Oksa Pollock e a Floresta dos Desgarrados - Anne Plichota e Cendrine Wolf


Quem leu a resenha do 1° livro, sabe o quanto estava ansiosa para ler o 2°...

Com os acontecimentos finais do livro 1, eu não poderia estar mais ansiosa para o livro 2... Ele, felizmente, não me decepcionou e me deu revelações que, no fundo, eu já suspeitava, mas que não deixou de me surpreender mesmo assim.

Para explicar melhor o enredo desse 2° volume, vou ter que voltar um pouco antes das primeiras páginas: Em Edefia os criminosos não iam para cadeias comuns. Eles eram enquadrados, ou seja, todo um ritual era feito para que eles fossem enviados a uma espécie de mundo paralelo (através de um quadro) onde passariam por provas a fim de que esses criminosos pudessem se redimir.

Orthon tinha posse do quadro e fez todas as etapas, exceto a última que o enquadraria finalmente. E por que? Para enquadrar a irmã no lugar dele.

Ora, não há erro no enquadramento, mas quando houve o primeiro o Escava-Coração, que rege essa “prisão”, enlouqueceu. E para corrigir esse erro era preciso enquadrar uma Graciosa. Porém, por outro erro, Gus foi levado no lugar dela. E é quando ele desaparece...

A única maneira de Oksa salvar Gus seria ela se “enquadrando” e destruindo o Escava-Corações, a fim de que todos sejam libertados. E mesmo com a ajuda de uma renca de Salve-se-quem-puder e algumas criaturas, não vai ser uma missão fácil. Afinal, ela foi criada para o Orthon, e todos sabem que ele não é nenhum santinho... Como se não bastasse, no lado de fora do enquadramento, os Salve-se-quem-puder têm que lidar com um Traidor dentro da casa deles.

Embora eu tenha gostado do livro, fiquei meio chateada com algumas coisas mal resolvidas. Quero dizer, no livro 1 não há nenhuma menção de Orthon ter uma irmã gêmea. Tudo bem que na época não era importante, mas mencioná-la apenas no livro 2 fez parecer que a senhora caiu de paraquedas lá. E não achei que tenha ficado legal. Nas primeiras páginas algumas coisas também pareceram desconexas, mas a questão se torna irrelevante quando o próprio livro conta o porquê de não haver comentários no 1° volume... Felizmente. Fora isso eu gostei das reviravoltas, da incerteza quanto à natureza de Tugdual, do triângulo amoroso (mesmo eu achando a Oksa uma tola em ter dúvidas, principalmente depois de um certo episódio num túnel!) e principalmente das muitas descobertas. Coisas que eu nem esperava, e outras que eu já imaginava. Pouca coisa me decepcionou.

Esse livro se aproxima mais de Edefia do que o primeiro, e o perigo também está bem pior. Há também o quesito “prazo”, que deixa tudo mais emocionante ;)
Posso falar do final? Bem, só que me deixa mais louca ainda para ler o 3° livro da série!
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O que nós estamos lendo




Por uma coincidência muito grande, esta semana quatro pessoas da equipe estão lendo um livro dos selos da Companhia das Letras (a Brigs ainda está lendo Dizem por Aí, que saiu no último post da coluna).


A Carol toda trabalhada na foto linda lendo A Elite (Kiera Cass).
Eu, Ceile, estou terminando de ler Insurgente (Veronica Roth).


O Renato está lendo Quem poderia ser a uma hora dessas? (Lemony Snicket).
E a Duda, entre um livro e outro da escola, está lendo Corpo de Delito (Patricia Cornwell).

E vocês, o que estão lendo esta semana?


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A Queda dos Reinos - Morgan Rhodes


Eu recebi o prólogo do livro, e a parte final me chamou a atenção. Acreditei que o livro fosse bom e não me enganei. Essa história é uma das poucas em que nos é apresentado todos os pontos de vista, e fica mesmo difícil escolher por qual lado vai lutar nessa guerra.

No prólogo duas feiticeiras sequestram uma criança que poderia encontrar a Tétrade e salvar as terras, que estão morrendo. Então a feiticeira Sabina mata a própria irmã, Jana, planejando para a criança um futuro egoísta e desconhecido. 

Dezesseis anos se passam e a princesa de Auranos, Cleo, vai até Paelsia com seu odiado noivo Aron a fim de comprar vinho. Ele é um bêbado e Paelsia, uma terra pobre, tem a fama por seu vinho ser o melhor daquelas terras. Não era para menos, pois por conta de um acordo a única boa terra daquele lugar — ainda protegida pelo o que resta da magia — é usada para plantar uvas. Porém, por conta de uma confusão (da qual eu atribuo completamente ao babaca do Aron) o irmão de Jonas, morador de Paelsia, é morto e o jovem jura vingança contra a luxuosa e abastarda Auranos.

Limeros, o terceiro reino, não vive tão miserável, mas está bem próximo disso. Seu rei, mais conhecido como Rei Sanguinário, deseja aquelas terras por um motivo apenas apresentado ao final do livro. Para isso é capaz de tudo, desde usar a filha adotada, cuja profecia diz que se tornará a feiticeira mais poderosa desde Eva, até matar a quem mais preza. O príncipe herdeiro desse reino é Magnus, atormentado pela rejeição do pai e pelo amor proibido que ele sente pela irmã. Faria de tudo para proteger Lucia e ganhar o reconhecimento do pai. Até mesmo se unir a Paelsia para iniciar uma guerra contra Auranos.

Sabe aquele livro que não têm vilões e mocinhos, onde nos é apresentado o ponto de vista de cada um? Pois é, “A Queda dos Reinos” é bem assim. Por um lado há Auranos, reino abastado e luxuoso, onde tudo o que a princesa quer é se esquecer do assassinato que presenciou e não se casar com o frio e egoísta Aron.
O mesmo pesadelo a atormentava todas as noites havia um mês. Desde o assassinato de Tomas Agallon. Tão intenso e tão real, embora não passasse de um sonho alimentado por uma culpa infinita. Ela soltou um longo e trêmulo suspiro e caiu novamente sobre os travesseiros de seda.
Por outro há Paelsia, um reino pobre, de população miserável e que são tratados como selvagens. E por último há Limeros, nem tão pobre mas chegando lá. E nenhum reino levantou um dedo para ajudar Paelsia (especialmente Auranos). Só que eu sou tão apaixonada por Magnus e Lucia que não tem como eu ficar aborrecida com Limeros. E também gosto da Cleo, mesmo ela sendo aquela princesa em que nada é negado e burra em certas situações. E como não ficar ao lado de Jonas, que passou a vida toda lutando para comer um pouco e viu seu irmão sendo morto na sua frente porque quis defender o pai? E mesmo querendo muito matar Cleo, vai ser um pouco mais difícil para ele. Espero que ele perceba isso no próximo livro!
Jonas analisou o rosto dela. Não podia negar que era adorável... talvez até a garota mais bonita que ele já havia visto. Mas mesmo a garota mais bonita podia ser traiçoeira e cruel.
Só que, por incrível que pareça, o personagem que eu mais gostei foi Magnus. Impossível não lamentar seu desfortuno: apaixonado pela própria irmã. Ele não sabe que não são irmãos de sangue, e mesmo que venham a descobrir a verdade Lucia nunca se apaixonaria por ele por terem sido criado como irmãos. Eu vi o seu cuidado para com Lucia, sua desaprovação com alguns atos de seu pai, seu coração bondoso... Assim como vi o destino fazendo-o se despedaçar e se corromper. E mesmo que ele tenha feito algo que me deixou chocada e indignada, espero que um dia ele possa se encontrar e ser diferente do pai.

