Escola Noturna: O Legado - C. J. Daugherty

Um mês após o terrível ataque à Academia Cimmeria, Allie está de volta à escola. Mesmo com dificuldades para encarar o que outrora fora um cenário de terror, ela reúne forças para ajudar na reforma e tentar esquecer o pesadelo pelo qual passou e que poderia ter resultado em sua morte prematura. Entretanto, com o início das aulas e o receio de um novo ataque, uma equipe especializada em segurança é convocada para proteger Cimmeria e, principalmente, Allie.

Diferente do primeiro livro, onde ela tateava no escuro em busca de informações, a jovem é recrutada para fazer parte da misteriosa Escola Noturna e começa viver de acordo com o que seu legado lhe proporciona. Todavia, nem tudo são flores. Ser neta de uma poderosa mulher e descobrir que sua família era mais importante do que poderia imaginar trazia não só uma grande responsabilidade, mas também muitos perigos, o que fazia dela um alvo ambulante. Não bastasse isso, o irmão desaparecido da garota resolve fazer contato e a força do laço entre eles pode se tornar, também, uma grande ameaça.

O Legado tem o mesmo ritmo de escrita do primeiro livro; é instigante, viciante e flui incrivelmente rápido. É uma leitura bastante prazerosa e, desta vez, bem mais eletrizante. Há muito mais ação e adrenalina e o fato de Allie saber com o que esta lidando deixa as coisas muito mais interessantes. Porém, ainda há certa dose de mistério e temos que ler alguns capítulos para fazer novas descobertas. Ou seja, a autora não entrega nada de bandeja.

O que nos deixa com a pulga atrás da orelha durante a leitura inteira é sabermos que existe um traidor, mas não sabemos quem é. Eu já tenho a minha teoria. Geralmente eu acerto, mas vamos ver... Não me importaria de errar, pois isso significaria que a autora soube lindamente esconder o ouro e confundir o leitor, de modo que nos surpreenderíamos com quem, de fato, é o infiltrado misterioso que anda passando informações para Nathaniel.

Embora, na história, o intervalo de tempo entre os acontecimentos entre livro um e dois seja de apenas um mês, gostei da forma como a autora conduziu a protagonista. É notável a maturidade que ela adquiriu e percebemos isso tanto nas falas, quanto nas atitudes dela. Claro, ela ainda é uma adolescente e continua cometendo erros, mas vemos uma grande diferença entre a menina revoltada e marrenta que chegou à Academia contra sua vontade e a nova Allie que se sente mais em casa na Cimmeria do que na sua própria residência. Eu considerei isso um grande salto. Hahaha

Assim, como no anterior, o romance também não é o foco da trama, mas tem seu papel. Achei que encontraria mais romantismo, mas o enredo não pede muito isso e achei aceitável durante o desenrolar da história. O que me irritou, mas não muito, foi o clichê triangulo amoroso... Aff! Allie teve alguns deslizes, agindo de forma meio idiota em certos momentos, mas relevei. Quem me surpreendeu, na verdade, foi Carter. O garoto tem muita coisa escondida na manga e creio que todos os seus segredos devem vir à tona no próximo livro, pois a autora foi bem discreta nesse.

Outra surpresa foi o fato da autora matar um personagem que considerava muito improvável e, confesso, fiquei de queixo caído. Claro, a morte sempre é dramática e chocante, mas eu realmente não esperava que isso aconteceria com a personagem “X”. Espero que ela não resolva matar mais alguém. Sério. Fico bem chateada com esses autores que nos fazer ter grande empatia com certos personagens e depois os arrancam da história e despedaçam nossos corações. É muita maldade, não acham? Bom, super recomendo a leitura e minha dica é que você leia um livro seguido do outro.

Encontrei alguns erros na revisão/tradução que deixaram certas frases sem sentido. Não é nada extraordinário, mas fica uma interpretação confusa. Também achei incômodo os diálogos narrados no passado não serem em itálico, algumas passagens eu li e reli para me dar conta de que eram lembranças e não o presente. Fora esses "detalhes" esporádicos, o restante da leitura é bem tranquilo.

