Vamos brincar? Páginas Premiadas #3


Oi oi oi! ~~ A mão pra cima, cintura solta, dá meia volta, dança kuduro ~~ #not

Hoje vamos ter mais uma edição do Páginas Premiadas \o/ Para quem não conhece, pode ver aqui o primeiro e o segundo.

Como funciona?
Comente com um quote de cada página listada abaixo. Cada página vale um comentário e cada comentário vale uma chance no sorteio. Você pode comentar até 5 vezes e os quotes podem ser de livros diferentes, mas você não pode repetir a página. Não esqueça de colocar a página e o nome do livro ;)

Exemplo de comentário

"O pavor me tomou até descobrir que existia um lugar no qual eu podia me esconder. Um lugar dentro de mim tão quieto e escuro que me fazia desaparecer. Talvez fosse o inconsciente ou a morte, mas o fato é que eu caía no vazio e fugia daquele inferno." O Que Não Diz a Lenda, Christine M, página 65.
Prêmio
Desta vez, a pessoa sorteada ganhará o livro Um Porto Seguro de Nicholas Sparks.
É necessário ter endereço de entrega no Brasil e deixar nos comentários uma forma de contato (email, twitter...).

As páginas premiadas desta vez são:

37 | 65 | 96 | 142 | 208



Qualquer dúvida, basta falar comigo no twitter (@EsteJaLi). Esta brincadeira vai durar até dia 12/03/2013 e o resultado sai neste mesmo post.

Compartilhem ;)

Resultado

Foram 111 comentários válidos (10 eram de respostas por terem esquecido do contato ou foram removidos). O número sorteado pelo Random foi 81 que é o comentário abaixo:





Parabéns! Entrarei em contato e o livro será enviado em até 30 dias =)
Obrigada pela participação de todos!

[Resenha+Promo] Garota Tempestade - Nicole Peeler


Nada que uma personagem bem-humorada não resolva.

Jane True tem 26 anos, trabalha na Morrer de Ler e mora com seu pai - de quem cuida por conta de algumas limitações dele. Tem uma vida normal, sem grandes novidades. Ela vive na pequena cidade de Rockabill que, como toda cidade pequena, concentra um grande número de fofocas - além de ser uma cidade bem conservadora e muito preconceituosa. Jane ainda se sente culpada pela morte do namorado e ainda tem a "ajuda" de quase toda a cidade para confirmar sua culpa. 

Ela se sente um verdadeiro peixe fora d'água. Ela só se sente melhor depois de seus mergulhos noturnos - pode ser a noite mais fria do inverno, Jane estará lá na enseada fazendo o que mais gosta: nadando. E é durante um desses mergulhos que ela encontra um corpo boiando perto do redomoinho, tenta resgatá-lo e tem sua vida virada de cabeça para baixo: ela descobre um mundo de seres sobrenaturais, além de se descobrir uma meia-humana. Então ela acaba envolvida em uma investigação que a leva ao encontro de vários destes seres - e todas as faces deles, sejam sombrias, amáveis ou profanas. A grande questão é que alguém está matando meio-humanos e ela pode ser a próxima da lista. 

"Senti uma onda de terror absoluto subir da boca do meu estômago e ameaçar me dominar. Mas a família True era feita de aço e agi com a mesma bravura e determinação que havia demonstrado na noite anterior, quando virei o corpo de Peter. Desmaiei e caí dura no chão."

Confesso que antes de ler este livro, tinha dúvidas de como seria uma história com tantos seres sobrenaturais envolvidos. Conheço poucos, na verdade. Não leio muitas fantasias, mas as poucas que li tinham vampiros, lobos ou zumbis. De repente, me deparo com seres que eu nem imaginei que "existiam". Globin? Espírito de árvore? Pedra? Bem, mas a vantagem da fantasia é a liberdade de criar seres e mitologias para eles, o que Nicole Peeler fez muito bem. A moça colocou a imaginação pra funcionar, viu? Ela nos presenteia com seres exóticos e muita explicação para nos convencer da existência deles. 

Uma das grandes vantagens desta história é que aqui não somos obrigados a engolir um amor eterno com três minutos. É muito claro que o que existe entre Jane e Ryu (um vampiro um pouco diferente) é uma atração que pode virar amor lá na frente. Por enquanto, um faz bem ao outro, Ryu toma conta de Jane e eles se dão absurdamente bem na cama, mas é basicamente isso - sem promessas de "até que a morte nos separe". Falando em cama, o que rola nela é muito presente nesta história. Jane foge da linha mocinha-virgem-inocente, em contra-partida, fica o tempo todo pensando nisso. Sua libido é constantemente citada e quase assume o papel de personagem secundária. Não achei ruim, pra falar a verdade, só achei incoerente quando ela mudava drasticamente - quase morreu e cinco minutos depois estava com ânimo pra coisa. Jane não aparenta ter 26 anos, ela parece uma garota saindo da adolescência, mas sua imaturidade não a deixa chata e irritante, apenas é difícil imaginá-la com a idade que realmente tem. 

"Pois vou te empanturrar esta noite, meu garanhão, retruquei, furiosa com a referência da rainha ao meu valor calórico. Será que sou apenas uma versão sobrenatural da promoção do Big Mac?, pensei. Suculento, barato e ainda vem com refrigerante de 500 e batata grande!"

A autora tem uma escrita um pouco mais culta do que nos deparamos nos YA atuais, apesar de não deixar a narrativa arcaica, já que sua protagonista, Jane True tem um belo senso de humor - o que, para ter efeito, precisa de uma escrita atual. Este primeiro volume é como a maioria dos "primeiros" costumam ser: descobertas, explicações, um mistério e uma boa dose de personagens a serem desenvolvidos nos próximos volumes. A leitura foi satisfatória e pretendo continuar a série, mas receio que ela tenha chegado um pouco tarde no mercado literário - que já forneceu muitas histórias sobrenaturais, mas para os amantes de urban fantasy que nunca enjoam e querem algumas novidades, Garota Tempestade está aí com alguns diferenciais e muito potencial.

"Por que estou tendo essa reação com esse cara? Estou parecendo um rapazinho de treze anos que acabou de ganhar a primeira Playboy do pai! Isso é ridículo! Controle-se, mulher."

O trabalho da editora está impecável - a revisão muito bem feita e os detalhes gráficos nas páginas estão A+. Eles mantiveram a capa original que, apesar de passar a sensação de livro infantil, é bem diferente do que encontramos no livro (apesar de ter os elementos presentes na narrativa).

P.S. O fato do enredo me lembrar bastante As Crônicas de Sookie Stackhouse também foi responsável por eu gostar mais ainda do livro.

Sorteio do livro

Quer concorrer a um exemplar do livro? Basta comentar na resenha e preencher o Raffle abaixo:

a Rafflecopter giveaway

Você pode assistir o book trailer aqui.

Abraham Lincoln - Seth Grahame-Smith


As fronteiras entre a Vida e a Morte são sempre vagas e sombrias. Quem dirá onde termina uma e começa a outra? – Edgar Allan Poe

Quem não conhece Abraham Lincoln, o famoso presidente dos Estados Unidos, aquele que lutou a favor da liberdade dos negros? Para muitos ele é o Senhor Presidente e, para mim, Abe. Já no início do livro temos uma citação que Abe escreveu em seu diário:

"Não posso falar das coisas que vi nem buscar consolo para a dor que sinto. Se o fizesse, este país cairia em uma espécie mais profunda de insanidade ou pensaria que seu presidente é louco. A verdade, receio, deve sobreviver como papel e tinta. Oculta e esquecida até que todos os homens aqui citados tenham virado pó. – 3 de dezembro de 1863." 