Os capítulos são divididos por reinos, e a cada página vamos nos encontrando em situações diferentes. Um rebelde em busca de vingança e acabando, por fim, ajudando numa guerra. Um príncipe buscando reconhecimentos e uma princesa teimosa partindo para terras inimigas à procura da magia que poderia salvar sua irmã. Tudo isso levando à busca pela Tétrade, aquela que pode dar o poder dos 4 elementos e salvar as três terras e o Santuário (sinto muito, mas se eu explicar sobre ele também a resenha vai ficar grandinha demais... É como se fosse o Céu cristão, um verdadeiro paraíso. Seus “Anjos” são chamados Vigilantes, e se saírem para sempre do Santuário viram humanos comuns. Eva foi uma dessas Vigilantes).

O livro é contagioso, principalmente por causa das muitas versões das histórias. Sempre aquele possibilidade de nossos personagens preferidos se encontrarem, como vão se encontrar e como vai findar a história de cada um. Torcer já fica mais complicado, pois não há como ficar ao lado de um sem que outro personagem querido acabe mal também... Não sei que solução encontrar para que “todos” fiquem bem, por isso não acredito que fique muito assim :’(, e talvez o livro seja mais emocionante justamente por isso. E inesperado.

No livro tem uma lista de nomes e os reinos do qual eles fazem parte, assim como também um mapa das terras. Ajuda um bocado. A diagramação também está ótima, só não gostei muito da capa. Achei meio antiquada...

Aqueles que são apaixonados por reinos e magias vão adorar o livro. Especialmente para quem gosta de conhecer os dois lados da moeda, como eu. Esse enredo é ótimo por isso. O final termina com aquele gostinho de “e agora?”, então é uma bela chamada para o próximo livro. Às vezes fica muito difícil esperar...

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Os 13 Tesouros - Michelle Harrison

Li a sinopse desse livro no site da Bertrand Brasil e logo já me chamou a atenção. Sempre fui muito fã desse tipo de livro mais puxado pro juvenil, com um toque de magia e aventura, e o primeiro livro da série Os 13 Tesouros não me decepcionou. Com uma pitada de criaturas fantásticas e suspense, o livro conquista todos os gostos.

Tanya é uma garota bastante peculiar: desde pequena possui o estranho dom de ver fadas. Porém, as fadas deste livro não são bem o que nós temos em mente por fadas, como Thinker Bell e outros exemplos frufrus. Fadas são criaturas quase monstruosas, cada uma diferente da outra, com humores bastante inconstantes. Elas podem ter atitudes boas ou más, e na maioria das vezes, Tanya acaba por irritá-las. Ninguém mais pode vê-las, o que muitas vezes deixa a garota em algumas situações embaraçosas.

A mãe de Tanya, cansada de ver a filha agindo de forma cada vez mais estranha (afinal a mãe dela não tem o dom da visão!) acaba por mandá-la de férias para a mansão de sua avó, numa cidade interiorana da Inglaterra. Ela não quer ir, mas se vê obrigada pelas situações. Lá ela re-encontra o amigo Fabian, neto do primeiro caseiro da mansão de sua avó.
Sempre assombrada pelas fadas, a garota encontra na biblioteca de sua avó alguns livros sobre fadas e fica intrigada. Além disso, encontra também um recorte de jornal sobre o desaparecimento de uma menina, amiga de sua avó, há cinquenta anos. Fabian dá mais informações sobre esse desaparecimento, que também o intriga por envolver a reputação de seu avô, o principal suspeito de ter se envolvido no sumiço. Com todo o contexto armado, Tanya começa a querer investigar até que ponto a mansão de sua avó está ligada ao mundo das fadas, ao desaparecimento dessa garota há cinquenta anos e o que tudo aquilo tem a ver com ela.
- Você viu - sua voz era um sussurro gutural.
Tanya baixou os olhos para a criatura nos braços da moça e reprimiu um grito.
- Não acredito - murmurou a moça. - Você viu. Você também pode vê-las.
Um momento de clareza e compreensão mútua se estabeleceu entre elas, e a intrusa sussurrou baixinho:
- Você tem o dom da visão.

ESSE LIVRO É GENIAL, eu preciso falar isso. Não costumo conseguir transmitir direito a história do livro logo que o leio, e provavelmente não consegui fazer isso bem aqui em cima, mas se não entenderam direito, leiam a sinopse oficial no site da editora. Cheguei ao livro com uma certa expectativa de um livro fantástico gostoso, cheio de criaturas e magia e não fui decepcionado. Muito pelo contrário, tudo aquilo que eu esperava realmente era verdade, e a autora me surpreendeu ainda mais com um estilo de escrita MUITO bom, que me lembrou bastante outros livros fantásticos ingleses (é horrível comparar e colocar aqui, mas livros como Harry Potter, A Bússola de Ouro e, por mais que não seja inglês, As Crônicas de Spiderwick). Acho que fazia tempo que não encontrava um livro de fantasia bom desse jeito, e esse com certeza me conquistou.
- Isso não é um jogo, você vai descobrir. Não confiamos em humanos, só sabem mentir.
Tanya tirou um bloco de anotações do bolso e rabiscou algumas palavras, tentando rimar as frases.
- Fadas furtam e fadas mentem, mas humanos pensam e humanos sentem - começou, conferindo suas anotações. - O que você disse é inacreditável. Não conheço fada confiável!
As personagens que Michelle cria são bem construídas e bem feitas. Tanya é uma garota normal, com um pequeno problema que envolve fadas e tal, e Fabian é um garoto um pouco irritante, mas bem legal também. A avó de Tanya é bem fria (ela tem um motivo pra isso mas SPOILERS!) e foi, na minha opinião, MUITO bem feita e construída ao longo da trama. Não consegui adivinhar NADA do mistério central do livro e tomei o maior susto no final, o que foi surpreendente e muito divertido e gostoso. A autora joga várias informações soltas ao longo da trama e parece que não vai conseguir fazer o fechamento de tudo, mas de repente o livro todo se entrelaça e tudo faz sentido. Foi divertido demais! O cenário é uma delícia, né? É o interior da Inglaterra, não preciso falar mais nada. Sempre tive vontade explorar uma mansão do jeito que Tanya faz no livro, cheia de passagens secretas e túneis escondidos!