P.S: Abaixo vou colocar as capas das duas edições que a Suma de Letras deu aos livros e, se você ainda não leu a resenha do primeiro, clique aqui.

Capa Antiga


O Bairro da Cripta - As Elegias - Marcos R. Terci

Um livro de terror escrito em uma narrativa poética.

O Bairro da Cripta ficava em Tebraria, e tanto a cidade quanto o Bairro eram considerados sinistros (talvez aquele em virtude deste). Muitas coisas aconteciam no “mal-afamado lugar”, com o surgimento (ou talvez sempre existissem?) de diversas criaturas sobrenaturais e aterrorizantes.

Composto por diversos contos, o livro conta várias histórias de terror — algumas verdadeiramente aterrorizantes — através de uma narrativa poética, desenhada, disposta a envolver o leitor e tragá-lo para dentro desse mundo sobrenatural.

"Nunca compreenderei, em todo ou demasiadamente, a complexa vontade de um fantasma. Cartas vêm e cartas vão de sítios incertos, de remetentes desconhecidos que cá não mais existem. Tornam-se parte de uma consciência uma e rotineira, agrilhoada a lembranças de outrora, à matéria e aos caprichos e desejos daqueles que sonham estar vivos."

A escrita poética é um ponto alto do livro, trazendo algo diferente para os contos de terror. Infelizmente, o livro não me atraiu como deveria. Talvez pelo gênero, que nunca havia lido (acredito que, neste caso, “Formaturas Infernais” não contam), mas, acredito, principalmente pelo fato de estar distribuído em contos, e não por ser um romance completo. Talvez, se estivesse relacionado em um romance, iria me atrair mais. Sim, é verdade que alguns contos (senão, todos), estão entrelaçados de alguma forma, no entanto, não atiçou minha curiosidade para chegar logo ao final do livro.

O livro é composto por inúmeros personagens do terror, antes já escritos ou simplesmente novos. Para um verdadeiro amante desse gênero, tenho certeza de que agradará, principalmente pela narrativa poética. O fato de se passar no Brasil e de que a história se identifica bastante como “brasileira” pode atrair aqueles que gostam de valorizar a nossa cultura.

[Resenha+Promo] Brutal - Luke Delaney

"Ele sempre ria das cenas de crime da TV, com dezenas de viaturas e as luzes azuis rodopiando. No interior do prédio, dezenas de detetives e peritos se atropelando. A realidade era diferente. Inteiramente diferente. O mais perturbador das verdadeiras cenas de crime era o silêncio – a morte violenta da vítima deixava a atmosfera abalada e brutalizada."

Sean Corrigan não é um detetive como os outros. Após viver uma infância de abusos e violência, ele criou uma espécie de “sexto sentido” ou (dizem os mais céticos) um olhar apurado para identificar a escuridão na alma de algumas pessoas; um lado negro que ele reconhece em si mesmo e luta todos os dias para conter. Com uma impressionante carreira no Departamento de Investigação de Homicídios de South London, um casamento dos sonhos e duas lindas filhas, tudo o que ele quer é ver os loucos psicopatas atrás das grades.

Entretanto, ao ser chamado para investigar a morte de um jovem covardemente assassinado, Corrigan se vê envolvido no maior desafio de sua carreira: perseguir um psicopata que muda de métodos a cada crime, sem deixar pistas nem um padrão que permita prever seus próximos passos. A única coisa que o detetive possui é o seu instinto indicando que a série de homicídios que se espalha por Londres é obra de uma única pessoa.

Brutal é um livro espetacular! Não consigo juntar palavras suficientes para descrever como a leitura foi. Ao mesmo tempo em que ficava maravilhada com a escrita apurada e detalhada do autor, tinha acessos de pavor. Cheguei a ter sonhos conturbados e até interrompi a leitura por uns dias. Você pode achar que estou exagerando, eu entendo, mas costumo ter uma mente muito ativa enquanto leio, criando os cenários, dando voz aos interlocutores e sentindo a tensão na qual a cena foi desenvolvida.

