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[Resenha+Promo] Redenção de um cafajeste - Nana Pauvolih

"Redenção de um cafajeste, o primeiro volume da série, conta a história de uma garota simples, que sonha terminar a faculdade e ser professora, e se envolve com um empresário sem escrúpulos. Uma história que mistura doses certeiras de paixão, romantismo e erotismo, tendo o Rio de Janeiro como cenário.

Em Redenção de Um Cafajeste, a autora narra a história de uma garota simples, que sonha terminar a faculdade e ser professora, e que conhece um empresário, dono de uma das revistas masculinas mais escandalosas do país. Uma história que mistura doses certeiras de paixão, romantismo e erotismo, tendo o Rio de Janeiro como cenário." Sinopse retirada do Skoob.

Está cada vez mais difícil encontrar um romance erótico que não tenha o enredo já batido: homem muito rico, mulher comum, atração incontrolável e um casal que não poderia, mas acaba apaixonado. Redenção de um cafajeste tem um pontinho ou outro diferente, mas é basicamente isso. Mesmo assim, ainda vale a leitura para quem curte o gênero. Essas pequenas diferenças que acabam se destacando no livro e dá uma refrescada no gênero já saturado.

Maiana sempre foi linda, mas nunca usou sua beleza para manipular as pessoas - como sua mãe insistia para que fizesse. Ela é uma mocinha muito esforçada, persistente e decidida, e sua personalidade forte é bem reforçada na história, o que já a difere de tantas outras Anastasias por aí. Em alguns momentos sua resistência me deu nos nervos, mas sei reconhecer que isso foi bom para o enredo e coerente com a forma que a personagem foi apresentada. 

Do outro lado, Arthur é o clichê homem-poderoso-e-milionário-que-transa-com-um-monte-de-mulheres-mas-nunca-se-apaixona. E mesmo assim é irresistível. Quer dizer, ele foi me conquistando no decorrer do livro, porque ele dava umas mancadas que me deixava em dúvida se, em algum momento, seria digno de ser amado. Por outro lado, sua redenção foi um processo e aconteceu por etapas, diferente de c e r t o s h o m e n s que se santificam assim que colocam os olhos na mocinha - então sua canalhisse deu um toque de realidade. A família de ambos os personagens têm bastante peso na história e adorei a forma como tudo foi trabalhado.

A escrita da autora combinada com o enredo instigante facilitam muito para que a leitura seja rápida - mesmo que o livro tenha mais de 500 páginas. Tudo flui muito bem e, apesar de se tratar de uma trilogia, a história de Maiana e Arthur está inteirinha neste volume, pois os próximos livros tratarão de outros dois amigos de Arthur. O próximo é Matheus, o romântico, mas... deixa você ler para descobrir!

Como já disse, para quem curte bastante o gênero, o livro é muito indicado, mas para quem já está cheio deste plot, não tem muita novidade. No meu caso, valeu a leitura. Um acontecimento ou outro me fizeram revirar os olhos, mas no geral, foi uma leitura prazerosa (sem trocadilho, juro!).

Sorteio do livro
Em parceria com o selo Fábrica231 da Editora Rocco, vamos sortear um exemplar do livro Redenção de um cafajeste de Nana Pauvolih. Para participar, basta preencher o Rafflecopter abaixo - a primeira entrada é livre e, para mais chances, cumpra as demais tarefas. Boa sorte!
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Até Que Eu Morra - Amy Plum

"O tempo se vai rápido demais. Seus dias e suas horas. Voam por sobre nossas cabeças como as nuvens leves de um dia de vento, para não mais voltarem. Tudo segue adiante, enquanto tu estás a abrir aquela fechadura. Vê! Torna-se cinzas. E cada vez que beijo tua mão em despedida, e cada ausência que a isso se segue, são prelúdios para a separação eterna que em breve teremos."