O tratamento que a editora deu ao livro é MUITO fantástico! Toda a diagramação é linda, as aberturas de capítulo tem uma fonte bem legal, e a capa... AH, a capa. É toda em relevo e parece que o bracelete está REALMENTE saindo, parece que dá pra pegar. É LINDO! O livro é lindo!
O único problema é que as pessoas que curtem uma leitura mais adulta e com uma pegada mais romântica podem não curtir tanto a história. Mas ainda assim, recomendo pra todos vocês amigos que gostam sempre daquele livro com uma temática um pouco mais infantil (mas nem tanto!) e com aqueles seres mais fantásticos. O livro, finalmente, termina com a conclusão da história, e se você desestimular da série e não quiser ler mais nenhum outro (o que é bem difícil de acontecer) não terá nenhum problema: quase todos os conflitos são resolvidos e quase todas as dúvidas são sanadas. Só quem se interessar de verdade vai conferir o segundo livro da série: As 13 Maldições.

É isso! Não tem como falar muito do livro sem dar spoilers GIGANTESCOS, então termino a resenha por aqui. Até a próxima!
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Livro de Leah - Laura Malin


A sensação de preenchimento que só uma história completa é capaz de causar.

Eu já falei do primeiro volume desta duologia em dois posts: na resenha do Livro de Joaquim e quando indiquei meus três romances favoritos. Os livros contam a mesma história de amor, mas com diferentes pontos de vista: o de Joaquim e o de Leah. Portanto, o encontro - o que gera este amor é comum, mas os momentos antes e após a ruptura brusca por conta do destino imposto pelo pai da jovem são totalmente divergentes. Se não fosse amor verdadeiro e predestinado, era impossível dizer que estes dois amantes chegariam a pisar no mesmo solo - em 1824 e 2012.

A história de Leah começa dois anos antes, em 1822, quando ela passa a enxergar a vida sem as idealizações de uma eterna colônia.  Seu pai, visando apenas títulos nobres, quer voltar para Portugal - e o faz, vindo buscar sua família dali um tempo. Impulsionada pelas convicções um tanto quanto revolucionárias para a época da sua irmã Iza, ela quer permanecer no Brasil, pois fora prometida a um nobre português - algo totalmente diferente dos seus sonhos com seu Robinson Crusoé. Então sua irmã, já envolvida em um romance totalmente proibido com um escravo, promete envolvê-la na fuga dos dois. Eles saem do Rio de Janeiro e são obrigados a fazer uma parada em Fernando de Noronha por "problemas"  no navio. É lá que ela conhece Joaquim, o reparador naval que vai acompanhá-los até Lisboa - e tem certeza que ele é o amor da vida dela.
"Joaquim era o meu homem, a cada pequeno passar de tempo eu tinha ainda mais certeza. Busquei seus beijos como se nada mais importasse - e, na verdade, quando estávamos juntos, não importava. (...) Eu tinha certeza de que nos pertencíamos havia muito tempo, de outras vidas - ou de vidas futuras?"
Após terem o romance descoberto pelo suboficial do pai de Leah, ambos pulam do D. Januária (que não está muito longe da costa), quando são agraciados com uma estrela que cai no mar, mas logo Dom Diego retorna para buscar Leah e mata (ao menos foi isso que pareceu) Joaquim. Unidos pela imortalidade cedida através da estrela Mizar, porém separados pela frieza de Dom Diego, o casal busca, incansavelmente, um ao outro por anos e anos, vivendo as mais diversas experiências - de perdas e ganhos.

Esta história só me despertou interesse por se tratar de duas visões de um mesmo romance. Livros que contam com capítulos intercalados me fascinam: eu realmente gosto de ler como uma mesma situação é interpretada por cada parte do casal (eu adoro principalmente a visão masculina). Na Série Tempo Perdido tem algo mais encantador: apenas dois encontros de poucos dias unem esta história. São 188 anos de busca narrados com total verosimilhança à época relatada e uma das mais lindas histórias de amor que já li!

Se eu achava a história de Joaquim grandiosa, é porque ainda não conhecia a da Leah. No primeiro livro, temos apenas alguns vislumbres do que ela pode ter vivido, algumas informações soltas que Joaquim conseguiu descobrir, mas ao me deparar com a verdadeira história, fiquei de queixo caído. Leah viveu, de fato, muitas coisas. A impressão que eu tinha é que Joaquim conseguia fugir das coisas antes delas estourarem (a Segunda Guerra Mundial, por exemplo) e nutria um amor que Leah nunca conseguiria retribuir, quando, na verdade, ela viveu cada época, enfrentou tudo como se pudesse morrer ali onde estava e amava de forma incondicional e incansável seu Joaquim - ela só estava mais calejada pelas vidas que viveu (a cada período tendo que se reinventar). Dois fatos que me marcaram muito foram o fatídico incêndio em uma fábrica têxtil nos Estados Unidos que matou 146 mulheres (de onde, obviamente Leah saiu viva) e a bomba de Hiroshima no Japão (como eu tinha lido uma publicação com vários depoimentos e descrições deste desastre, encontrar isso no livro me tocou de forma especial) descritos com tanta realidade que tornou os infortúnios ainda mais palpáveis. Estes são só dois fatos históricos dentre tantos do livro. Laura escreveu com muita veracidade, de forma que vivemos cada situação pela qual a protagonista passa. Fiquei tentada a traçar uma linha do tempo com a localização de cada um, porque o sentimento enquanto eu lia é que eles estavam sempre perto, mas nunca se encontravam. Chegava a dar frio na barriga ao lembrar que Joaquim esteve ali também.
"A Leah antiga havia morrido, sim. A partir daquele momento eu me reinventaria, mergulharia em todas as histórias que surgissem. Aproveitaria o dom concedido, o da vida eterna. E nada do que eu fizesse deveria soar como traição a Joaquim."
Talvez eu esteja falando coisas que parecem bem desconexas, que não fazem sentido, mas sei que se vocês lerem, podem me entender. Este é aquele tipo de livro que você sente que é uma história completa e você não quer que ela acabe nunca! A autora conseguiu diferenciar bem a voz de Leah da de Joaquim (afinal são dois personagens narrando sob a escrita de uma mesma autora) - sendo esta um pouco mais poética. Apesar de saber o final desta história, juro que fiquei ansiosa com as escolhas dos personagens - como se fosse a primeira vez que eu me deparava com a história deles.

Sério, se você gosta de romances e gosta de profundidade na história, este livro é ideal - pode ser lido sozinho, mas eu aconselho a ler as  duas versões.

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[Resenha + Promo] Pandemônio - Lauren Oliver


Não sei como começar essa resenha. A única coisa que eu sei é que eu ainda estou sem ar depois do final desse livro.

Atenção! Esse post contém spoiler do primeiro livro da série. Confira a resenha dele aqui.

"Tudo o você era, a vida que tinha, as pessoas que conhecia... adeus." Ela balança a cabeça e completa com um pouco de firmeza: "Não existe o antes. Só existem o agora e o que vem depois." 