Sou muito fã de thrillers e romances policiais, inclusive de séries tipo CSI e NCIS, apesar de não acompanhar fielmente os episódios e temporadas. Portanto, associando a leitura ao que costumo/costumava assistir, minha mente trabalha sem parar construindo e ambientando tudo. Então, logo nas primeiras páginas eu já soube que teria um grande enredo pela frente. A experiência de campo do autor foi imprescindível para dar veracidade a história e criar personagens absolutamente críveis e, além disso, faz com que tenhamos um envolvimento emocional muito maior. É impossível não se abalar/revoltar.

Outra grande sacada foi a alternância de locutor. Quando é narrado em terceira pessoa, mostra amplamente a investigação e nos deixa a par das decisões e suspeitas do detetive Sean que, mesmo tendo sido vítima de um passado escuro e profundamente abominável, tornou-se uma pessoa capaz de afugentar seus próprios demônios e controlar sua fúria, usando sua infância despedaçada para descobrir pistas que os outros policiais não conseguiam enxergar. Podia compreender e interpretar as motivações dos assassinos e estupradores, como se pudesse farejar os rastros das emoções que exalavam. Poder, repulsa, culpa, medo, desejo... Sua imaginação fazia com as cenas ganhassem vida e virassem um filme dentro de sua cabeça.

Quando narrado em primeira pessoa, vemos pelos olhos do assassino. Um homem com sérios distúrbios psicológicos e uma visão deturpada de sua existência. Ele trama friamente cada morte como se estivesse planejando o que comeria no jantar, ou o que vestiria quando fosse sair de casa no dia seguinte. A morte não o assusta. Ele é calculista, desequilibrado, impiedoso e brutal. Um ser completamente desprezível e que me assusta só de pensar que existem pessoas como ele a solta por aí.

"Se vocês fossem sequer capazes de entender a beleza e a clareza do que estou fazendo. Vocês precisam deixar de lado as regras da natureza e escolher viver segundo outras leis. Moralidade. Moderação. Tolerância. Eu não. Costumo me distrair escolhendo um passageiro ao acaso, imaginando como seria arrancar seus olhos e cortar sua garganta depois. O fedor de todos esses possíveis objetos é muito estimulante para aminha imaginação. (...) Eu o esfaqueei. Ele tentava falar. As pessoas sempre querem saber o por quê. Então cochichei em seu ouvido. Seria a última coisa que ele iria ouvir: - Porque eu preciso."

O ritmo da escrita é uma constante, sendo intrigante e surpreendente do início ao fim. O autor, que usa um pseudônimo, soube explorar com maestria o uso da ciência forense e estruturou diálogos sólidos e com grande fluidez. Os crimes são, em sua maioria, hediondos e dão aquele frio na espinha cada vez que tento imaginar. É brutal (sem trocadilhos). Se você gosta de trhillers, esse não pode faltar na sua estante. Super recomendo, mas se você é fraco e não aguentava cenas pesadas, cheias de tortura e violência, não leia, ok? Essa leitura é completamente insana. Não tem outra palavra. O título do livro não poderia ser mais apropriado.

Sorteio do livro
Em parceria com o selo Fábrica231 da Editora Rocco, vamos sortear um exemplar do livro Brutal de Luke Delaney. Para participar, basta preencher o Rafflecopter abaixo - a primeira entrada é livre e, para mais chances, cumpra as demais tarefas. Boa sorte!

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[Resenha+Promo] Redenção de um cafajeste - Nana Pauvolih

"Redenção de um cafajeste, o primeiro volume da série, conta a história de uma garota simples, que sonha terminar a faculdade e ser professora, e se envolve com um empresário sem escrúpulos. Uma história que mistura doses certeiras de paixão, romantismo e erotismo, tendo o Rio de Janeiro como cenário.