O livro é divido em três momentos: Menino, Caçador de Vampiro e Presidente. Ao longo do livro vamos conhecendo um novo lado de Abraham, uma pessoa que desde jovem teve paixão pelos livros e pela sua mãe. Seu pai sempre trabalhou no ramo de madeiras, então sempre soube usar o machado muito bem.

A vida de Abe muda quando ele descobre a existência de uma criatura que os homens temem e não ousam falar: Vampiros.

Em certo dia Abe cruza com Henry, que o ajuda a entender melhor sobre essas criaturas da noite. E com a determinação de Abe em perseguir vampiros, Henry ensina-o a como reconhecê-los e matá-los, tornado-o em um dos maiores caçadores de vampiros.

“Não faço a menor idéia de quais eram seus crimes e nem quero fazer. Só me importava o fato de que havia agora um vampiro a menos no mundo do que havia ontem.”

Como todos os livros têm um pouco de romance, Abe se apaixona por uma bela moça. Não contarei como, mas sim que desde então Abe apenas escreve sobre ela em seu diário. Bonito, não? Mas ele insiste em guardar o seu grande segredo, o que vai dar um novo rumo em sua vida logo mais a frente.

Nesse livro, em minha opinião, a linguagem usada é muito cansativa. O que faz você querer desistir de ler no meio dele, mas por ser uma história fictícia relacionada com fatos históricos, passou a me interessar o como iria acabar. Recomendo para quem gosta de história, guerra e vampiros, pois o autor soube muito bem relacionar os três, apesar de agradecer à Wikipédia no final do livro, o que me fez gargalhar. Recomendo comprar a capa da segunda edição, por ser mais bonita.

Ah e quase esquecendo, assistam o filme depois. Apesar do livro ser muito diferente, ainda vale apena.

Fica a dica!! ;)

Bem mais perto - Susane Colasanti


Um livro que parece ter a história mais absurda do mundo, mas ainda assim te prende e te faz rir.

Broke é uma garota comum que mora em New Jersey e está vivendo um grande amor. O único problema é que Scott Abrams, o garoto por quem ela é apaixonada, não sabe disso, AINDA. No último dia de aula ela decide ir falar com ele pois ela sabe que os dois foram feitos um para o outro e nada nem ninguém pode impedi-los de ficarem juntos e viver esse amor. Quando ela finalmente decide ir falar com Scott, Broke descobre que ele está prestes a se mudar para Nova York, e todos os seus planos pareciam ir por água abaixo. Ela tinha certeza que ela e Scott eram destinados um ao outro, ele não podia ir embora assim, terminar o ensino médio em outra cidade, longe dela. Ela não podia deixar isso acontecer, e decide tomar uma atitude em prol do seu amor: Ela resolve se mudar para Nova York atrás de Scott. Mesmo sem falar com seu pai há alguns anos, ela resolve ir morar com ele, deixando para trás sua mãe, sua antiga escola e suas amigas.

Então, quem precisa de amigos? E, de qualquer maneira, qual o sentido de fazer novos amigos? Nós todos tomaremos rumos diferentes no final do ano. Por fim, todo mundo vai embora. Quanto mais próxima você ficar de alguém, mais vai doer depois que ele partir.

Broke se mudou para ir atrás de Scott, e é nisso em que ela mantem-se focada. Por mais que ela ainda esteja magoada com o pai por ele ter abandonado ela e a mãe, os dois tentam manter uma relação amigável. Quando ela começa na nova escola, fica impressionada em como tudo parece ter um rigor maior em comparação à sua antiga escola. Os professores mais profissionais, alunos mais aplicados, as regras mais rígidas. Mas nada de encontrar Scott. Ela não tem certeza que ele estaria naquela escola, sabia apenas o bairro em que ele moraria. Até que ela finalmente o encontra a caminho de uma aula que eles terão juntos, mas nenhum deles encontra a sala. E quando os dois finalmente chegam, há apenas duas carteiras vazias, uma do lado da outra, esperando por eles. Ah, o destino! (Só que não) Broke fica animadissima ao saber que acertou na escola, que finalmente achou Scott, e que eles finalmente poderão ficar juntos. Eles se aproximam pouco a pouco e ela percebe que logo essa amizade entre eles poderá se transformar em um amor de verdade.

Conforme os dias vão passando, ela começa a ser cada vez mais notada na escola. Broke é uma garota muito inteligente e, apesar de tentar passar despercebida, logo os professores notam isso nela. E é por ser tão inteligente que Sadie vai atrás dela e a convence a entrar para a monitoria da escola. Broke acaba aceitando por insistência de Sadie, e lá ela acaba conhecendo John. Aos poucos, a amizade entre os três começa a crescer, e a vida de Broke parece finalmente se ajeitar: ela tem novos amigos, está se sentindo cada vez mais em casa, e está cada vez mais próxima de Scott. Resta então ela fazer o seu grande amor saber que ela é apaixonada por ele, e que eles são destinados um ao outro. Mas logo Broke acaba percebendo que talvez não estivesse pronta para viver um grande amor com Scott.

Vida real não está limitada por dimensões precisas. Ela se estende além das fronteiras, vem com falhas. As coisas nunca são fáceis, particularmente quando você espera que elas sejam. Como quando as pessoas o desapontam e se mostram inteiramente diferentes do que você achou que eram.

É impossível ler esse livro e não ter vontade dar uns tapas na Broke pra ver se ela não acorda pra vida. Ela leva essa coisa de "destinados um ao outro" tão a sério que chega a ser ridículo. Mas é exatamente isso que dá uma grande graça à história. Não sei se é porque eu tive um amor como ela na minha adolescência (não me mudei por causa de ninguém mas se fosse necessário talvez eu fizesse, me julguem!) mas achei a história divertidissima. Ri demais dos absurdos, das situações ridículas em que a Broke se colocava, das coisas que ela fazia por alguém que ela nem sabia se gostava dela ou não. Do mesmo jeito que eu dou risada das coisas idiotas que eu fazia há uns 7, 8 anos atrás. É sim, uma história boba, absurda, mas quem nunca teve pelo menos vontade de fazer o que a Broke fez por um amor da adolescência?
Gosto de me identificar com a história que estou lendo, faz com que eu me sinta menos sozinha.
Além de toda o "romance", o livro é recheado de quotes sobre a vida e as decepções que ela trazem, pois apesar de Broke acreditar no destino dela e de Scott, ela também passa e já passou por desilusões. A autora acertou em cheio na narrativa. O livro é fácil de ler, com uma linguagem simples e um ar de "Malhação", perfeita para o público adolescente. Apesar de todos os absurdos, não consegui não gostar desse livro, simplesmente amei. Me senti vendo um filme da sessão da tarde e super recomendo para quem estiver procurando um livro pra se divertir, passar o tempo, ou até mesmo lembrar de alguns momentos da adolescência.