Depois de fugir para a selva e ter deixado Alex para trás, Lena se vê em um território desconhecido e completamente perdida. Ela só esteve uma vez na selva, e naquela vez estava com Alex. Agora ela está sozinha e não sabe para onde ir. Lena vaga vários dias, até ser encontrada por um grupo de Inválidos que a levam até o local que eles vivem, apelidado de Lar. Lá, eles cuidam dela até sua recuperação e ela começa então a descobrir como é a vida desse lado da cerca.

Mas é possível construir um futuro a partir de qualquer coisa. Um detrito, uma centelha. O desejo de ir em frente, lentamente, um passo de cada vez. É possível construir uma cidade arejada a partir de ruínas.

A vida na selva é completamente precária. Graúna, a chefe do grupo, cuida de Lena até sua recuperação e explica para ela como tudo funciona na selva. As pessoas que vivem no Lar vivem de caça, e de suprimentos que os simpatizantes e inválidos infiltrados na cidade mandam para eles por um rio. Eles vivem com o mínimo do mínimo, racionam tudo, até mesmo a água. No começo, Lena demora um pouco para entender como tudo funciona, mas pouco a pouco ela vai entrando na rotina de sua nova realidade. E essa necessidade de sobrevivência a ajuda a esquecer um pouco que Alex ficou para trás. Ela sabe que Alex morreu para que ela pudesse viver, e decide não deixar que a morte do seu amado tenha sido em vão. Ela volta a correr, recupera o que pode da sua força e juntamente com Graúna e Prego, ela se junta à Resistência  e vai para a cidade, como uma curada.

Lena, Graúna e Prego vão então à Nova York. Lá os três assumem uma nova identidade, como curados, e além de recolherem alimentos, remédios e suprimentos para o pessoal que está na selva. Lena se infiltra na associação America Sem Delíria, ASD, para recolher informações que seja útil para a Resistência, grupo de Inválidos que lutam pela liberdade de poder viver sem a cura. Dentro da ASD, ela tem a missão de ficar de olho em Julian, um importante membro da associação, representante dos jovens na luta pela cura do amor deliria nervosa. Por causa dessa missão, Lena acaba se aproximando mais do que gostaria de Julian, fazendo o rapaz, que ainda não recebeu a cura, se questionar até em que ponto a cura é válida ou não.

Ele fala de um jeito tão gentil que meu peito se parte em mil pedaços. Isso não estava nos planos. Não era pra acontecer.

Bom, pra quem gosta de aventura, Pandemônio é um prato cheio! Lauren nos mostra Lena na sua luta pela sobrevivência na selva e depois sua aproximação com Julian em Nova York, com muitas cenas de ação, perigo. Já a vida na selva, a autora foi bem realista quanto ao modo de vida dos Inválidos. Ninguém lá vive de amor, eles realmente vivem como fugitivos que são, lutando para sobreviver, passando frio, fome. É bem verdadeira e nada fantasiado, o que eu particularmente achei muito legal porque você imagina: Ah, se eu tivesse vivendo nesse lugar, eu ia fugir, viver com meu amor felizes para sempre e blá blá blá. Mas não é tão simples assim. A vida na selva é uma coisa louca. E lá eu só lembro de ter visto um casal que realmente vive junto, tem filhos e etc, que a Lauren deixa claro que eles acabam sendo a exceção da regra na selva.

A narração toda é eletrizantes, dinâmica e faz o leitor perder o fogo. O que pode ser um pouco chato é que os capítulos do livro são alternados entre o Agora, Lena em Nova York, e o Antes, Lena na selva. Quando li outros livros com uma narração nesse estilo, eu achei cansativo, mas em Pandemônio essa característica dá um brilho a mais na história e aguça a curiosidade do leitor, pois no final a maioria dos capítulos acaba com aquela sensação de "OMG! E agora?" e quando partimos pro próximo capítulo nos encontramos em outro tempo, outra situação, e aí temos que ler o capítulo pra chegar logo o próximo e saber o que aconteceu. E assim, tudo vai fazendo você querer ler mais e mais do livro, saber do que acontece depois e quando você vê, acabou!

E quando acaba... Ah quando acaba! Preciso falar que o final desse livro é uma coisa... Inexplicável! Deixem antes eu fazer uma confissão: Assim que eu coloquei as minhas mãos no livro, corri para a última página e li a última palavra do livro. Foi algo que me deixou completamente atônita e o que alimentou ainda mais a minha fome de leitura. Mas o choque eu levei ao ler aquela palavrinha mágica não foi nem um décimo da minha reação ao ler a cena final. Eu li tantas resenhas falando que o fim era OMG!, mas nunca me passou pela cabeça que fosse assim, tão... ARRRGH! POR QUÊÊÊÊÊ? Fiquem sem ar com aquele final. E uns dois dias depois de ter terminado de ler eu ainda ficava sem ar ao lembrar dele porque é muito... Inexplicável! E o pior: a história não tem exatamente um final, porque acaba no meio de uma cena que... OMG!

Pandemônio é um livro eletrizante. Eu particularmente gostei bem mais de Delírio, por toda historinha de Alex e Lena. Não gostei muito de Julian, e muito menos da historinha entre ele e Lena (sou #TeamAlex para sempre), mas ainda assim, o final faz o livro todo valer muito a pena! Pra quem gosta de uma boa distopia e uma boa história de amor, a série é um prato cheio, e já virou de longe a minha série favorita.

Sorteio do livro

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Mais coisas que acontecem quando lemos muito


Como vocês gostaram bastante do primeiro post de Coisas Que Acontecem Quando Lemos Muito, decidimos reunir ainda mais coisas por aqui! Algumas delas foram sugestões de vocês nos comentários, por isso continuem comentando e nos contando as suas experiências!
Pra quem não leu o primeiro, pode ler clicando aqui. Basicamente, a gente fala um pouco sobre o que costuma acontecer no nosso dia-a-dia quando lemos bastante, com experiências pessoais.

1) Quando ficamos tentando ver o livro que o outro está lendo
QUEM NUNCA FEZ ISSO? Você está lá, na maior ânsia pra chegar em casa e, de repente, tem um cara lendo um livro no metrô/ônibus/trem/calçada. É quase que inevitável ficar encarando o livro pra tentar ver a capa, e eu sempre fico imaginando, pela cara da pessoa, o que deve ser aquilo que ela está lendo.
É MUITO engraçado (e constrangedor) quando a pessoa levanta os olhos do livro por um momento (claramente incomodada e percebendo ser observada) e pega você dando AQUELA checada na capa do livro. Aí é a parte em que nos sentimos desconfortáveis e desviamos o olhar. Mas claro, nunca antes de tentar lembrar qual livro é aquele e o que você sabe sobre ele. E a curiosidade é tanta que você quase inicia uma perseguição digna de Velozes e Furiosos só pra descobrir qual livro é (cara, as pessoas deveriam facilitar mais nossa vida deixando a capa à mostra #justsaying).