Após um romance conturbado e cheio de reviravoltas em Morra Por Mim, Kate e Vicent finalmente estão juntos. Entretanto, a imortalidade de Vicent é um grande desafio para os dois, uma vez que Kate, como humana, não viverá para sempre. Em Até Que Eu Morra, o casal tenta encontrar uma maneira de manter o relacionamento sem ignorar o fato de que um dia ele vai ter que acabar. Enquanto isso, o silêncio dos Numa é uma interrogação pairando sobre a cabeça dos Revenants que tentam, a todo custo, descobrir quem está no comando e qual será o próximo passo do inimigo.

Após muitas revelações no primeiro livro, não conseguia imaginar o que mais a autoria poderia explorar adiante. Confesso que fiquei surpresa com os novos segredos e com o desenrolar da história, pois sempre tenho certo receio de continuações. Vocês entendem, né? Alguns autores acabam se desviando da proposta e desanda no enredo. Porém, Amy conduziu este segundo volume de forma bem paciente e revelou tudo na hora certa.

Alguns de vocês podem achar o início meio lento, mas vi essa “lentidão” de forma positiva, de modo que nada ficasse sem explicações posteriores. O ritmo da escrita também continuou o mesmo; fluida e instigante. Impossível não terminar um capítulo sem querer ler o próximo. O que me torturou um pouco, pois não pude ler de uma vez só por falta de tempo. Infelizmente.

Neste livro também temos novos personagens, Arthur e Violette, ambos com vasto conhecimento sobre os Numa e, claro, com séculos de experiência. Tive um começo não muito amistoso com os dois, principalmente com Arthur, que ganhou minha antipatia na primeira vez que abriu a boca. Hahahahaha Embora suas aparências fossem de adolescentes, eles faziam parte do grupo mais antigo da estirpe, o que gerou um pouco de conflito entre os padrões deles e de Kate.

A grande sacada de Até Que Morra está na experiência secreta que Vicent tem desenvolvido. Não se sabe com que intuito e muito menos quais os métodos, mas Kate percebe que não tem sido fácil e a aparência deslumbrante do rapaz se torna cansada e obscura. Ele garante que está fazendo de tudo para encontrar um meio de fazer esse romance dar certo, mas será que vai conseguir? Como poderia ele deixar de ser imortal? Kate, por sua vez, com sua inteligência e amor pela leitura, passa a fazer sua própria pesquisa.

Gostei do amadurecimento da personagem, embora o tempo entre as histórias seja apenas um mês de diferença. A autora também não faz uma grande introdução, mas relembra os acontecimentos em um capítulo ou outro. Aqui também temos uma participação maior dos avós da garota e descobrimos que eles sabem mais do que imaginamos. O que me leva a crer que futuramente eles descobrirão que Vicent é um Revenant. Será? Traição, surpresas e um final... QUE FINAL!!! Ainda tô aqui sem acreditar. Enfim!

Não tenho como falar mais da história sem dar spoiler, então vou me limitar aos parágrafos acima e dizer que esse livro é tão bom quanto o primeiro. Se você ainda não leu a resenha e quer entender melhor do que se trata a história, clique aquiSe você já leu este livro, saiba que há um conto antes do 3º volume, o Die for Her (Morra por Ela – tradução livre). O terceiro volume é intitulado If I Should Die (Se Eu Morrer – tradução livre), que também traz um conto, o Die Once More (Morrer mais uma vez – tradução livre). Os contos estão disponíveis somente em inglês e apenas para venda na Amazon. Não tenho informações se a Farol vai traduzi-los. Mas uma coisa é certa: estou mega ansiosa para ler esse desfecho.

P.S.: As capas elaboradas são LINDAS, né? O trabalho gráfico segue o mesmo padrão de capa e miolo. ♥ Não tem como não AMAR e não querer na estante. Hahahaha :) 
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[Promoção] 5 anos de Entrelinhas Casuais


Hoje o blog Entrelinhas Casuais comemora seu quinto ano de vida e claro que não poderia faltar promoção para vocês.

Participem, pois tem muitos livros bons!