Percy Jackson e Os Olimpianos: Guia Definitivo


Finalmente a tão esperada resenha do Guia Definito, e, devo dizer, ela é bem diferente... Foi publicado pela parceira Intrínseca, e tenho que dizer que fiquei muito feliz por ter tido a oportunidade de ler o livro ;)


Como vocês podem ver, essa não é uma resenha comum. Até porque o livro não é comum.

O Guia é bem mesmo um guia, como vocês podem imaginar. Aqui nós sabemos mais sobre Percy Jackson, inclusive encontros anteriores com monstros (não que ele lembre, claro), suas notas e os comentários dos professores (quer dizer que ele queimava o cabelo do professor? Huahuahua). Damos uma olhada também na Grande Profecia, assim como em outras menores, conhecemos mais sobre monstros, deuses, espíritos ou simplesmente alguns presentes divinos. Também descobrimos coisas que não são faladas nos livros. Só não digo aqui por motivos óbvios.

Como em todo Guia vislumbramos um mapa do lugar, no caso o acampamento Meio-Sangue. São nos oferecidas informações para lutarmos contra os monstros, ou simplesmente em como agir sobre os deuses. Prestem a atenção nas dicas do Quíron, elas podem ser bem interessantes... Além de que fazemos um tour pelo Mundo Inferior com o próprio Nico di Angelo (adoro aquele garoto *.*).

Só que o melhor de tudo é, claro, o teste. Você é um Meio-Sangue? Responda as perguntas, analise as respostas e descubra se você é ou não. E se sim, pode também saber quem é o seu pai ou mãe divina. Mas façam logo, antes que os monstros descubram...

Mesmo sabendo de toda a história, ter lido a primeira série duas vezes, eu adorei o guia. Ele não é maçante, é hilário (bem estilo os livros mesmo) e bem divertido. Nos faz voltar ao mundo de Percy Jackson, o que é adorável para um fã da série. Se você ainda não leu os livros, tenho que avisar que no Guia tem alguns spoiler’s. Alguns bem leves, mas outros bem grandes, como a Grande Profecia. Ela só é revelada no último livro, mas no Guia está bem nas primeiras páginas.

Enfim, é um livro para matar a saudade e te deixar com uma pulguinha atrás da orelha. Até porque, como todos sabem, a última profecia é ainda um enigma.

Gostei da capa dura. Há tempos eu não via um livro assim, e dá bem aquela ideia de livro infantil. Só que, obviamente, é para todas as idades. Também a diagramação ficou ótima, além dos desenhos serem ótimos. É raro ler livros com figuras, mas para o Guia ficou perfeito. A editora ficou de parabéns ;)

[Promoção] Kit Verus Editora


Oi oi oi! Para comemorar o sucesso de "Belo Desastre", o site Burn Book e o Este Já Li se juntaram para uma super promoção para vocês em parceria com a Verus Editora. Vamos sortear um kit com os livros "Procura-se um Marido", "Belo Desastre" e "A Corrida de Escorpião".

a Rafflecopter giveaway

Atenção:
- A promoção é válida do dia 18.02.2013 até o dia 18.03.2013;
- O resultado será divulgado no dia seguinte no Burn Book e no Este já Li;
- O Sorteio será feito automaticamente pelo site Rafflecopter .
- O livro será enviado diretamente pela Verus Editora em até 30 dias, após a divulgação do resultado.

Boa sorte a todos!

10 Canções de Amor - Paulo F.


A feliz surpresa de uma narrativa realmente masculina.


Alexandre não está no melhor momento da sua vida: seu trabalho não rende – o investimento não dá resultado – e seu namoro com Cristina terminou mais uma vez. Pela milésima vez. Acontece que a Cristina é o atual amor da vida dele, então, como todo homem apaixonado, ele faz de tudo para tê-la de volta (e também, como todo homem, acaba exagerando).

"Minha dignidade começa a ser varrida para junto dos pedacinhos de mim e, movido por uma insensatez proveniente desse frágil estado de espírito, resolvo dar uma última cartada, certo de que resgataria o pouco que ainda não havia sido jogado fora."

Ele tem uma lista de ex-namoradas (cinco no total) e todas elas possuem alguma característica predominante e em todos os relacionamentos, o motivo do término é muito claro. Então, Alexandre começa a reviver cada situação importante para saber onde errou, como ele chegou até ali.

O livro tem dez capítulos que são separados por músicas (as tais dez canções de amor ♥) e dentro destes capítulos, há uma alternância contínua entre passado e presente: narrado exatamente no mesmo tempo verbal a que se refere o trecho. Alexandre é um cara divertido, irônico, com um senso de realidade que acaba sendo engraçado de tão sincero.

"O que me deixa puto é saber que vou correndo procurá-la quando voltar, vou contar toda a viagem e ainda dizer que fiquei com saudades."

E a realidade é uma das coisas que mais me encantou no livro: ele é, de fato, um romance sob a ótica masculina. Homens apaixonados são desesperados, insistentes, mas nunca perdem o jeito “macho” de encarar as coisas e fazem besteiras com total consciência que estão errados. Simplesmente fazem. Normalmente encontramos na literatura homens idealizados, que raramente vamos encontrar por aí, mas Ale é real: erra, sofre, pisa, se entrega, briga, é orgulhoso, é carinhoso.

A linguagem do livro é bem direta e muitas vezes o narrador tem consciência que está sendo lido – ele chega a fazer piadinhas com nossas sacadas, mostrando saber que nós estamos totalmente certos no que estamos pensando, provando também o quanto ele é clichê, mas de uma forma bem divertida.

No começo, me confundi com a troca repentina de tempo (e de namoradas) – demorei um pouco para perceber a diferença na narração, mas logo me acostumei ao ritmo não muito linear e ansiava pela próxima lembrança que, obviamente, eu já sabia que não acabaria bem, mas não sabia como acabaria.

Infelizmente, a revisão deixou um pouco a desejar - não por erros de ortografia, mas sim pelas vírgulas. Sim, gente, vírgulas! Ou elas não existiam ou vinham em excesso (e algumas vezes eu tinha que reler para pegar o "real sentido" da frase). Uma pena, mas o livro no geral (narrativa, história, diagramação) se sobressai a este deslize.

Enfim, este livro é todo Alexandre! Não são as namoradas, a inconstância da Cris, os amigos... A graça do livro e todo mérito é do protagonista - ele é demais, gente! 

"Notem a tática que Cristina usa com essa história de amizade. Ela sabe o quanto eu valorizo uma amizade e o quanto respeito um amigo. Se ela me posiciona como amigo, sabe que raramente eu transporei essa barreira querendo transformá-la em namorada, amante, ficante ou sei lá. Mas eu sei que ela não sabe que muitas das coisas em que eu acreditava simplesmente se desagregaram de mim, e que essa é uma delas."

Sorteio: Lançamentos da Novo Conceito


Oi oi oi! 

Mais uma promoção para vocês, desta vez três lançamentos da Novo Conceito. Serão três ganhadores, sendo que o primeiro fica com Proteja-me, o segundo com Uma Questão de Confiança e o terceiro com O Lorde Supremo.