É isso que a gente que dizer pra pessoa.
2) "Só mais um capítulo!"
Pois é, nós sabemos. Você sempre tem que fazer alguma coisa SUPER IMPORTANTE, mas acaba sempre pensando "Em dez minutos eu consigo chegar lá. Se eu correr. Isso me dá... mais uns cinco minutos de leitura. YAY". E a gente sempre atrasa, e sabem porque? PORQUE NUNCA É SÓ MAIS UM CAPÍTULO. Porque um capítulo leva a outro e a outro e a outro e, quando percebemos, perdemos a hora e temos mais um livro terminado na estante. Além de, claro, termos deixado tudo o que estávamos fazendo pra ler.
É ainda mais engraçado quando precisamos acordar cedo na manhã seguinte e decidimos que iremos conseguir, mesmo se lermos "só mais um capítulo" e formos dormir. E, óbvio, a gente sempre acaba lendo todo o livro, indo dormir às três da manhã e acordando UM CACO no dia seguinte, pensando que poderíamos ter ido dormir mais cedo.

"Só mais uma página! Eu juro!"

3) Quando parecemos doidos enquanto lemos
É engraçado quando estamos lendo um livro TÃO legal que entramos na história completamente, e aí fenômenos curiosos e hilários começam a acontecer. Quando aquele personagem idiota faz uma coisa IDIOTA, a gente grita, berra, fica com aquelas expressões ridículas e passa a maior vergonha.
Só que como sempre lemos em público, as pessoas podem achar estranho uma pessoa louca interagindo ferrenhamente com um livro. Eu mesmo já me peguei rindo muito enquanto lia, e as pessoas do ônibus estavam me olhando tipo:
Tradução: "Você é realmente estranho!"
Aí eu me toquei e parei de rir, e claro, tentei me desculpar com o olhar. Mas, é claro, a gente não tem como evitar! Às vezes os personagens tem atos que provocam TANTA REAÇÃO que nós acabamos nos descontrolando. Mas ei, calma, sua sanidade está absolutamente ok. Você é normal.

É claro que não somos loucos.
Não esqueçam de continuar nos mandando sugestões por comentários, afinal acontecem MUITAS coisas quando lemos muito.

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[Vídeo] Entre o Agora e o Nunca - J. A. Redmerski


Não estava aguentando esperar chegar a inspiração para escrever sobre este livro e decidi somente falar. Eu precisava falar. É claro que eu falaria muito mais e ele renderia muita conversa com minhas amigas (e tenho certeza que assim que eu emprestar, começarão as "reuniões" para suspirar e discutir sobre ele).

Lembrando que está rolando sorteio do livro aqui (e muitos outros).



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A Viagem do Tigre - Colleen Houck


Depois da decepção com O Resgate do Tigre, tive um vislumbre da magia contida no primeiro livro (A Maldição do Tigre), mas minhas esperanças estão concentradas no próximo livro, O Destino do Tigre.

Contém pequenos spoilers dos outros livros.

Neste terceiro livro da série, Ren, Kelsey e Kishan fazem a busca do terceiro presente da Durga juntos - e, como em O Resgate do Tigre já tínhamos a leve sensação de que um triângulo amoroso aconteceria (apesar dos inúmeros pensamentos da Kells negando qualquer sentimento que não fosse por Ren), em A Viagem do Tigre ele tem a chance de se consumar: Ren não lembra de Kells que está disposta a ser apenas amiga e ele se apaixona novamente (mesmo sem poder tocá-la). Mas Kishan também está disposto a conquistar a garota e é aí que fica claro que ela precisa escolher um dos dois (pfvr, mais disso adiante).

"- (...) O amor não é uma consequência. O amor não é uma escolha. o amor é uma sede... uma necessidade tão vital à alma quanto a água é para o corpo. O amor é um líquido precioso que não só alivia uma garganta seca como também revigora o homem. Dá forças suficientes para que ele se disponha a matar dragões pela mulher que lhe oferece esse sentimento."

Ah, claro, a aventura. Desta vez eles embarcarão, literalmente, para enfrentar os desafios de cinco dragões míticos que "ajudarão" a chegar no destino final, onde está o Colar de Pérolas Negras. Os três terão a companhia, à bordo, do Sr. Kadam e da Nilima que ajudarão de forma secundária e serão espectadores das constantes idas e voltas do trio (e não estou falando somente da ida e volta dos desafios).

Aqui estou eu tentando organizar minhas ideias de forma que eu não deixe impressão que este livro foi somente de sensações negativas. Só pra ficar claro: eu amo a série. Então, não importa o que vocês leiam abaixo, lembrem-se que eu realmente amo esta série (mesmo que amar a série signifique amar somente o primeiro livro dela).

A principal coisa que me faz querer jogar este livro na parede e dar uma sacudida nos personagens é a OBRIGAÇÃO da Kells em TER que ficar com alguém. Eu acompanhei Malhação desde uma das primeiras temporadas por anos e anos seguidos e já manjo bem desta coisa de "a mocinha não está com o cara que ama, então ela tem que ficar com outro mesmo sem gostar dele" e ter isso esfregado na minha cara no ano de 2013 me deixa passada, chocada e pra piorar, eu não consigo largar - o que me deixa com mais raiva ainda. Não sei se vão concordar comigo, mas, independente de teams, a autora sempre deixou claro o que ela espera do romance - e eu não consigo entender esta necessidade de tentar enfiar guela à baixo que a Kells pode vir a escolher Kishan. 

A Maldição do Tigre foi extremamente perfeito pra mim justamente por ter um romance muito bem desenvolvido e uma aventura de tirar o fôlego que foram suficientes para encher um livro e criar expectativas para os outros volumes. Eu acho que ela poderia dar destaque à Kishan sem a necessidade de envolvê-lo em um triângulo que é forçado. Veja bem, se este romance tem uma coisa positiva é que a autora criou um personagem que não é manipulador, possessivo (tipo o Jacob de Crepúsculo) e o cara é, de fato, legal. Ele poderia permanecer com sua busca pela humanidade, seus conflitos pessoais, poderia até virar melhor amigo da Kelsey e se manter assim... mas, não, tadinho, ele tem que ficar como segunda opção (por mais que a narradora tente, a todo custo, convencer - ela e os outros - do contrário). Para facilitar a vida dele, Ren se mostra totalmente diferente daquele Ren que conhecemos no primeiro livro - mas eu ainda sei que é passageiro (e tento me convencer disso).

Kells está como sempre: mesmo se achando feia pra caramba, todos homens estão ao pé dela - claro. Tudo bem que desta vez eu acho que ela facilita muito mais a vida dos caras e (talvez ela tenha algum problema de auto-estima) chega a sair para jantar com o instrutor de mergulho mesmo sabendo que ele está babando por ela (como todos os homens na face da Terra - o que inclui alguns dragões. É). Ela sabe do perigo, mas ela atiça. Além da beldade, outra coisa muito presente nos livros é a comida. SOCORRO, é comida o tempo todo! Linhas e linhas descrevendo um prato! Sei não, hein, Colleen.