Atenção:
  • A promoção começa hoje (08/05) e termina no dia 31/05;
  • O resultado sairá em até 7 dias;
  • O ganhador terá um prazo de 48 horas para responder ao e-mail, com seu nome e endereço completos, caso contrário um novo sorteio será refeito;
  • Perfis exclusivos de promoção, falsos ou criados apenas para participar desta promoção serão desclassificados;
  • É necessário possuir endereço de entrega no Brasil;
  • Cada blog é responsável pelo envio do livro cedido dentro de um prazo de 45 dias úteis;
  • Caso o livro volte por envio de endereço incorreto, cabe ao sorteado pagar pelo novo frete de envio;
  • O blog não se responsabiliza por extravios;
  • Para maiores esclarecimentos, leia os termos de promoção do blog aqui.












Boa sorte ;)
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A Herdeira - Kiera Cass

ATENÇÃO: SPOILERS DE A ESCOLHA

Um dos livros mais aguardados do ano, essa é a continuação do final "felizes para sempre" de America e Maxon. Só que não é tão feliz assim...

Eadlyn é a sucessora do trono de Illéa. Filha de Maxon e America, a moça já precisa saber administrar muita coisa muito jovem, e tem o peso sobre os ombros de ter que ser tão boa quanto os pais. A fama e a competência de seus pais são uma sombra para qualquer lugar que ela vá.

Entretanto, por mais que tudo pareça estar indo a mil maravilhas, as castas dissolvidas e aparentemente tudo nos eixos, protestos e revoltas vindos de uma parte da população fazem com que a família real se desestabilize. Maxon precisa urgentemente de um atrativo para distrair o povo, a fim de conseguir pensar em soluções eficazes para a população. Assim, em conjunto com os pais, Eadlyn decide que a hora é boa para se iniciar uma Seleção e para que ela própria pense em algo relacionado a casamento - mas com algumas modificações e regras próprias na competição.

O que dizer desse livro? Eu não sei se consigo ser totalmente honesto porque ainda me resta um resquício de lembrança de como A Seleção foi e eu me sinto muito responsável por qualquer coisa malvada que eu vá dizer aqui. Mas realmente, não tem como apontar inúmeras falhas nesse novo livro da série. Espero que ninguém se ofenda com o que vou escrever aqui.

Já começo dizendo que essa série foi pensada como uma trilogia, e isso já explica muita coisa. Esse livro é quase que anexo, quase que inicia uma segunda série, já que vai mostrar a vida da terceira geração de Schreaves. Kiera Cass não tinha qualquer planejamento de lançá-lo antes, e isso já mostra que existiam problemas acontecendo desde o final de A Escolha. Eu juro que tento pensar que não, mas parece sim que Cass está continuando a série só porque é conveniente pra ela e para a editora. Pra ser bem sincero, desde o final de A Escolha e do conto A Rainha venho vendo problemas sérios na série.

O que me dá a impressão é que Cass tenta, a todo custo, criar uma história com profundidade, mas ela simplesmente se afoga e tenta se debater no meio de tantas coisas criadas, sem conseguir achar uma solução para tudo. Foi assim em A Seleção: no fim, tudo foi resolvido de uma maneira absolutamente nada a ver, Kiera deu um destino muito preguiçoso para todos os personagens que não eram convenientes e criou um final bastante abaixo do que eu esperava. Além disso, ignorou todas as revoltas e todo o pano de funo - genial, diga-se de passagem - que ela vinha criando desde então. Kiera Cass tem ideias fantásticas, mas não consegue amarrá-las todas juntas e dar uma conclusão para todas. Isso é um ponto muito problemático dos livros.

Entretanto, neste livro, Kiera parte para uma proposta mais simples: o livro tem um tom bem mais despretensioso e mostra muito menos cenários políticos do que A Seleção mostrava. Grande parte do meu descontentamento com este livro vem daí: quer dizer que Illea se reduziu apenas a dias felizes e uma parte do povo meio revoltada? Onde está a profundidade política de Illéa que se apresentava em A Seleção? Eadlyn parece ser uma boa administradora, mas não parece saber lidar com todo o cenário que Maxon lidava em  A Seleção. E a pergunta que não quer calar: eu estava esperando demais de um livro que não tem essa proposta? Provavelmente sim. Eu não queria superestimar o livro, mas pedir que ele tivesse um pouco mais de intrigas políticas não é muito, é? Sinceramente, depois de muito considerar, não consigo pensar em nenhum ponto que me fez gostar do livro.