A primeira participação é livre e, para ter mais chances, basta cumprir as demais "tarefas" contidas no Rafflecopter.


a Rafflecopter giveaway

Atenção:
- É necessário ter endereço de entrega no Brasil;
- A promoção termina em 09/03;
- São permitidos 3 tweets por dia (um de cada frase);
- O prazo de envio dos prêmios é de 30 dias;
- Caso tenham dúvidas, podem deixar nos comentários.

Boa sorte ;)

Brace yourselves! Promoções de livros!


A primeira dica do post "Como comprar mais livros gastando menos" era sobre comprar em lojas online. Durante minha visita diária - sem compromisso *cof cof* - a uma dessas lojas, encontrei alguns livros com preços bem bacaninhas.

Vejam as ofertas abaixo e boas compras, digo, boa leitura!




Depois dos Quinze: Quando Tudo Começou a Mudar (Bruna Vieira) por R$ 25,90 (comprar)
Fazendo Meu Filme 1: A Estreia de Fani (Paula Primenta) por R$ 24,90 (comprar)
Karma Club (Jessica Brody) por R$ 18,90 (comprar)
As Vantagens de Ser Invisível (Stephen Chbosky) por R$ 21,90 (comprar)


Como Treinar Seu Dragão (Cressida Cowell) por R$ 13,90 (comprar)
Percy Jackson e Os Olimpianos: Guia Definitivo (Rick Riordan) por R$ 17,90 (comprar)
O Ladrão de Raios (Rick Riordan) por R$ 21,90 (comprar)
As Crônicas Kane: Guia de Sobrevivência (Rick Riordan) por R$ 16,90 (comprar)





[Séries] Especial Valentine's day


Ontem (14 de Fevereiro) foi o dia de São Valentim e em muitos países é comemorado o dia dos namorados. Para não passar essa data em branco, escolhi alguns casais (namorados, amigos, flertes...) que são meus favoritos.

Peter e Olivia (Fringe)


Desde o piloto eu torcia por eles. Os dois tem uma conexão profunda, sofreram quando eram crianças e tiveram que amadurecer rapidamente. Eles se entendem e é puro amor e emoção.

Doctor e Rose (Doctor Who)


Loucos. Divertidos. Aventureiros. Sou apaixonada por eles.

Catherine e Vincent (Beauty and the Beast)


Preciso dizer o quanto amo esse casal? Apesar de o relacionamento ser bastante conflituoso, de muita indecisão e medo. Vibro a cada cena deles. São fofos.

Derek e Stiles (Teen Wolf)


Diferente dos outros casais, eles não tem um relacionamento romântico, ao contrário, são inimigos, mas a química deles é tão grande que não tem como não se apaixonar. As cenas dos dois são pura tensão sexual, mas ao mesmo tempo cômica. Vou continuar shippando muito.

Nick e Jess (New Girl)


Os dois não combinam em nada. Cada um tem uma personalidade diferente e gosto mais diferente ainda. Eles brigam, discutem, fazem birra um com outro. No entanto, existe uma paixão camuflada. Ambos sofreram por amor e são tão amigos que talvez por medo de magoar um e outro, não conseguem se abrir. Mas espero que isso mude logo. Como diz o ditado: “Os opostos se atraem”.

Stefan e Rebekah (The Vampire Diaries)


Stefan com Elena é um bobo romântico. Stefan com Rebekah é outra pessoa. Não sei exatamente o que é, mas adoro vê-los juntos. Com beijo, sem beijo, lutando ou não, quero ver esse casal dando certo.

Happy V-day!

Private - James Patterson


Um autor que me ganhou através de um romance, poderia me deixar ainda mais impressionada com um romance policial? Quando se trata de James Patterson, a resposta é SIM!


Private é uma agência de investigação famosa no mundo inteiro, comandada por Jack Morgan, um ex-soldado da guerra do Afeganistão que recebeu a agência como herança de seu pai. A agência tem filiais espalhadas pelo mundo, e é famosa pela sua eficiência e discrição. Muitas vezes requisitada pela policia para ajudar a solucionar casos difíceis  ela é a primeira opção quando celebridades, governantes, grandes empresários e pessoas da alta sociedade precisam de ajuda.

O livro começa com um mistério envolvendo o assassinato de uma grande amiga de Jack: Shelby. Ela foi encontrada morta pelo marido Andy, que imediatamente pediu ajuda ao grande amigo para descobrir o assassino da sua esposa. Mas esse não é o único mistério que a Private está tomando conta. Uma série de assassinatos em séries tem tomado o tempo dos investigadores da agência. A pedido da policia, a agência está ajudando a solucionar o assassinato de colegiais em Los Angeles que tem acontecido frequentemente. A frente dessa investigação, está Justine, psiquiatra e investigadora da Private, ela é uma grande amiga de Jack e conhece seus segredos mais profundos. Enquanto Jack investiga o assassinato, seu tio Fred pede sua ajuda para investigar um caso de compras de jogo na liga de futebol americano, a NFL. Conforme as investigações avançam, Jack percebe que Shelby não era a pessoa que ele imagina, e que ela também escondia muitos segredos. Além disso, em meio as investigações da NFL, ele descobre algumas dívidas do irmão gêmeo com a máfia de apostas de jogos, e tenta fazer o irmão se endireitar.

Com capítulos curtos e pontos de vistas alternando entre os vários personagens e crimes, Private se mostrou um leitura muito  fácil e rápida. Os casos vão acontecendo ao mesmo tempo, com um dinamismo incrível. Você não lê o livro, você vê a história acontecendo na sua frente. Muitas vezes, me senti ali, dentro da agência, vendo tudo acontecer na minha frente. Era como se eu estivesse assistindo a um filme, ou seriado tipo CSI. Os personagens foram muito bem construídos, cada um com sua personalidade e história singular.

 Tudo o que eu conhecia de James Patterson antes desse livro era O diário de Suzana para Nicolas, e confesso que achei o autor simplesmente incrível. E ficava pensando "Se o cara é conhecido por escrever romance policial, escreve um livro desse, com essa qualidade, no policial ele deve arrebentar." E por mais que eu tivesse com medo de me decepcionar, isso felizmente não aconteceu. Fiquei até surpresa porque James Patterson realmente sabe como prender o leitor, aguçar sua curiosidade, e principalmente escrever uma boa história. Depois de Private, realmente virei fã de James Patterson e mal posso esperar para ler mais um livro dele!

Giveaway hop: O Amor na Literatura


Dia 14/02 é comemorado o dia de São Valentim - nesta data, celebra-se o amor de todas as formas. Aqui no Brasil, temos o Dia dos Namorados, mas digamos que o "Valentine's Day" é um pouco mais amplo.

Para celebrar, vamos fazer um "giveaway hop", onde alguns blogs se uniram para fazer promoções, mas são sorteios independentes.



Para concorrer ao livro Postais do Coração da Ella Griffin, basta preencher o Rafflecopter abaixo. A primeira entrada é livre e para ter mais chances, basta seguir as opicionais ;)

a Rafflecopter giveaway

Não deixe de participar nos outros blogs:

Aprendendo com Meus Erros
Viaje na Leitura
Thay Priscilla
Ler e Imaginar

Atenção:
- A promoção termina em 23/02/2013
- O prazo de envio do livro é de 30 dias
- É necessário ter endereço de entrega no Brasil

Boa sorte!