Em Redenção de Um Cafajeste, a autora narra a história de uma garota simples, que sonha terminar a faculdade e ser professora, e que conhece um empresário, dono de uma das revistas masculinas mais escandalosas do país. Uma história que mistura doses certeiras de paixão, romantismo e erotismo, tendo o Rio de Janeiro como cenário." Sinopse retirada do Skoob.

Está cada vez mais difícil encontrar um romance erótico que não tenha o enredo já batido: homem muito rico, mulher comum, atração incontrolável e um casal que não poderia, mas acaba apaixonado. Redenção de um cafajeste tem um pontinho ou outro diferente, mas é basicamente isso. Mesmo assim, ainda vale a leitura para quem curte o gênero. Essas pequenas diferenças que acabam se destacando no livro e dá uma refrescada no gênero já saturado.

Maiana sempre foi linda, mas nunca usou sua beleza para manipular as pessoas - como sua mãe insistia para que fizesse. Ela é uma mocinha muito esforçada, persistente e decidida, e sua personalidade forte é bem reforçada na história, o que já a difere de tantas outras Anastasias por aí. Em alguns momentos sua resistência me deu nos nervos, mas sei reconhecer que isso foi bom para o enredo e coerente com a forma que a personagem foi apresentada. 

Do outro lado, Arthur é o clichê homem-poderoso-e-milionário-que-transa-com-um-monte-de-mulheres-mas-nunca-se-apaixona. E mesmo assim é irresistível. Quer dizer, ele foi me conquistando no decorrer do livro, porque ele dava umas mancadas que me deixava em dúvida se, em algum momento, seria digno de ser amado. Por outro lado, sua redenção foi um processo e aconteceu por etapas, diferente de c e r t o s h o m e n s que se santificam assim que colocam os olhos na mocinha - então sua canalhisse deu um toque de realidade. A família de ambos os personagens têm bastante peso na história e adorei a forma como tudo foi trabalhado.

A escrita da autora combinada com o enredo instigante facilitam muito para que a leitura seja rápida - mesmo que o livro tenha mais de 500 páginas. Tudo flui muito bem e, apesar de se tratar de uma trilogia, a história de Maiana e Arthur está inteirinha neste volume, pois os próximos livros tratarão de outros dois amigos de Arthur. O próximo é Matheus, o romântico, mas... deixa você ler para descobrir!

Como já disse, para quem curte bastante o gênero, o livro é muito indicado, mas para quem já está cheio deste plot, não tem muita novidade. No meu caso, valeu a leitura. Um acontecimento ou outro me fizeram revirar os olhos, mas no geral, foi uma leitura prazerosa (sem trocadilho, juro!).

Sorteio do livro
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Até Que Eu Morra - Amy Plum

"O tempo se vai rápido demais. Seus dias e suas horas. Voam por sobre nossas cabeças como as nuvens leves de um dia de vento, para não mais voltarem. Tudo segue adiante, enquanto tu estás a abrir aquela fechadura. Vê! Torna-se cinzas. E cada vez que beijo tua mão em despedida, e cada ausência que a isso se segue, são prelúdios para a separação eterna que em breve teremos."


Após um romance conturbado e cheio de reviravoltas em Morra Por Mim, Kate e Vicent finalmente estão juntos. Entretanto, a imortalidade de Vicent é um grande desafio para os dois, uma vez que Kate, como humana, não viverá para sempre. Em Até Que Eu Morra, o casal tenta encontrar uma maneira de manter o relacionamento sem ignorar o fato de que um dia ele vai ter que acabar. Enquanto isso, o silêncio dos Numa é uma interrogação pairando sobre a cabeça dos Revenants que tentam, a todo custo, descobrir quem está no comando e qual será o próximo passo do inimigo.

Após muitas revelações no primeiro livro, não conseguia imaginar o que mais a autoria poderia explorar adiante. Confesso que fiquei surpresa com os novos segredos e com o desenrolar da história, pois sempre tenho certo receio de continuações. Vocês entendem, né? Alguns autores acabam se desviando da proposta e desanda no enredo. Porém, Amy conduziu este segundo volume de forma bem paciente e revelou tudo na hora certa.