A protagonista, Eadlyn, é extremamente mimada e irritante. Ela tem falas bizarríssimas que beiram a ofensa (ela chega realmente a ofender uma criada) porque se considera muito mais valiosa e "soberana" do que as outras pessoas - nem preciso dizer que esse tipo de gente já me irrita na vida real, imagine só em livro. Acho muito problemático que Kiera Cass passe essa imagem da futura rainha, protagonista do livro, algo que todos buscarão uma identificação, para os fãs (tão novos, diga-se de passagem) da série. Os caras (babacões) que participam d'A Seleção são sem-graças, não fazem nada de interessante. Eles são super mal retratados, a autora explora muito pouco a característica de cada um e parece que o ponto principal nem são os garotos. Eles passam o livro inteiro sendo uns pé no saco com todo o mimimi de querer a atenção da princesa de jeitos aleatórios (desculpem inclusive o erro de concordância, realmente não tinha expressão melhor pra denominá-los).

Fiquei bastante espantado com a colocação de uma Política do Pão e Circo no livro vinda de Maxon e America. Nunca imaginei que Maxon fosse ser, algum dia, a favor de entreter o povo para que não percebesse as agruras que passa. America me surpreendeu por não ser a voz destoante que sempre foi, mas inclusive propor que os desejos da filha fossem anulados pelo bem da Política do Pão e Circo. Além disso, outros pontos bizarros pra mim incluíam o fato de Marlee morar no palácio e Aspen também.

O livro, por fim, parece uma repetição de um modelo criado por Kiera. Parece uma receita de bolo. A estrutura do livro está inteira ali: a mesma estrutura desde A Seleção. No meio do livro alguns acontecimentos, problemas, uma preparação para um final avassalador e BAM!, cliffhanger. Não preciso dizer o quanto fiquei cansado quando cheguei ao final do livro e percebi que estava caindo mais uma vez em um final em que tudo acontece e que deveria te deixar com uma vontade maluca de ler o próximo. Acontece que dessa vez não funcionou: só consegui achar o final bizarro (sério, gente, o que foi esse final nada a ver?) e não sei bem como Kiera vai fazer pra solucionar o grande ponto do final do livro. Foi um grande dramalhão mexicano, sem um sentido completo. Eu, sinceramente, não entendi qual foi o grande ponto do final. Eu só... não sei mais o que pensar.

Pra não ser totalmente injusto, uma cena aqui ou ali faziam o livro valer um pouco a pena (mas quase todas elas tinham a ver com o futuro de outros personagens da série, uma covardia). Isso, entretanto, não é nada comparável ao tanto de desgosto que o final do livro me trouxe e propôs.

Me decepcionei bastante. Acabo pensando que Kiera poderia muito bem ter feito de A Seleção um livro único - e terminado por lá. Não existe mais história para ser contada, e insistir em uma coisa que não deu certo pode acabar com a carreira de alguém.
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O garoto dos olhos azuis - Raíza Varella

Já tive muitas ressacas literárias, mas nunca uma tão longa. Se tem algo que define minhas (tentativas de) leituras atualmente é: frustração. Se a solidão é estar entre milhares de pessoas e se sentir só, a ressaca literária é ter uma pilha gigante de livros para ler e não se empolgar com nenhum deles. O negócio está mesmo sério, acredite. E no meio de tantas tentativas, chegou um livro que eu queria dar apenas uma espiadinha e lá se foi meu final de semana todo dedicado à leitura. Nossa, como senti falta disso! Esse parágrafo é apenas para falar duas coisas: 1. eu precisava desabafar sobre não ler como eu gostaria e 2. O GAROTO DOS OLHOS AZUIS É MARAVILHOSO!