Minha playlist inspirada no livro Extraordinário


Eu sou dessas pessoas que gosta de colocar uma trilha sonora para todo livro que lê. Bem, alguns livros são tão bons e marcantes, que acho a música exata para ele. É incrível, no meio da leitura, penso na música e falo mentalmente: "Cara, esta é A música do livro!".



Quando eu li Extraordinário, tive uma ajudinha da autora, já que na parte da irmã do Auggie, Via, a frase na folha de rosto é da música Beautiful, cantada pela Christina Aguilera (vejam a foto que postei aqui). A partir de então, esta música se tornou a oficial do livro e aí comecei a pensar em outras, pois adoro letras que falam de amor próprio etc, além de amar músicas de fossa, ou seja...

Vou listar aqui quatro músicas que viraram a minha playlist para o livro e, como adoro covers quase mais que as originais, serão versões que achei no youtube e me agradaram muito...

A primeira é a própria Beautiful, por questões óbvias...

"You are beautiful no matter what they say
Words can't bring you down
You are beautiful in every single way
Yes, words can't bring you down
So don't you bring me down today..."



Esta é uma das minhas músicas preferidas da vida... Born This Way tem a letra perfeita e tenho vontade de sair postando uns versos like Clarice Lispector no facebook, #sqn. Gente, que voz gostosinha do moço, não? Também aconselho a ouvirem (e assistirem) esta versão que foi elogiada e indicada pela própria Lady Gaga (minha diva).

"I'm beautiful in my way
'Cause God makes no mistakes
I'm on the right track, baby
I was born this way"



Depois de ouvir Dear Mr. President da Pink, ela ganhou todo meu respeito - por dar voz à uma sociedade cansada de mortes e guerra... Então ela veio com Fuckin' Perfect e eu queria tatuar o nome desta mulher na testa -brinks, eu só queria que todo mundo ouvisse e amasse ♥ Esta é uma versão mais "amadora", mas é exatamente do jeito que gosto: voz e violão (e ela é brasileira *-----*)

"Pretty pretty please
If you ever ever feel
Like you're nothing
You're fucking perfect to me"



Just The Way You Are é mais que especial para mim, pois é "tema" do primeiro livro que comecei a escrever e tenho vontade de terminar. Bruno Mars está sempre presente nas minhas playlists literárias, como por exemplo a música Talking to the Moon e Querido John ♥

"When I see your face,
There is not a thing that I would change
Cause you're amazing,
Just the way you are"




Para quem quiser saber porque o livro se tornou tão especial para mim, basta ver a resenha aqui.
E vocês, tem alguma indicação de cover ou trilha sonora para algum livro?



Puros - Julianna Baggott

Uma série de explosões e o mundo como conhecemos deixa de existir. Em seu lugar, dois novos mundos. De um lado, aqueles que escaparam ilesos pois estavam abrigados no Domo no momento da catástrofe. Do outro, os que não tiveram essa sorte e acabaram sofrendo, se fundindo ao que estivesse perto. 

No Domo, está Partridge, filho do cérebro por trás do lugar. Ele deveria se sentir privilegiado pela vida que tem, mas, ao contrário, se sente preso às suas perdas - sua mãe, que não conseguiu chegar a tempo ao Domo e seu irmão que se suicidou. Quando Partridge não responde à programação comportamental, seu pai manda chamá-lo. E é nessa conversa que deixa escapar uma frase que faz Partridge questionar a morte de sua mãe. É quando ele resolve deixar o Domo para procurá-la. 

Fora do Domo, Pressia, que tem no lugar da mão uma cabeça de boneca, está prestes a completar 16 anos, quando os oficiais da OBR, um tipo de polícia que se formou depois do apocalipse, virá buscá-la, provavelmente para a morte. É claro que ela não vai ficar esperando. 

Ao fugir da OBR, Pressia se encontra com Partridge e acaba salvando sua vida. Sabendo que ele não conseguirá sobreviver sozinho no lado de fora, ela decide levá-lo até Bradwell, que sabe tanto sobre a vida antes das explosões e tem uma opinião própria sobre elas. Como um favor a Pressia, Bradwell decide ajudar Partridge a encontrar a sua mãe. Mas enquanto estão indo atrás do antigo endereço de Partridge, Pressia é capturada pela OBR. Ao invés de ser morta, é colocada numa posição de destaque entre os oficiais. E é nesse momento que fica claro que o encontro entre ela e Partridge não foi uma simples coincidência. 

A narrativa começa um pouco devagar, mas mesmo assim me deixou curiosa para ver o que iria acontecer. Um mundo totalmente louco, aonde todos sofreram algum tipo de mutação é exposto, até mesmo os que ficaram protegidos dentro do Domo. Quando fala que um objeto foi fundido à pessoa, é exatamente isso: um ventilador no ombro, uma boneca no lugar da mão... As pessoas se fundiram até com o chão!

A repetição aparentemente excessiva de alguns objetos ligados a Pressia é uma boa sacada para esclarecer a ligação dela com Partridge. E no meio de tudo isso, ainda sobra espaço para um pequeno romance, afinal nem tudo precisa ser tão trágico.

Estou bem ansiosa pelo próximo volume. Mal posso esperar para encontrar Partridge e todos os outros personagens que me conquistaram neste primeiro livro.
Resenha por Cássia

Cinquenta Tons de Liberdade - E.L. James

Contém spoilers dos outros livros. Veja a resenha de Cinquenta Tons de Cinza e Cinquenta Tons Mais Escuros. 

Acreditem: valeu a pena ler a Trilogia Cinquenta Tons de Cinza. 

Agora, Christian e Anastasia estão casados e em lua-de-mel pela Europa, a bordo de um belo barco. Através de alguns flashbacks, temos vislumbres da festa de casamento que foi até simples, considerando toda a extravagância que Sr. Grey costuma praticar. O casal está em busca de um equilíbrio: Ana continua desafiando Christian e ele continua tentando castiga-la, mas de uma forma que seja prazeroso aos dois.

Porém, um incêndio criminoso na empresa de Grey tira o sono dos pombinhos. Como sempre, Christian tenta proteger Ana de tudo e todos e a deixa quase sem informações sobre o que está acontecendo. Além de pequenos incidentes que não são apenas coincidências e aleatórios, o casal enfrenta pequenas divergências sobre como levar a vida dali pra frente. Ana quer continuar trabalhando na editora, usar seu nome de solteira para que o novo sobrenome não atrapalhe a forma como as pessoas a tratarão (agora que Grey é dono da SIPPA), enquanto Christian quer manter sua mulher dentro de casa, usufruindo do luxo e ryqueza que ele pode proporcionar, frisando em vários momentos que, agora, ela tem tudo aquilo também.

Como sempre, acontecem muitas coisas na mesma história. São muitas emoções com direito a fuga em alta velocidade e sexo no estacionamento após despistar o indivíduo. Bem, assim como em Crepúsculo, minhas partes preferidas ficam na lua-de-mel: os passeios, as sacanagens, as demonstrações de amor... E as discussões. Ah, como eu adoro as brigas destes dois! Uma pena que Ana não saiba brigar direito e aí vem uma coisa que me irrita muito: mesmo ela estando certa, tendo todos os motivos para deixar Grey com consciência dos seus erros e as consequências, ela afrouxa e pede desculpas para ele – sempre! Ok, tem uma briga em especial que eu estava quase pegando a pipoca, porque foi boa demais! Só não peguei, porque foi impossível largar o livro para fazer qualquer coisa. 