Alguns de vocês podem achar o início meio lento, mas vi essa “lentidão” de forma positiva, de modo que nada ficasse sem explicações posteriores. O ritmo da escrita também continuou o mesmo; fluida e instigante. Impossível não terminar um capítulo sem querer ler o próximo. O que me torturou um pouco, pois não pude ler de uma vez só por falta de tempo. Infelizmente.

Neste livro também temos novos personagens, Arthur e Violette, ambos com vasto conhecimento sobre os Numa e, claro, com séculos de experiência. Tive um começo não muito amistoso com os dois, principalmente com Arthur, que ganhou minha antipatia na primeira vez que abriu a boca. Hahahahaha Embora suas aparências fossem de adolescentes, eles faziam parte do grupo mais antigo da estirpe, o que gerou um pouco de conflito entre os padrões deles e de Kate.

A grande sacada de Até Que Morra está na experiência secreta que Vicent tem desenvolvido. Não se sabe com que intuito e muito menos quais os métodos, mas Kate percebe que não tem sido fácil e a aparência deslumbrante do rapaz se torna cansada e obscura. Ele garante que está fazendo de tudo para encontrar um meio de fazer esse romance dar certo, mas será que vai conseguir? Como poderia ele deixar de ser imortal? Kate, por sua vez, com sua inteligência e amor pela leitura, passa a fazer sua própria pesquisa.

Gostei do amadurecimento da personagem, embora o tempo entre as histórias seja apenas um mês de diferença. A autora também não faz uma grande introdução, mas relembra os acontecimentos em um capítulo ou outro. Aqui também temos uma participação maior dos avós da garota e descobrimos que eles sabem mais do que imaginamos. O que me leva a crer que futuramente eles descobrirão que Vicent é um Revenant. Será? Traição, surpresas e um final... QUE FINAL!!! Ainda tô aqui sem acreditar. Enfim!

Não tenho como falar mais da história sem dar spoiler, então vou me limitar aos parágrafos acima e dizer que esse livro é tão bom quanto o primeiro. Se você ainda não leu a resenha e quer entender melhor do que se trata a história, clique aquiSe você já leu este livro, saiba que há um conto antes do 3º volume, o Die for Her (Morra por Ela – tradução livre). O terceiro volume é intitulado If I Should Die (Se Eu Morrer – tradução livre), que também traz um conto, o Die Once More (Morrer mais uma vez – tradução livre). Os contos estão disponíveis somente em inglês e apenas para venda na Amazon. Não tenho informações se a Farol vai traduzi-los. Mas uma coisa é certa: estou mega ansiosa para ler esse desfecho.

P.S.: As capas elaboradas são LINDAS, né? O trabalho gráfico segue o mesmo padrão de capa e miolo. ♥ Não tem como não AMAR e não querer na estante. Hahahaha :) 

[Promoção] 5 anos de Entrelinhas Casuais


Hoje o blog Entrelinhas Casuais comemora seu quinto ano de vida e claro que não poderia faltar promoção para vocês.

Participem, pois tem muitos livros bons!

Atenção:
  • A promoção começa hoje (08/05) e termina no dia 31/05;
  • O resultado sairá em até 7 dias;
  • O ganhador terá um prazo de 48 horas para responder ao e-mail, com seu nome e endereço completos, caso contrário um novo sorteio será refeito;
  • Perfis exclusivos de promoção, falsos ou criados apenas para participar desta promoção serão desclassificados;
  • É necessário possuir endereço de entrega no Brasil;
  • Cada blog é responsável pelo envio do livro cedido dentro de um prazo de 45 dias úteis;
  • Caso o livro volte por envio de endereço incorreto, cabe ao sorteado pagar pelo novo frete de envio;
  • O blog não se responsabiliza por extravios;
  • Para maiores esclarecimentos, leia os termos de promoção do blog aqui.












Boa sorte ;)

A Herdeira - Kiera Cass

ATENÇÃO: SPOILERS DE A ESCOLHA

Um dos livros mais aguardados do ano, essa é a continuação do final "felizes para sempre" de America e Maxon. Só que não é tão feliz assim...