"Bárbara é linda, loira e bem-sucedida. Desde que assistiu a uma cerimônia de casamento pela primeira vez, ainda criança, seu sonho é apenas um: percorrer o tapete vermelho da igreja, vestida de noiva. Porém, contrariando todas as suas expectativas, ao ser abandonada no altar, a vida de Bárbara desmorona. Ela decide voltar à cidade natal e passa a viver com os irmãos e mais dois amigos. Todos homens. Com a ajuda de Vivian, uma espécie de Barbie Malibu, Bárbara tenta superar sua decepção amorosa recente e uma da adolescência, que volta com tudo à sua memória: o garoto dos olhos azuis. Será que o cavalo branco só passa uma vez? É isso que Bárbara vai descobrir com bom humor, jogo de cintura e uma pitada de neurose." Sinopse retirada do Skoob.

Deixa eu te avisar: clichezão. Mas se alguém escrever um chick-lit que não seja, migo, tá no gênero errado. Eu sempre gostei mais de romances, mas percebi que já não me empolgava tanto com as histórias do Sparks ou outros "romances contemporâneos de raiz" e aos poucos fui os deixando de lado. E só agora, lendo esse livro, me dei conta de como senti falta de me envolver tanto numa história onde o principal objetivo é a mocinha encontrar seu príncipe encantado - e ficar com ele, claro!

Pegue a definição de chick-lit e você terá as características de O garoto. Como não amar um livro que mistura romance, comédia e drama? Mas o que diferencia esse livro de tantos outros títulos? Posso citar a escrita da autora, uma delícia de acompanhar, bem fluída e bem desenvolvida. Também posso falar dos personagens absolutamente reais - e destaco os secundários que tem grande participação na trama e têm papéis bem relevantes no enredo. Minha admiração pela autora cresceu com um motivo especial: ela não escolheu uma "saída fácil" muito utilizada por novelas/séries/livros para uma determinada situação no livro - que obviamente seria spoiler comentar sobre, mas fica aqui meu apoio ao pensamento que não se trata de um objeto ou obstáculo a ser retirado do caminho. Gostaria de falar sobre minha indignação com a tratativa em outros meios, mas fica para algum desabafo no twitter e tal. Enfim, parabéns à autora pelo respeito com que tratou tudo e como foi coerente e cuidadosa. 

Ian é um príncipe que se faz de sapo no início e, mesmo sabendo que eu iria gostar dele em seguida, me questionei se ele precisava ser tão seco com a Bárbara. Tá, eu sei que pegar alguém comendo o SEU sorvete é totalmente digno de raiva (sério!), mas ele podia entender e respeitar o momento Bridget Jones da garota. Bem, Ian é assim: uma mistura de cara real com um pouquinho de príncipe dos Contos de Fadas - ai, como posso dizer? Ele é um tipo de cara normal, mas um bom cara normal, aquele que a gente sonha em encontrar (eu sonho, pelo menos rs), que equilibra bem os defeitos e qualidades. Sua irmã se mostra uma amiga maravilhosa e também merecia um livro (hehe tá na moda, né?). Os irmãos da protagonista me confundiam, mas aí eu me lembro como irmãos são na realidade e tudo faz mais sentido - isso é algo que devo destacar: apesar da nuvem negra sob a cabeça da Bárbara, tudo é muito coerente e com boa dose de realidade, onde é possível identificar o exagero para dar o tom dramático e cômico, mas também onde a gente consegue imaginar aquilo acontecendo na vida de alguém, sem problema nenhum. É o tipo de história que funcionaria muito bem num filme.

"(...) Tudo que eu mais desejei estava bem à minha frente e eu não conseguia alcançar. Se fosse em outra época, em outra vida, talvez pudéssemos começar uma história, mas a minha vida já tinha muitos 'era uma vez' para eu conseguir chegar em um 'felizes para sempre' sem deixar meu coração em pedaços no caminho."