Ah, então, o vislumbre da magia que eu havia dito. Algumas coisas da cultura chinesa enriqueceram toda a mitologia sempre presentes nos livros e eu quase senti aquele frio na barriga de novo com as aventuras. Ok, eu senti o frio na barriga (principalmente quando eles precisam se segurar no primeiro dragão). Uma das melhores coisas no livro foi a história da Lady Bicho-de-Seda. Eu fico encantada com uma história dentro da outra que quase esqueço que aquela não é a principal e fico querendo saber mais (e esta é realmente fascinante por também possuir uma bela lição). O final foi digno. Sério. Se tem uma coisa que a Colleen sabe fazer é escrever finais. Eu sofro com eles (sofro muito, sério), mas eu sei que se eles provocam tanto sentimento em mim é porque são bem feitos. E isso só me incentivou ainda mais a criar mais e mais expectativas para o final da série que acontecerá em O Destino do Tigre. Finalmente.

Obs: a autora confirmou um 5º livro para a série (Tiger's Dream), mas ainda não existem informações do que se trataria (se é um spin-off ou continuação imediata de O Destino do Tigre).

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Floresta Sombria - Matt Haig

Um livro que te faz mergulhar numa história cheia de fantasia, mistério e magia.

Em Floresta Sombria conhecemos Samuel Blink, um garoto inteligente e que não aguenta mais a cantoria de sua irmã Martha, que parece viver em um musical (sim, ela só fala cantando). No dia do aniversário de Martha, eles são levados para um passeio, porém, antes mesmo de chegar ao destino, acontece uma tragédia e eles perdem seus pais. Samuel e Martha são levados para a Noruega, para morar com sua tia Eda, que mora em um vilarejo pequeno e tedioso, e claro, cheio de regras.
Ela não quer a gente aqui, pensou. É por isso que está com essa cara triste. Na verdade, ela devia odiar a mamãe. E deve odiar a gente.
A principal regra que Tia Eda impõe é: nunca, jamais, em hipótese alguma entre na floresta, ou melhor, nem chegue perto dela. Lá existe perigos que nunca nem imaginamos. Porém aquilo não fazia sentido para Samuel, até o dia que ele vê diferentes criaturas saindo da floresta, e então tudo fez sentido e o menino se mantém afastado para evitar o perigo. Mas um dia Martha se encontra em perigo, e seu irmão tem que enfrentar esse misterioso lugar para salvá-la.
FIM (Que na verdade foi só o começo.)
Eu nunca tinha visto nada do Matt Haig, e muito menos esse livro, ou seja, escolhi ele ao acaso e me apaixonei, haha. Tenho que confessar que eu não tinha criado muitas expectativas, mesmo me empolgando com a sinopse, a capa me deu um certo sentimento de dúvida. O livro começa com uma breve e divertida apresentação dos personagens, achei isso encantador, e nossa, eu simplesmente amei todas as criaturas criadas pelo Matt. No inicio tive uma raivinha de Martha e seus pais, mas depois me senti culpada, e cheguei até a sentir pena, haha.

A forma que o autor colocou cada palavra fez com que eu sentisse que ele estivesse do meu lado contando ela, como se ela fosse real, tão real ao ponto de me fazer sentir uma eterna compaixão pelos personagens. Haig me fez ficar sorrindo feito boba até nos momentos mais críticos da historia. Me senti tão à vontade na leitura que fui lendo, lendo, lendo e quando me dei conta, o livro acabou. Mesmo com um final não tão surpreendente, eu gostei bastante do enredo. Pelo o que vi, livro terá continuação e, se tiver, estou ansiosa para lê-lo. Então é isso, se você gosta desse gênero, não perca tempo e leia esse livro; e se você não gosta, leia também, vai que desse você goste? Recomendo.


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2 anos de Este Já Li: Promoções


E chegaram as promoções de aniversário de 2 anos do blog \o/
Aqui ficarão os formulários de todos os sorteios - na próxima semana teremos concurso que ficará em outro post. Todas as promoções estão com a primeira entrada livre. Espero que gostem e aproveitem!

Suma de Letras


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Rocco



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Paralela e Seguinte

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Bertrand Brasil

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Novo Conceito


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Atenção:
- Os livros serão enviados em até 30 dias após o recebimento dos dados;
- A pessoa sorteada terá 72h para responder o email com os dados para envio do livro;
- Os livros da Novo Conceito e Rocco serão enviados pelo blog e os demais diretamente pelas editoras;
- É necessário ter endereço de entrega no Brasil;
- Perfis exclusivos de promoção serão desclassificados;

Este post será atualizado conforme mais cortesias forem disponibilizadas. Todos os livros foram cedidos pelas editoras parceiras do blog.





O Lorde Supremo - Trudi Canavan


Finalmente o último livro da trilogia, onde eu saberia se Sonea tinha ou não razão de ter medo de Akkarin. E se os dois primeiros me deixaram empolgada, esse então...


Enquanto Cery recebe a ordem de alguém misterioso para que mate um assassino, Sonea caminha pela universidade, analisando o que havia ou não mudado. Ela continuava sendo prisioneira do Lorde Supremo (embora ele não tenha feita nada contra ela), em compensação os alunos, e até mesmo os professores, não eram mais pura antipatia por ela. Alguns rapazes até mostravam interesses, seja por amizade ou algo mais. E embora Sonea não tenha amigos (por medo do que Akkarin possa fazer), ela não é mais tão rejeitada.

Depois de uma aula sobre arquitetura, o Lord Supremo entrega à Sonealivros antigos e proibidos, cujo conteúdo a surpreende. Se pergunta por que Akkarin lhe entregaria um livro cujo autor confessasse ter usado magia negra e se sentido culpado por isso. Porém foi após ler outro livro antigo, também trazido por Akkarin, que ela se perguntou a verdade do que lhe foi ensinado. Seria a Magia Negra assim tão ruim? Afinal, ela já foi usada um dia, e era mais do que comum.

Com todas essas questões em mente, finalmente o Lord Supremo lhe conta toda a verdade. Sua história... E Sonea apenas pede para que tudo aquilo seja a mais pura e crual mentira. Infelizmente, não é. E o perigo que as Terras Aliadas sofrem é bem pior do que ela podia imaginar.

Mesmo esse sendo o maior livro da trilogia, levei bem menos tempo para ler do que os outros dois, tal foi minha empolgação. A história desenrola de tal maneira, com acontecimentos inesperados, que não foi à toa ter sido tão surpreendente. A autora desencadeou o enredo muito bem, abordando vários aspectos a fim de que todos chegassem a um só ponto. Até mesmo a tarefa de Dannyl como Embaixador. Por falar nele... Uh, é melhor eu deixar quieto, rsrsrs.

Como posso expressar em palavras as emoções que senti ao longo do livro? Raiva, alegria, surpresa, mais raiva (como alguém poderia ser tão tolo?!) e, ao final, aquele suspiro e reflexão. Quando pensamos bastante em determinadas cenas, os acontecimentos com cada personagem, o provável futuro pós-livro... Seria muito dizer que foi emocionante? Ah, aposto como alguns olhos vão se encher d’água. Tenho que dizer que o fim da história não foi menos do que bonito.