Eadlyn é a sucessora do trono de Illéa. Filha de Maxon e America, a moça já precisa saber administrar muita coisa muito jovem, e tem o peso sobre os ombros de ter que ser tão boa quanto os pais. A fama e a competência de seus pais são uma sombra para qualquer lugar que ela vá.

Entretanto, por mais que tudo pareça estar indo a mil maravilhas, as castas dissolvidas e aparentemente tudo nos eixos, protestos e revoltas vindos de uma parte da população fazem com que a família real se desestabilize. Maxon precisa urgentemente de um atrativo para distrair o povo, a fim de conseguir pensar em soluções eficazes para a população. Assim, em conjunto com os pais, Eadlyn decide que a hora é boa para se iniciar uma Seleção e para que ela própria pense em algo relacionado a casamento - mas com algumas modificações e regras próprias na competição.

O que dizer desse livro? Eu não sei se consigo ser totalmente honesto porque ainda me resta um resquício de lembrança de como A Seleção foi e eu me sinto muito responsável por qualquer coisa malvada que eu vá dizer aqui. Mas realmente, não tem como apontar inúmeras falhas nesse novo livro da série. Espero que ninguém se ofenda com o que vou escrever aqui.

Já começo dizendo que essa série foi pensada como uma trilogia, e isso já explica muita coisa. Esse livro é quase que anexo, quase que inicia uma segunda série, já que vai mostrar a vida da terceira geração de Schreaves. Kiera Cass não tinha qualquer planejamento de lançá-lo antes, e isso já mostra que existiam problemas acontecendo desde o final de A Escolha. Eu juro que tento pensar que não, mas parece sim que Cass está continuando a série só porque é conveniente pra ela e para a editora. Pra ser bem sincero, desde o final de A Escolha e do conto A Rainha venho vendo problemas sérios na série.

O que me dá a impressão é que Cass tenta, a todo custo, criar uma história com profundidade, mas ela simplesmente se afoga e tenta se debater no meio de tantas coisas criadas, sem conseguir achar uma solução para tudo. Foi assim em A Seleção: no fim, tudo foi resolvido de uma maneira absolutamente nada a ver, Kiera deu um destino muito preguiçoso para todos os personagens que não eram convenientes e criou um final bastante abaixo do que eu esperava. Além disso, ignorou todas as revoltas e todo o pano de funo - genial, diga-se de passagem - que ela vinha criando desde então. Kiera Cass tem ideias fantásticas, mas não consegue amarrá-las todas juntas e dar uma conclusão para todas. Isso é um ponto muito problemático dos livros.

Entretanto, neste livro, Kiera parte para uma proposta mais simples: o livro tem um tom bem mais despretensioso e mostra muito menos cenários políticos do que A Seleção mostrava. Grande parte do meu descontentamento com este livro vem daí: quer dizer que Illea se reduziu apenas a dias felizes e uma parte do povo meio revoltada? Onde está a profundidade política de Illéa que se apresentava em A Seleção? Eadlyn parece ser uma boa administradora, mas não parece saber lidar com todo o cenário que Maxon lidava em  A Seleção. E a pergunta que não quer calar: eu estava esperando demais de um livro que não tem essa proposta? Provavelmente sim. Eu não queria superestimar o livro, mas pedir que ele tivesse um pouco mais de intrigas políticas não é muito, é? Sinceramente, depois de muito considerar, não consigo pensar em nenhum ponto que me fez gostar do livro.

A protagonista, Eadlyn, é extremamente mimada e irritante. Ela tem falas bizarríssimas que beiram a ofensa (ela chega realmente a ofender uma criada) porque se considera muito mais valiosa e "soberana" do que as outras pessoas - nem preciso dizer que esse tipo de gente já me irrita na vida real, imagine só em livro. Acho muito problemático que Kiera Cass passe essa imagem da futura rainha, protagonista do livro, algo que todos buscarão uma identificação, para os fãs (tão novos, diga-se de passagem) da série. Os caras (babacões) que participam d'A Seleção são sem-graças, não fazem nada de interessante. Eles são super mal retratados, a autora explora muito pouco a característica de cada um e parece que o ponto principal nem são os garotos. Eles passam o livro inteiro sendo uns pé no saco com todo o mimimi de querer a atenção da princesa de jeitos aleatórios (desculpem inclusive o erro de concordância, realmente não tinha expressão melhor pra denominá-los).