Eu preciso falar sobre como eu queria marcar cada pensamento da protagonista. Gente, me identifiquei tanto! Já começou no prólogo com a visão dela do amor e do sonho de se casar para seguir para a triste realidade: a Disney nos enganou. É tão legal a forma como ela desenvolve os pensamentos e eu só queria sair colocando tag atrás de tag, mas estava tão grudada na história que acabei nem levantando pra pegar e deixei passar (pfvr, isso já aconteceu com você? Às vezes não consigo largar o livro para ir pegar um marcador!). Além disso, fiquei apaixonada pelas citações nos inícios dos capítulos - sério, melhor livro neste quesito! Tooooodas as frases (trechos de livros/músicas) são lindas e fazem muito sentido na história. Até falei no instagram que eu queria sair fotografando para compartilhar todas (e mandar indiretas para o crush #soudessas).

Se você procura uma história para te deixar com uma sensação boa no final e não se importa com os clichês: se joga em O garoto dos olhos azuis. É muito amor ♥
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Mundo Novo - Chris Weitz

Imagine viver num mundo onde não há energia elétrica, água potável, comida escassa, casas, prédios, estabelecimentos comerciais, lanchonetes, carros... Tudo completamente abandonado. E pior: nenhum adulto, idoso, e muito menos crianças. Este é o Mundo Novo. Habitado única e exclusivamente por sobreviventes do Ocorrido: a disseminação de um vírus mortal que dizimou todos os humanos do planeta.

Exceto os adolescentes, pois apenas seus hormônios da puberdade serviam de escudo, mas conforme se aproximavam do fim da adolescência, o vírus os enfraquecia e finalmente agia no organismo até a morte desses indivíduos. Para sobreviver os poucos anos que ainda lhes restavam, esses jovens se reuniam em tribos e foi assim que Jeff e Donna, nossos protagonistas, se tornaram membros da tribo da Washington Square.

Amigos desde a infância, eles viveram desde o fim do Ocorrido sob a liderança de Wash, irmão mais velho de Jeff e que já apresentava os sintomas da infecção. Logo, Jeff assumiria o comando. Após a morte do irmão, ele decide que precisa encontrar respostas e, lá no fundo, a esperança da cura. E assim, a estranha versão da Sociedade do Anel composta por Jeff (o nobre cavalheiro filósofo nerd), Donna (a garota bad ass poderosa e ligeiramente desequilibrada), Crânio (o nerd tecnológico gênio do crime), Peter (o homossexual cristão viciado em adrenalina) e Minifu (a Jedi tão baixota quanto o Obi-Wan), parte rumo aos lugares mais “remotos” da ilha de Manhatan em busca da única informação disponível: o artigo de uma renomada revista de virologia.

Ambientado em um cenário pós apocalíptico, Mundo Novo tem um enredo completamente viciante e um texto rico e fluido. É narrado em primeira pessoa por Donna e Jeff alternadamente e, é essa diferença de ponto de vista que deixa tudo ainda mais interessante. Enquanto Jeff mantém seu tom formal, Donna é o dobro do oposto (se é que isso existe hahaha). A escrita de Weitz é envolvente, convidativa e leve. Daquelas que, apesar da quantidade de informação, se desenrola facilmente e só mais um capítulo não basta.

É ler de uma vez só e roer as unhas à espera do próximo livro da trilogia. Há uma certa tensão no ar, por conta de sentimentos não declarados, do clima nada favorável ao bom humor (quem riria do vento se estivesse passando fome?), mas que mesmo assim está presente e o suspense que paira sobre suas cabeças quanto a existência ou não do misterioso Velho, um possível – e único – adulto sobrevivente do colapso mundial.