O livro fica muito tempo preso à rotina do casal – coisa que eu até gosto, pra falar a verdade. Normalmente, quando há muita convivência, há também pequenas discussões que apimentam ainda mais o romance deles, mas isso ficou ruim quando percebi que este tempo poderia ser usado para estender outras situações mais pesadas. As cenas mais tensas duram pouquíssimas páginas, enquanto outras tão corriqueiras, se estendem por várias e várias. Os personagens amadureceram, é fato. Assim, Ana ainda é muito adolescente para a idade dela, mas ela chega ao final do livro bem mais madura do que na primeira vez em que a vimos. 

Fico feliz em terminar esta trilogia sem maiores traumas. Quem ler minha resenha de Cinquenta Tons de Cinza, pode ver que eu tinha muito medo do que iria encontrar pelo tanto de coisas que falaram. Encontrei muitas das coisas que li por aí, mas elas não eram tão ruins assim. A autora tem muito a melhorar, mas ela escreveu uma história que prende, tentou (e pra mim conseguiu) falar do amor e das mudanças que ele pode fazer com as pessoas. Tem sexo, é repetitivo, é sempre fantástico, nunca falha e é o escape para qualquer coisa que acontece (seja boa ou ruim), mas por trás de tudo isso, estão duas pessoas tentando, a qualquer custo, provar o quanto amam, o quanto estão dispostas a ceder – mesmo que não assumam. Neste volume, veja só, a autora chega a pular algumas cenas de sexo. Ana induz o leitor a pensar no que aconteceu, mas não conta em detalhes o ato. Mas só em algumas partes, hein, galera, o sexo continua firme e forte (literalmente!).

Não é uma obra sobre sadomasoquismo – isso é só um fetiche do multimilionário. Isso é o que a autora encontrou para que o personagem pudesse descontar (no sexo) seus traumas. Mais revelações são feitas e Ana chega a conclusões que eu já sabia lá no primeiro livro, mas mesmo assim, valeu a pena. Eu indico sim a leitura da trilogia – ela vai, de alguma forma, te marcar.

[Séries] Trilha Sonora


O carnaval está chegando, e muitos gostam de sair em bloco de rua, usar fantasias para brincar, e pular, mas se você não gosta dessa loucura, ou só quer um momento de paz para colocar seu seriado em dia, trago uma dica super legal. Preparei alguns temas de seriado para você relembrar algumas cenas, ou citações de seus personagens favoritos. Tá bom, quem gosta de carnaval pode começar a esquentar o esqueleto ouvindo as músicas.


Pretty Little Liar – Secret (The Pierces)



Amo a música tema. Ela se encaixa perfeitamente no enredo da série (mentiras, traições, inimizades...), inclusive, uma das liars é que mostrou a música para a roteirista Marlene. O clip dessa música inspirou a cena de abertura da série. Muito show.

The Walking Dead – música tema(Bear McCreary)



Adorei o ritmo frenético que constitui a música. Muitas vezes é o que acontece no seriado, tem vezes que é calmo e depois começa uma correria por causa da ameaça de zumbis. Muito legal.

Fringe – música tema(J.J.Abrams)



Sempre me emociono quando ouço essa música no piano. É linda. É profunda. Eu li que J.J.Abrams estava deitado quando veio à música na sua cabeça. Muito legal.

Beauty and the Beast - Wherever You Will Go (Charlene Soraia)



Não é tema do seriado, mas essa música tocou quando Catherine dança com Vincent e acho que todo mundo esperava um beijo depois, o que infelizmente não aconteceu. Entretanto, essa música é linda e apaixonante. O clip tem spoiler quem ainda não assistiu.

The Vampire Diaries – Lovesong(The Cure)



TVD é repleta de ótimas músicas. Cada episódio têm uma seleção maravilhosa e para cada música, um motivo daquela cena. No caso, Lovesong, toca quando Stefan chama Rebeka para dançar e ali eles começam a relembrar os anos 80. Enfim. Ótima música, uma ótima cena e estou shippando muito eles. O clip tem spoiler quem ainda não assistiu.


Ótimo carnaval para todos vocês.

O Final de Uma Série e Minhas Confissões


Terminei Finale há uns cinco minutos. Estou experimentando pela quarta ou quinta vez o gosto doce amargo que é terminar uma série. Uma série que eu amo. Uma série que eu acompanhei por um tempo. Ou ela que me acompanhou?



Para falar a verdade, não consigo pensar em muitas coisas. Só choro - tendo alguns flashes lá do início, onde Nora precisava de Patch para fazer um trabalho, mas ele não facilitava muito as coisas para ela. Gente. Como. Me. Apaixonei. Pelo. Patch. Eu estou sempre apaixonada por algum cara literário, é verdade, mas este CARA me derrete por dentro cada vez que fala "Anjo". Parece que faz tanto tempo - há quanto tempo eu convivo com a ansiedade da próxima página, a amargura da última folha e o desespero pelo próximo livro? Mas o que me assombra ao terminar é que eu não terei mais estes sentimentos. Tudo acabou ali, quando eu fechei o último livro - não existe um depois, um próximo, um futuro. 

Me chamem de louca, mas sou tão apegada às "minhas" séries, que até hoje não terminei a trilogia Jogos Vorazes. Parei estrategicamente em uma parte de A Esperança para não ter que enfrentar a Depressão Pós-Final de Série. Aí você me diz: "Ah, Ceile, tá perdoada, Jogos Vorazes é digno e, de certa forma, te entendo.", só que eu estaria enganando vocês falando que este é o único caso. Eu fui covarde o suficiente para roer as unhas pelo lançamento do livro "Além da Vida", último da Série Noite Eterna (Claudia Gray), e quando chegou, não tive coragem de passar da página 50. Sabe, o livro anterior foi uma agonia sem fim pra mim. A situação que os personagens estavam vivendo me tocaram de verdade e eu, que comecei esta série de forma tão despretensiosa, já me sentia parte daquilo tudo. Sinceramente, tenho medo da autora fazer meus personagens sofrerem mais, tenho medo das coisas não se resolverem no final. 

Tá, mas e quando eu sigo em frente, termino a série e o final é feliz? Compensa, certo? Então... Não é possível que eu seja a única a sentir um vazio imenso depois do final de um livro (livro bom, só pra frisar). Gente, me lembro como se fosse ontem os dias que se seguiram após o final da Saga Crepúsculo. Sim, galeris, eu sentia falta da Bella #ShameOnMe. Eu sentia falta de todo amor que Edward tinha por ela. Eu ainda leio minhas passagens favoritas, leio em inglês também para saber se entendi exatamente o que a autora disse - tudo para não assumir que acabou. E quando acabei Os Lobos de Mercy Falls? Eu só sabia chorar também. Queria dar um abraço bem apertado na autora, queria deitar no colo dela e deixar todas as minhas lágrimas molharem a calça dela - as lágrimas de satisfação, as lágrimas de saudades sem mesmo dar tempo de sentir falta. Terminar a Série Wake foi um tormento. Eu tinha medo do futuro tanto quanto a Jane. E me apeguei demais a Cabel para ter que me despedir dele.