Fiquei bastante espantado com a colocação de uma Política do Pão e Circo no livro vinda de Maxon e America. Nunca imaginei que Maxon fosse ser, algum dia, a favor de entreter o povo para que não percebesse as agruras que passa. America me surpreendeu por não ser a voz destoante que sempre foi, mas inclusive propor que os desejos da filha fossem anulados pelo bem da Política do Pão e Circo. Além disso, outros pontos bizarros pra mim incluíam o fato de Marlee morar no palácio e Aspen também.

O livro, por fim, parece uma repetição de um modelo criado por Kiera. Parece uma receita de bolo. A estrutura do livro está inteira ali: a mesma estrutura desde A Seleção. No meio do livro alguns acontecimentos, problemas, uma preparação para um final avassalador e BAM!, cliffhanger. Não preciso dizer o quanto fiquei cansado quando cheguei ao final do livro e percebi que estava caindo mais uma vez em um final em que tudo acontece e que deveria te deixar com uma vontade maluca de ler o próximo. Acontece que dessa vez não funcionou: só consegui achar o final bizarro (sério, gente, o que foi esse final nada a ver?) e não sei bem como Kiera vai fazer pra solucionar o grande ponto do final do livro. Foi um grande dramalhão mexicano, sem um sentido completo. Eu, sinceramente, não entendi qual foi o grande ponto do final. Eu só... não sei mais o que pensar.

Pra não ser totalmente injusto, uma cena aqui ou ali faziam o livro valer um pouco a pena (mas quase todas elas tinham a ver com o futuro de outros personagens da série, uma covardia). Isso, entretanto, não é nada comparável ao tanto de desgosto que o final do livro me trouxe e propôs.

Me decepcionei bastante. Acabo pensando que Kiera poderia muito bem ter feito de A Seleção um livro único - e terminado por lá. Não existe mais história para ser contada, e insistir em uma coisa que não deu certo pode acabar com a carreira de alguém.

O garoto dos olhos azuis - Raíza Varella

Já tive muitas ressacas literárias, mas nunca uma tão longa. Se tem algo que define minhas (tentativas de) leituras atualmente é: frustração. Se a solidão é estar entre milhares de pessoas e se sentir só, a ressaca literária é ter uma pilha gigante de livros para ler e não se empolgar com nenhum deles. O negócio está mesmo sério, acredite. E no meio de tantas tentativas, chegou um livro que eu queria dar apenas uma espiadinha e lá se foi meu final de semana todo dedicado à leitura. Nossa, como senti falta disso! Esse parágrafo é apenas para falar duas coisas: 1. eu precisava desabafar sobre não ler como eu gostaria e 2. O GAROTO DOS OLHOS AZUIS É MARAVILHOSO!

"Bárbara é linda, loira e bem-sucedida. Desde que assistiu a uma cerimônia de casamento pela primeira vez, ainda criança, seu sonho é apenas um: percorrer o tapete vermelho da igreja, vestida de noiva. Porém, contrariando todas as suas expectativas, ao ser abandonada no altar, a vida de Bárbara desmorona. Ela decide voltar à cidade natal e passa a viver com os irmãos e mais dois amigos. Todos homens. Com a ajuda de Vivian, uma espécie de Barbie Malibu, Bárbara tenta superar sua decepção amorosa recente e uma da adolescência, que volta com tudo à sua memória: o garoto dos olhos azuis. Será que o cavalo branco só passa uma vez? É isso que Bárbara vai descobrir com bom humor, jogo de cintura e uma pitada de neurose." Sinopse retirada do Skoob.