Se teve algo que lamentei no livro foi a diagramação. Talvez por ser 1° impressão, mas, ainda assim, algumas coisas poderiam ter sido melhores. Até porque não identifiquei isso nos primeiros livros da trilogia (também tenho a 1° edição). Deveria haver espaço entre algumas cenas, os travessões estavam em lugares errados... Algumas vezes trouxe confusão, mas felizmente nada que comprometa a história. Acredito que a editora irá se corrigir sobre esses detalhes ;)

(spoiler alert: selecione a parte de baixo)
Ah, claro, também fiquei bem decepcionada com um fato que não ocorreu. Sim, eu esperei pelo beijo de Dannyle Tayend, que infelizmente não houve. Algo bobo para se esperar em meia a tanta batalha e tentar salvar a própria vida, não? Mas, puxa, estou esperando desde o 2° livro! Mas, enfim, fazer o quê! Ela compensou deixando o livro uma maravilha.

Com o 1° livro a autora nos apresentou a um interessante e diferente mundo representado pela cidade de Imardin. Com o último nós damos aquele adeus cheio de saudades, mas sem deixar de esquecer que a história continua. Em nossos corações.

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O que nós estamos lendo

Primeira coisa: olha só o que um surto de criatividade faz com as pessoas... OMG, olha o que tá escrito no banner! Eu poderia ser mais criativa? Ok, ok... mais óbvio impossível. Prometo nunca mais fazer isso.

Eu e a Duda estamos um pouco tímidas esta semana, mas vamos fazer de conta que estamos fazendo mistério.


Ceile: Entre o Agora e o Nunca - J. A Redmerski
Duda: Floresta Sombria - Matt Haig


Brigs: Dizem por aí - Ali Cronin
Carol: Grace - Richard Paul Evans

E vocês, o que estão lendo agora?

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O menino do pijama listrado - John Boyne


Uma olhar inocente sobre os campos de concentração nazistas.



A historia se passa no período em que o mundo enfrentava a Segunda Guerra Mundial, porem, não é mais um livro daqueles que conta a historia da guerra com seus soldados feridos e afins. Em "O menino do pijama listrado" nós nos deparamos com a historia de Bruno, um menino de 9 anos, inteligente, porem inocente sobre o que está acontecendo no mundo afora; que mora com sua irmã Gretel, que ele a chama de "Caso Perdido", sua mãe, seu pai e os empregados. Num dia que Bruno volta para casa depois da escola, ele se depara com a noticia de que sairão de Berlin porque seu pai foi enviado em uma missão, ao chegar na nova casa, que é distante e bastante isolada, Bruno não se sente mais feliz, tenta convencer os pais de irem embora porem não tem sucesso. 

Não torne as coisas piores, pensando que dói mais do que você realmente está sentindo.
Depois de um tempo o garoto se conforma com a mudança, mas o fato de não ter outra criança para brincar com ele (sua irmã tinha 12 anos, mas já se achava adulta e estava interessada em outras coisas), Bruno então resolve reacender o instinto explorador dele e vai conhecer melhor o lugar que estava morando, nessa exploração ele chega até a "fazenda" que ele conseguia enxergar da janela no seu quarto, onde as pessoas de pijamas moravam e trabalhavam; o menino então conhece Shmuel, O menino do pijama listrado, e se tornam -secretamente- amigos, ...melhores amigos. Bruno passa a visitar o amigo todos os dias para conversar, brincar e até para lanchar as comidas que ele roubava da cozinha de sua casa; e assim ele não se sente mais sozinho naquele fim de mundo. Mas, até onde você iria por um amigo?
“Você é o meu melhor amigo, Shmuel”, disse ele. “Meu melhor amigo para vida toda.”
 "O menino do pijama listrado" é daqueles livros que você não quer largar até termina-lo, apesar de ser narrado, o livro mostra a visão e pensamentos de Bruno, deixando a história que envolve um assunto pesado não parecer tão horrível como é. Shmuel e Bruno são personagens cativantes, que me deixaram encantada com a amizade pura e inocente que surge entre eles, já a Gretel me despertou uma certa raivinha por ser mimada e meio mal-criada; mas até mesmos os personagens menos cativantes me emocionaram ao longo do enredo.

Com capa simples (porem encantadora), personagens e cenários bem descritos, capítulos curtos, escrita fácil e tradução bem feita, a unica coisa que me incomodou foi o fato de que para as falas não são usados aqueles travessões, mas sim aspas; tirando isso, o trabalho da editora ficou realmente bom. Acho que não vou tirar essa historia da cabeça nem tão cedo, sabe, esse livro me fez pensar muito, rs. Recomendo mil vezes se for preciso, mas já vou logo avisando: você vai se emocionar (mas acho que não faz mal né?). Demorei muito pra encontrar palavras pra falar sobre esse livro, ...então é isso pessoal, até a próxima!
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Concurso Cultural: Escolha o lançamento que quiser!


Sim, você leu o título certo: você vai ter a chance de escolher qual lançamento quer ganhar. Não é demais? Em parceria* com a Cuponation, vamos fazer um concurso cultural onde você vai falar de uma coisa que adora: ler. Basta usar a criatividade e nos contar qual a melhor coisa que a leitura te proporciona.

Sobre a Cuponation
Sabe aqueles cupons de descontos que ficamos procurando quando vamos fazer compras online? A Cuponation é um site que reúne os melhores cupons nas melhores lojas online do país. E o melhor: existe a categoria livros. Ou seja: descontos na Saraiva, Submarino, Fnac, Cia dos Livros, Martins Fontes entre outras. Ótimo, não?

Como participar:
- Compartilhe publicamente no seu facebook este post (clique aqui) junto com a resposta para a pergunta: "Qual a melhor coisa que a leitura te proporciona?" Este texto precisa ter entre cinco e dez linhas;
- Caso você não tenha facebook, pode fazer um post no seu tumblr ou blog com a frase "Estou participando do Concurso Cultural do blog Este Já Li e da Cuponation"
- Feito o post, preencha este formulário com o link, seus dados e qual livro gostaria de ganhar.

Chance extra
- Para enviar mais um link com a resposta, você deve curtir as páginas do Este Já Li e da Cuponation e preencher mais uma vez o formulário com esta opção.

Atenção:
- É necessário ter endereço de entrega no Brasil;
- O livro deve custar no máximo R$ 35,00 e tem que estar disponível na Livraria Saraiva ou Submarino.
- O concurso começa hoje (13/05/2013) e serão aceitas inscrições até 25/05/2013.
- O prazo para envio do prêmio é de 30 dias
- As respostas serão avaliadas e votadas pela equipe do blog.

