numa cidade que, de uma hora para a outra, se vê envolta por uma redoma impenetrável. Ninguém e nem nada entra na redoma e nem sai. O problema é continuar a vida enfrentando desafios cada vez mais complicados. Você já se imaginou vivendo dentro de uma redoma, sem poder sair, sem internet, sem televisão, sem energia, sem quase nada? Pois é.


1) É baseado em um livro do Stephen King.

Se você gosta de literatura de terror, provavelmente conhece bastante o escritor de Sob a Redoma. Stephen King é um dos reis do terror, que escreveu grandes clássicos como "Carrie, a Estranha", "O Iluminado", "A Zona Morta" (que deu origem à série The Dead Zone), "Christine", "À Espera de Um Milagre", "Saco de Ossos" (que deu origem à minissérie homônima), "A Coisa" e muitíssimos outros livros.

Além disso, se conhece a maestria do autor, fique sabendo que foi ele próprio quem escreveu o roteiro da segunda temporada da série, que já estreou nos Estados Unidos e eu posso dizer que está fantástica! Não restam dúvidas de que Stephen King é um escritor fabuloso, seja em roteiros, seja nos livros. Só esse motivo já valeria o bastante para você ver a série. Mas já que a proposta são cinco motivos, prepare-se.

2) Um dos produtores da série é o - wait for it - Steven Spielberg.
O homem, o mito, a lenda que dispensa apresentações. Steven Spielberg, consagrado por suas grandes produções como "E.T.", "Gremlins", a série "Indiana Jones", "De Volta para o Futuro", "A Lista de Schindler", aquele clássico de Sessão da Tarde "Twister" (sim, aquele do furacão), e muitos, muitos, muitos outros filmes, ajudou o livro a ser adaptado e produzido para as telas. É um dos grandes entusiastas do projeto e, pelo que parece e deixa demonstrado, é um dos grandes fãs de Stephen King.

Steven Spielberg trás toda uma credibilidade e uma qualidade à série, que sendo baseada em um livro do Stephen King e tendo como um dos principais produtores Steven Spielberg, não precisa de nada mais para ganhar forças. Se você ainda precisa ser convencido a assistir essa série, continue lendo.

3) Se você leu o livro e ainda não viu a série, saiba que a história mudou um pouco.

Se você leu o livro e perdeu um pouco a empolgação de ver a série, repense: com a aprovação do próprio Stephen King, alguns personagens foram introduzidos e algumas pequenas mudanças na história (para permitir que ela fique um pouco mais longa, em formato de série) foram feitas. Tudo isso para aumentar as relações sociais da série, já que uma das coisas mais exploradas são as relações pessoais que acontecem debaixo da redoma.

4) É uma série "de verão", ótima para curar a saudade de séries.
Sabe quando todas as séries que você assiste entram em hiato e você não tem mais o que assistir? Quando bate aquela saudades de séries e você fica caçando séries pra ver, mas elas também sempre entram em hiato na mesma época? Seus problemas acabaram!

Under The Dome é uma série de verão, o que significa que ela não obedece o calendário de séries normal. Ela estréia nos EUA na época em que todas as outras séries entram em hiato (por exemplo, a segunda temporada estreou agora no final de Junho e começo de Julho, quando quase todas as outras séries tiveram o seu season finale.) Portanto, se quiser uma série pra ver durante hiato, vai ter Under the Dome inéditos para ver!

Você provavelmente já está assim, nesse ponto do post.
5) Envolve mortes, mistério, ficção científica e não tem quase nada de terror pesado!
Se você quer muito ver a série mas é medroso que nem eu, não se preocupe: não tem nada de terror pesado na série! Dá pra ver de boa sem morrer de susto, e a primeira temporada consiste basicamente em entender tudo o que está acontecendo, o que É a redoma, como foi parar lá e o que a foda aquilo quer com eles. Embora tenha bastante sangue, pode ficar tranquilo porque não tem terror e nem nada que vá te deixar noites inteiras sem dormir.

Na segunda temporada, por mais que o clima fique um pouco mais assustador, continua sem nada de terror. A história tem girado em torno de um mistério até agora, e parece que vai continuar basicamente no mesmo rumo, ainda assim com bastante mortes e sangue. É uma delícia, principalmente se você gosta de livros de distopia e costuma assistir essas séries que colocam a sociedade em conflito e levam isso à toda uma nova potência, como The Walking Dead.

SIM, eu sei que é assim que você está se sentindo agora!
Enfim, sempre que começo a ver séries eu fico com esse sentimento de que a série é BOA DEMAIS e que todos deveriam vê-la. Não é diferente com Sob a Redoma, mas a diferença é que essa é realmente uma das melhores séries que eu assisto e que passa na televisão atualmente. Sem mais, que esse post já está muito grande, só digo isso: corra para ver que ainda dá tempo de acompanhar a segunda temporada!
3 comentários