Deixa eu te avisar: clichezão. Mas se alguém escrever um chick-lit que não seja, migo, tá no gênero errado. Eu sempre gostei mais de romances, mas percebi que já não me empolgava tanto com as histórias do Sparks ou outros "romances contemporâneos de raiz" e aos poucos fui os deixando de lado. E só agora, lendo esse livro, me dei conta de como senti falta de me envolver tanto numa história onde o principal objetivo é a mocinha encontrar seu príncipe encantado - e ficar com ele, claro!

Pegue a definição de chick-lit e você terá as características de O garoto. Como não amar um livro que mistura romance, comédia e drama? Mas o que diferencia esse livro de tantos outros títulos? Posso citar a escrita da autora, uma delícia de acompanhar, bem fluída e bem desenvolvida. Também posso falar dos personagens absolutamente reais - e destaco os secundários que tem grande participação na trama e têm papéis bem relevantes no enredo. Minha admiração pela autora cresceu com um motivo especial: ela não escolheu uma "saída fácil" muito utilizada por novelas/séries/livros para uma determinada situação no livro - que obviamente seria spoiler comentar sobre, mas fica aqui meu apoio ao pensamento que não se trata de um objeto ou obstáculo a ser retirado do caminho. Gostaria de falar sobre minha indignação com a tratativa em outros meios, mas fica para algum desabafo no twitter e tal. Enfim, parabéns à autora pelo respeito com que tratou tudo e como foi coerente e cuidadosa. 

Ian é um príncipe que se faz de sapo no início e, mesmo sabendo que eu iria gostar dele em seguida, me questionei se ele precisava ser tão seco com a Bárbara. Tá, eu sei que pegar alguém comendo o SEU sorvete é totalmente digno de raiva (sério!), mas ele podia entender e respeitar o momento Bridget Jones da garota. Bem, Ian é assim: uma mistura de cara real com um pouquinho de príncipe dos Contos de Fadas - ai, como posso dizer? Ele é um tipo de cara normal, mas um bom cara normal, aquele que a gente sonha em encontrar (eu sonho, pelo menos rs), que equilibra bem os defeitos e qualidades. Sua irmã se mostra uma amiga maravilhosa e também merecia um livro (hehe tá na moda, né?). Os irmãos da protagonista me confundiam, mas aí eu me lembro como irmãos são na realidade e tudo faz mais sentido - isso é algo que devo destacar: apesar da nuvem negra sob a cabeça da Bárbara, tudo é muito coerente e com boa dose de realidade, onde é possível identificar o exagero para dar o tom dramático e cômico, mas também onde a gente consegue imaginar aquilo acontecendo na vida de alguém, sem problema nenhum. É o tipo de história que funcionaria muito bem num filme.

"(...) Tudo que eu mais desejei estava bem à minha frente e eu não conseguia alcançar. Se fosse em outra época, em outra vida, talvez pudéssemos começar uma história, mas a minha vida já tinha muitos 'era uma vez' para eu conseguir chegar em um 'felizes para sempre' sem deixar meu coração em pedaços no caminho."

Eu preciso falar sobre como eu queria marcar cada pensamento da protagonista. Gente, me identifiquei tanto! Já começou no prólogo com a visão dela do amor e do sonho de se casar para seguir para a triste realidade: a Disney nos enganou. É tão legal a forma como ela desenvolve os pensamentos e eu só queria sair colocando tag atrás de tag, mas estava tão grudada na história que acabei nem levantando pra pegar e deixei passar (pfvr, isso já aconteceu com você? Às vezes não consigo largar o livro para ir pegar um marcador!). Além disso, fiquei apaixonada pelas citações nos inícios dos capítulos - sério, melhor livro neste quesito! Tooooodas as frases (trechos de livros/músicas) são lindas e fazem muito sentido na história. Até falei no instagram que eu queria sair fotografando para compartilhar todas (e mandar indiretas para o crush #soudessas).

Se você procura uma história para te deixar com uma sensação boa no final e não se importa com os clichês: se joga em O garoto dos olhos azuis. É muito amor ♥