O medo do futuro, a sensação de saber que aqueles personagens não estarão mais com você - que você não vai encontrar nada inédito deles - machuca. Algumas pessoas falam que é a maior besteira do mundo, são só personagens, são só livros, são só viagens, são só histórias. Ok, então fiquem com o seu "só" que eu fico com meus melhores amigos, meus melhores namorados, minhas paixões platônicas. Fique com seu único mundo que eu fico com meus inúmeros. 

Enquanto isso, A Esperança, Especiais, Além da Vida e alguns outros me encaram todos os dias quando acordo, quando vou dormir ou agora mesmo escrevendo isso. Eles parecem querer me dizer: "Tá fugindo do quê? Um dia você vai ter que me ler. Um dia, tudo isso vai ter que acabar." Será que acaba, gente?

O lado bom da vida - Matthew Quick


O melhor livro de 2013 até agora e a minha primeira ressaca literária do ano. Eu comecei a ler ele porque tinha visto o trailer do filme e fiquei curiosa pela história. Mas não pensei que fosse gostar tanto dele assim.

Depois de um longo período em uma clínica psiquiátrica, Pat Peoples volta para casa decidido a voltar para a sua ex-mulher Nikki e colocar de vez um fim ao "tempo separado" entre eles. Durante o período no "lugar ruim", como ele mesmo chama, Pat mudou muito. Ele começou a se exercitar regularmente, e se transformou em uma pessoa positiva, que procura sempre ver o lado bom das coisas. Afinal, era um marido assim que Nikki merecia.

Quando volta pra casa, Pat começa a visitar o terapeuta Dr. Patel por obrigação judicial. Apesar de não gostar muito da ideia, ele vai e começa a ver nele um amigo. Durante os dias da semana Pat mantêm uma rotina rígida de exercícios físicos e em seu tempo livre, ele lê livros que sua mãe pega na biblioteca para ele, na esperança de ter algo para conversar com os amigos de Nikki quando eles voltarem. Aos poucos, Pat vai tentando voltar a ter uma vida normal. Ele volta a falar com seu irmão, e vai até a um jantar na casa de seu amigo de infância, onde ele acaba conhecendo Tiffany.

O relacionamento de Pat com seu pai é complicado. O pai ignora a presença dele na casa, e Pat não se surpreende por isso, pois sabe que o pai tem uma personalidade difícil. Porém, quando a temporada de futebol começa, o relacionamento dos dois começa a melhorar, visto que agora ele e o pai terão um assunto para discutir: os Eagles! Com isso ele se aproxima não só do seu pai, mas também de seu irmão, que o leva para assistir aos jogos com alguns amigos. E aos poucos a vida de Pat vai voltando ao normal. Ele ganha novos amigos, o relacionamento com seu pai vai melhorando, e tudo parece se encaminhar para que logo ele e Nikki possam voltar a ter uma vida juntos.

Entretanto, Pat começa a perceber algumas coisas que o deixam confuso. Ele já não tem tanta certeza em quanto tempo ele ficou internado, e não lembra exatamente o que levou ele a ser internado na clínica. Por mais que ele insista em voltar para a sua mulher, as pessoas evitam ao máximo falar de Nikki para ele, fazendo Pat perceber que tem alguma peça faltando nesse quebra cabeça. Até que ele percebe que Tiffany começa a ir atrás dele em suas corridas diárias, e aos poucos ela vai se aproximando dele, oferecendo até ajuda para ser o elo de comunicação entre ele e a ex-esposa. E conforme a amizade dos dois vai se estreitando, Tiffany o ajuda pouco a pouco a achar a peça que faltava em sua memória.

Não achei uma história super emocionante, mas não consegui não me apegar ao Pat. Apesar de ter as suas neuroses, ter uma fixação excessiva pela sua ex-mulher e ser viciado em exercícios físicos, ele consegue ser um personagem extremamente cativante. Matthew Quick conseguiu construir os personagens muito bem, fazendo cada um com sua personalidade característica e singular. O enredo faz com que você se prenda ao livro pois, quanto mais conhecemos Pat, mais dá vontade de saber o que realmente aconteceu com ele para ele chegar onde chegou. Entretanto, para aqueles que não são muito fãs de esportes, o excesso de cenas de jogos de futebol americano pode ser um pouco cansativo.

Quanto ao filme, eu fui assistir assim que terminei de ler a última página e bom, tenho que citar o velho clichê de que o livro é muito melhor que o filme. Apesar de saber que algumas alterações no enredo são necessárias, acho que no filme faltou um pouco do mistério sobre o porque Pat foi parar na clínica, pois isso é contado logo no começo do filme, perdendo assim um pouco do suspense da trama. Mas em compensação a atuação do Bradley Cooper e da Jennifer Lawrence é espetacular. Eles conseguiram manter a a essência dos personagens exatamente como é no livro. Além disso, as cenas de futebol americano são menos frequentes no filme, o que deixa tudo menos cansativo, mas nem por isso faz o pai de Pat perder o seu fanatismo pelo esporte.

Pra que já viu o filme e gostou, corram para ler o livro, pois é muito melhor! Uma história divertida e cativante, que te faz pensar em como é bom buscar sempre o lado bom das coisas.

Extraordinário - R. J. Palacio



Extraordinário. Extraordinário. Extraordinário. Extraordinário ~~~infinito~~~

Auggie tem consciência de sua condição, mas, acredite: ele é um garoto normal. Na verdade, ele não é normal. Ele é extraordinário. Seus pais sempre dizem isso, e ele prova que estão certos. Auggie é pequeno, mas uma característica sua se destaca e define quase tudo em sua vida: ele tem o rosto deformado. Seus olhos ficam na altura das bochechas, seu queixo foi obtido após uma cirurgia que tirou um pedaço da bacia e é pontudo, suas orelhas são quase no pescoço, sua boca é pequena com uma cicatriz indicando uma operação de “lábio leporino”. As pessoas não conseguem disfarçar a surpresa quando o veem ou, quando tentam, Auggie já reconhece os sinais: recuam um pouco, um segundo de hesitação, um sorriso solidário e até mesmo uma fuga mal disfarçada.

“Sei que não sou um garoto normal de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. (...) Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns aonde quer que elas vão.”

August nunca foi à escola. Aliás, ele sabe que nunca poderá ir. Foi alfabetizado pela sua mãe e ela é sua atual e única professora. Isabel, a mãe, resolve que é hora dele ir para uma escola de verdade. É claro que August é totalmente contra isso, afinal ele já sabe como as crianças podem ser cruéis, mesmo sem esta intenção. Porém, ele resolve tentar com a condição de que possa desistir e voltar a ficar em casa. E Auggie tem que lidar com tudo que ele previa – ou melhor, com tudo que ele já está acostumado: pessoas cochichando sobre ele, sentando-se o mais longe possível. Existia até o boato de que quem encostasse nele pegaria a “praga”, como se ele tivesse algo contagioso. 