Umas das razões pela qual também me encantei pelo livro, é que o autor (por ser roteirista de filmes que têm como alvo um público nem muito novo e nem muito velho, vide Lua Nova) insere muitos aspectos da realidade, como por exemplo, fazer piadas citando Tolkien, A Guerra dos Tronos, o Twitter, o Iphone, um restaurante McDonald’s ou a Nicki Minaj, fazendo com que a atmosfera do livro pareça mais palpável e crível. Outro exemplo: Se o Ebola tivesse tomado proporções gigantescas e erradicasse a população mundial e SE houvessem pessoas inumes... O que lemos no livro não seria tão ficção assim, hum? Afinal de contas, há rumores de que esse vírus foi “espalhado” estrategicamente. WHO KNOWS?

"(...) Portanto, há algumas coisas que me chateiam em relação aos meus pais. O fato de terem escolhido meu nome por causa da Madonna – não a mãe de Jesus, mas a cantora. Cara. Mas vou mudar isso? Não. Todo mundo está mudando de nome. Por que não, afinal? É tipo, “Oi, meu nome é Katnis"s, “Sou a Tryoncé”. Esquece. Vou ficar com o meu (Ma) Donna."

Dei boas gargalhadas. Mal posso esperar pelo segundo livro. Aliás, vi Mundo Novo na lista de Futuros Lançamentos da Editora Seguinte lá pelo mês de março/abril e esperei – ansiosamente – pelo lançamento em setembro/outubro. Fico MUITO feliz em dizer que SUPER recomendo esta leitura e, se ela já estava na sua lista, saiba que você não vai se arrepender. Inclusive, separei outra quote super bacana. Para refletir:

"O engraçado é que as pessoas pensavam que os livros eram tão inúteis, tipo, que o Kindle e tudo mais iam acabar com eles. E agora que penso nisso, a ideia de acabar com os supostos livros antiquados é meio babaca. Depois do Ocorrido, toda essa coisa de tecnologia é totalmente inútil sem eletricidade. As atualizações de status, os tuítes e os posts nos blogs foram apagados, ou ficaram presos seja lá o que for, quando os servidores caíram. De certa forma, nunca realmente existiram – não no espaço real. Mas livros... livros são acessíveis. Você pode manter as ideias no papel durante séculos. E, se quiser descobrir coisas, está tudo ali. Então os livros riram por último."

Verdade verdadeira! Boa leitura e muito cuidado com os canibais que residem na biblioteca do Mundo Novo!
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Mini-Opiniões: Eu Te Vejo - Irene Cao

Mini-Opiniões é uma coluna original do blog português Estante de Livros, adaptada aqui para o blog.

Já fui muito fã de livros eróticos. Entretanto, achei que esses novos livros estão se tornando repetitivos e os protagonistas se parecem mais com coelhos em época de reprodução do que seres humanos normais. Eu poderia dizer que os autores têm criado verdadeiros ninfomaníacos, mas as definições não se encaixam muito bem, então... Ficou mais bacana chamá-los de coelhos. Hehehe

Eu Te Vejo é bem rápido, narrado em primeira pessoa e tem diálogos bem interessantes. Helena é madura, não tem ataques agudos de adolescentes e ainda não tinha vivido uma grande história de amor. Ela tem 29 anos, mora em Veneza e trabalha com restauração. Ela então conhece Leonardo, que é um famoso chef (huuummm, que sexy) e que vai morar justamente no local em que ela está trabalhando. É óbvio que os dois vão se envolver sexualmente, mas para viver essa aventura ardente, Helena nunca deverá se apaixonar por ele. Humrum... sei! Daí já podemos concluir o resultado, hum? Pegação geral. Hahahaha

Este é o primeiro livro da trilogia (que poderiam ser um volume único) e, de maneira geral, é bacaninha. Não é um gênero que tenho como prioridade de leitura, mas de vez em quando, para mudar de ares, é legal. Se você curte livros adultos, não pode deixar de ler este. É de leitura fácil e rápida e ambientado num lugar maravilhoso.
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Quilômetros de saudade - Angélica Pina

Essa resenha era para ter saído ainda em janeiro, porque acho que esse livro tem a cara das férias - e isso graças à bela narrativa que é envolvente desde o início, onde as personagens realmente estão de férias. Mas eu simplesmente não conseguia escrever sobre ele. E pior: quando consegui, escrevi direto no editor do blog e (adivinha?) não salvou, perdi a resenha inteira e fiquei longe do computador por algumas semanas (oi, blog abandonado!). Fiz a leitura em poucas horas e eu queria sair falando para todo mundo que procura leituras de um dia: oi, leiam esse livro! Mas aí vem a parte que eu preciso dar motivos para vocês fazerem isso e eu simplesmente travei. Posso só falar que é maravilhoso? Vocês acreditam em mim?

Daniela está de férias em Natal com suas amigas, mas sua cabeça está bem longe: ainda em Belo Horizonte, onde seu namorado (Jorge) está. Eles namoram há pouco tempo, mas ela o acha o cara mais perfeito da face da Terra ("Parece ter saído de um dos livros com mocinhos perfeitos que eu adoro ler"). Bem, convenhamos que a ideia de mocinho perfeito já não convence mais, né? Então, obviamente o cara não é tudo isso. Mas ela acha e, com isso, deixa de aproveitar muito da viagem. Em uma pequena brecha, ela conhece Fernando, que mora em Natal, e seus primos que também estão passando as férias por lá. De volta à terra do pão de queijo, ela encara sua rotina, começa a se corresponder com Fernando e eles acabam se tornando amigos. E, bem, a vida acaba por pregar algumas peças nela e a coloca em um caminho totalmente diferente do que ela esperava.

"Confesso que às vezes sinto medo de que essa fase tão boa que estamos vivendo acabe. Eu mesma costumo dizer que tudo que é bom dura pouco. Por outro lado, penso em casais que passam uma vida inteira apaixonados e torço com todo meu coração para que seja nosso caso."

O livro é bem pequeno e eu acho bem arriscado falar alguma coisa da sinopse, porque parte do  meu encantamento veio com a surpresa - eu não curto mesmo ler sinopses e, quando o faço, esqueço rapidamente. Foi o que aconteceu aqui. Quando iniciei a leitura, ainda estava com a "primeira impressão" causada pela capa: um drama mais adulto e sério. Mas aí vem a primeira página cheia de calor de Natal, amigas de férias, uma atmosfera bem jovial e colorida. Essa foi só a primeira surpresa. Outra coisa que acabou me surpreendendo foi a sinceridade em narrar um envolvimento real, sem pretensões de amor à primeira vista, sem nenhuma dica de que algo poderia acontecer - Daniela estava em um momento de "só tenho olhos para o meu namorado" e não deu pistas do que poderia acontecer em seguida. Além disso, a honestidade ao narrar as expectativas serem desfeitas em um momento específico - um encontro - me trouxe a identificação, porque eu sei como aquilo é real e acontece o tempo todo.

Posso dizer que Angélica Pina aproveitou todas as páginas para deixar registrado seu talento de escritora e autora - a escrita é fluída e envolvente, muito bem desenvolvida e deixa o leitor confortável para prosseguir com a leitura. Não sei explicar direito, mas é aquele livro que você lê algumas páginas e pensa "nossa, ela escreve bem", sabe? Em sua estreia, ela já conquistou uma leitora assídua: eu. Pode escrever mais livros, romances ou não, estarei aqui lendo e me deliciando com as palavras. Gosto de livros bem aproveitados, onde eu passo por "uma vida inteira" num intervalo curto de tempo - sério, é leitura de três ou quatro horas. Mas, não, o livro não é em momento algum corrido ou superficial, ele é bem objetivo. E muito fofo, devo acrescentar.

Quilômetros de saudade apresenta seu enredo, tem o desenvolvimento e encerra um ciclo, mas não vou negar que adoraria uma continuação - apesar de não ter pontas soltas, os personagens podem render muitos outros dramas para dar continuidade ao romance. Claro que essa opinião é altamente afetada pelo meu apego - adoraria ter mais histórias com todos eles (as amigas da Dani renderiam bastante e eu aceitaria até uma história para o Jorge - para se redimir ou para se ferrar de verdade MUHAHAHAHA).
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