O slogan “não julgue um menino pela cara” (fazendo trocadilho com o tão conhecido “não julgue um livro pela capa”) não poderia ser empregado de forma melhor. Pelo meu resumo acima, já dá pra ter ideia de quão especial Auggie é e justamente pelo seu rosto: se ele não tivesse aquele problema que nem os médicos souberam dar um nome, ele seria mais um carinhana sala de aula, mais um fã de Star Wars, mais um amigo no grupinho dos populares ou cê-dê-efes. Porém, sua condição o torna diferente dos demais e mesmo que ele quisesse, seria impossível não ser notado. 

Este livro é uma verdadeira invasão aos pensamentos tanto de Auggie quanto dos que o cercam. E isso é também um dos pontos mais positivos do livro: a possibilidade de acompanhar, sem polimentos, o que eles realmente pensam e qual o impacto que August causa em determinados momentos na vida de cada um. O livro é dividido entre estes narradores. Tem a irmã, Via: uma das melhores partes pra mim, pois foi a mais “reveladora” e mais transparente, já que ela é uma das pessoas mais afetadas por Auggie – seja pelo amor ao irmão que instiga proteção de irmã mais velha ou pela dor da solidão e do sentimento de coadjuvante.

“Depois que você vê alguém passando por isso, parece loucura reclamar por não ter ganhado o brinquedo que pediu ou porque sua mãe perdeu a peça da escola. Aprendi isso aos seis anos. Ninguém nunca me disse. Eu simplesmente soube.”

O livro é incrível! É daqueles livros que não só te fazem pensar, mas te fará mudar de atitude. Os julgamentos estão presentes o tempo todo em nosso dia-a-dia. Seja quando a gente vê alguém com um cabelo estranho, seja quando a pessoa é gorda ou magra demais, ou ainda quando possui uma deficiência. Neste último caso, sentimos uma necessidade de confortar a pessoa, olhamos com pena e agradecemos a Deus por sermos “perfeitos”, por nossos filhos serem abençoados. Isso é um erro enorme. Não é porque a pessoa é diferente do que nós julgamos normal que ela seja desprovida de alguma coisa que nós achamos essencial. Ou seja, tudo é baseado em julgamentos. As pessoas são especiais, cada uma com sua condição, cada uma com sua aparência – elas não precisam da nossa pena, elas são tão humanas quanto nós. Assim como você, estas pessoas também precisam de amigos sinceros, também têm seus próprios sonhos, seus medos e suas pequenas alegrias. Elas são você, você é como elas. Aliás, você também é extraordinário?

Um belo companheiro no catálogo da Intrínseca para A Culpa é das Estrelas: um livro simples, cheio de referências à cultura pop atual, mas extremamente tocante que vai sim mudar sua vida.



A Música que Mudou Minha Vida - Robin Benway


Eu sempre quis ler este tipo de história, mas só fiquei sabendo disso depois que comecei a ler este livro.

Audrey acabou de terminar o namoro de quase um ano com Evan, vocalista da banda Do-Gooders - uma daquelas bandas que sonha com o sucesso, mas está bem longe de se tornar conhecida. Como havia prometido para ele, ela vai ao show da banda onde terá um cara de uma gravadora. Audrey já foi imaginando que seria mais uma ilusão de que alguém os contrataria, porém, antes de cantar a última música, Evan fala que tem uma música inédita para mostrar e que a música foi composta naquela noite e fala sobre a namorada que terminou com ele (e justo naquela grande noite. Cruel). Acontece que a música era realmente muito boa e levou a galera ao delírio. Era aquele tipo de música que gruda na cabeça das pessoas. 

"Juro, se aquela música não fosse sobre mim, se eu nunca tivesse encontrado com Evan, estaria naquele palco sacudindo o corpo que mamãe me deu, de tão viciante que era. Mas, em vez disso, fiquei enraizada no chão e meu queixo estava em algum lugar perto dos meus joelhos."

Audrey não estava preparada para ver a história do seu rompimento com Evan na boca das pessoas e teve que enfrentar alguns dias de avacalhação na escola. Onde ela ia, escutava alguém falando "Audrey, espere!" (nome da música), mas, felizmente, depois de algumas semanas, tudo se acalmou. Pelo menos por um tempo. O tal cara da gravadora viu potencial naquela música e contratou a banda. O sucesso de "Audrey, espere!" foi instantâneo e os caras foram até fazer turnê internacional. A banda ficou muito conhecida e, consequentemente, Audrey. Todos queriam saber quem era aquela garota, por que ela havia terminado com Evan, como ela tinha sido cruel - ou seja: Audrey virou uma celebridade também, com direito a paparazzi e fãs histéricas. O problema é que ela não queria isso, se aborrecia muito com as fofocas e falta de privacidade. Audrey só queria ser normal de novo e ser uma musa inspiradora não ajudava em nada. 

"Porém, ninguém me avisou que a minha vida estava prestes a mudar. Não me falaram sobre os paparazzi e editores de revistas e relações-públicas e do advogado que meus pais teriam que contratar. Com certeza, não me falaram que vocês todos iam saber meu nome até o fim do ano.
E isso é tudo que vocês realmente sabem: o meu nome.
Mas agora chega, crianças.
Eis o meu lado da história."

Este livro é a versão de Audrey sobre os fatos. Ele já parte do pressuposto que você também foi espectador e acompanhou tudo através da mídia - o que é fantástico, porque enquanto ela vai contando, vai conversando com você também para que você compreenda como foi ser a protagonista daquilo tudo. E foi, de fato, uma loucura. 

Na orelha do livro, tem uma pequena história de uma pessoa que tenho certeza que, se você não conhece, já cantou o nome dela por aí: Anna Julia. Quem não se lembra do sucesso de Los Hermanos que falava de uma menina que ignorava o cara e de como ele sofria? Quem era a tal Anna Julia? Era de verdade? Aquilo era uma declaração? Sim, ela existe e passou por quase a mesma coisa que Audrey, porém, como ela mesma diz, as proporções são diferentes, uma vez que naquela época, as coisas não se espalhavam quase como um viral na internet. Isso só facilitou meu envolvimento com o livro: eu queria mesmo saber como é este outro lado. (Confesso: se Carla ou Anna Julia tivessem surgido agora, certamente eu shipparia.) 

O livro é muito bom, mas muito mesmo! Audrey é divertida, mas de uma forma irônica de verdade. Não é nada forçado do tipo "isso aqui é um livro, tenho que ser mais formal" - não, as coisas realmente fazem sentido e são engraçadas. Isso sem falar dos personagens secundários: a melhor amiga dela, Victoria, é daquelas que a gente tem vontade de ter uma igual (ou ela é igual a sua melhor amiga mesmo); os pais de Audrey são reais muito reais e engraçados; James, o cara que trabalha com ela, é quietão, na dele, mas também muito palpável. Enfim, tudo neste livro é real - não são coisas que acontecem todos os dias, mas é muito fácil de imaginar e possível de acontecer. 

Mais do que indico - ele vai um pouco além da vida de sub-celebridade de Audrey e aborda algumas questões mais profundas disso tudo. Ah, não posso deixar de falar da diagramação: aparentemente é simples com páginas em papel pólen, letras em tamanho médio (bem confortável de ler), mas no começo de cada capítulo (que são bem curtos), tem o trecho de uma música que tem tudo a ver com o que será narrado. E o livro tem algumas referências da cultura pop (Audrey e Victoria são fãs de HP) o que nos aproxima ainda mais do enredo. Amei, favoritei e... LEIAM!