Resultado

E depois de lermos todos os textos enviados, nos apaixonarmos e nos identificarmos com cada um, a equipe do blog escolheu o da Lais P. N. de Souza como o vencedor do concurso. Queremos agradecer a todos que compartilharam conosco este vício =)


Não é por um vocabulário mais rico ou porque vou ganhar fama de intelectual. Também não tem nada a ver com “viajar para outros mundos”, como dizem por aí. O que me fascina na leitura não é onde ela me leva, mas o que ela me traz. Toda viagem um dia acaba. O que vem enroladinho no fundo da mala é o que fica no final. Aprendo com cada livro, com cada trama. Aprendo quando minha perna amolece por um personagem sem face, só por causa da essência que vejo no papel. Percebo que existe uma beleza nas entrelinhas das pessoas que dispensa os traços do rosto. Aprendo com mocinhos e vilões. Aprendo, mudo e isso é o que ela me faz de melhor. Eis o segredo: A leitura não é alucinógena, não foi feita para me ajudar a fugir da vida real. Ela foi feita para me ajudar a ser uma protagonista melhor na minha própria história.

*o Este Já Li também recebeu um vale-compras pela parceria na promoção.





Tim - Colleen McCullough


Tem tanta gente que fica pensando que só os autores atuais é que são bons, que livros escritos há alguns anos atrás são chatos e cansativos... Eu confesso que nunca tive interesse em ler livros clássicos, antigos. Até que um dia minha mãe falou: Filha, você que gosta de romances, tem que ler Tim. E eu: Ah.. Ok... Quem sabe um dia... E quando eu peguei pra ler pensei: Gente, como não li esse livro antes?

Tim é um rapaz de 25 anos, dono de uma beleza única e um corpo escultural. Porém, por trás de sua linda armadura, ele esconde uma leve deficiência mental. Apesar disso, seus pais sempre o incentivaram a ter uma vida normal, trabalhar, etc. Tim trabalha como ajudante em construções e seus colegas de trabalho sempre tiravam sarro de sua situação. Ele por sua vez nunca deu bola para isso e na maioria das vezes não entendia as piadas sem graças deles. Um dia, depois do trabalho, a vizinha da casa em que Tim estava trabalhando, Mary Horton, o chamou para ir trabalhar para ela no sábado como jardineiro e ele imediatamente aceita.

Mary é uma mulher já vivida, mas solitária. Com seus 40 anos, nunca teve família, muitos amigos, namorado. Viveu toda a sua vida trabalhando para ter conforto mas nunca soube usufruir disso. Quando Tim começa a trabalhar para ela, ela imediatamente simpatiza com o rapaz, e vê nele um homem de bom coração. Os dois vão aos poucos se tornando grande amigos e Mary, ao perceber a deficiência de Tim, começa a ajudá-lo. Ela o ensina a ler, escrever, o leva para passeios nos fins de semana. Ele, por sua vez, a ajuda a colocar mais cor em sua vida, se soltar mais e a aprender a se divertir mais.

Se tivesse esperado qualquer coisa por parte dele nas poucas horas entre o momento em que o conhecera e aquele que se dera conta do seu retardamento mental, assim que descobriu a verdade, tinha deixado  de esperar qualquer coisa além do simples fato de sua existência. 

A amizade entre os dois cresce cada vez mais e os pais de Tim percebem o bem que Mary faz ao filho. Porém, nem todos veem essa amizade com bons olhos. Dawnie, irmã mais nova de Tim, sempre achou que Mary fosse uma oportunista e que ela estava mesmo era se aproveitando da deficiência de Tim. Mas o carinho que Mary tem por ele é grande demais para que ela dê ouvido aos boatos que crescem sobre os dois. E por mais difícil que possa ser, ela resolve enfrentar a todos para ajudar Tim e manter-se do lado dele.

É um livro que não tem palavras para descrever o quão lindo é! Por mais que a história possa parecer clichê, gente, Collen McCullough é brilhante. Tim é um rapaz tão simples, inocente, doce, que não tem como não te encantar por ele. Mary por sua vez é mais séria, mas vai aos pouquinhos se soltando também e a história dos dois vai acontecendo de uma forma natural. No começo fica até estranho pensar em como os dois podem ter um relacionamento, mas a autora construiu tudo de um modo coerente, sem exageros.

Ela e Tim eram como uma mariposa e uma luz intensa; ela era a mariposa, dotada de sensações e consciente da dignidade da vida... ele, a luz, enchendo todo o seu mundo com um fogo vivo e ardente.

A narrativa é deliciosa. O enredo se desenvolve de uma forma natural, simples, sem muitas fantasias ou enrolações. Apesar de o livro ter seus quase 40 anos, não tem nada de complexo. A única coisa que me incomodou um pouco foi que muitas vezes Tim é chamado de "retardado" por causa da sua deficiência e acho que atualmente não seria esse o termo adequado. Mas é um livro de 1974 né... Vamos dar um desconto.

Depois de ler o livro descobri ainda que tem um filme estrelado por Mel Gibson mas eu ainda não consegui assistir. Confesso que por causa do rapazinho da capa, fiquei com a idéia de que Tim teria o rosto do Chris Lowell e não sei se vou gostar de ver o Mel Gibson no lugar dele. Mas, quem sabe até dê certo.

Não se deixem enganar por parecer uma história clichê ou velha demais para ser boa. É uma história linda, gostosa de ler. Se você gosta de um bom romance, com certeza vai amar Tim.
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Coisas que acontecem quando lemos muito


Oi pessoal! Vocês provavelmente podem estar se perguntando "Quem é esse cara?" e "Por que é que ele está escrevendo pro Este Já Li?". Pois é, DE FATO.

Pra começar, acho que devo pra vocês uma apresentação e uma breve explicação de como eu caí aqui! Sou o Renato, tenho 19 anos bem vividos e moro no interior do estado de São Paulo e pode ser que você já tenha me visto por aí. Faço Letras na USP e sou apaixonado por todo tipo de livros, mas gosto bastante de analisar a construção e o modo narrativo dos romances e dos YAs (e gosto muito da temática também!). Sou fã de carteirinha da série Harry Potter desde os 7/8 anos e desde lá não parei mais de ler tudo o que apareceu na minha frente, devorando em especial os livros que continham aventura/mistério/romance.

Se eu fosse citar todos os autores que amo aqui você não terminaria de rolar a página nunca, e por isso decidi abordar nesse meu post de apresentação um outro tipo de assunto: a leitura.

"YAY, SEU IDIOTA, esse é um blog literário" é o que alguém grita, e com certeza é. Mas não é bem isso que quis dizer com leitura. Todo mundo sabe que ler já é uma coisa meio estereotipada dos nerds e dos CDFs na escola, e muitas vezes esse hábito de leitura de algumas pessoas causa um certo desconforto em outras, ou simplesmente uma aceitação e uma amizade instantânea com outras ainda. É por isso que eu vou falar sobre algumas das coisas que acontecem quando a gente LÊ MUITO.

1) Quando nos zoam e atrapalham nossa leitura.
É bem chato quando estamos quietinhos em nosso canto lendo e uma pessoa aparece com aquela carranca e solta um "MAS VOCÊ SÓ FAZ ISSO?" ou um "VOCÊ QUER SE MOSTRAR, NÉ?". E eu entendo vocês, porque já passei por isso, que não, nós NÃO queremos nos mostrar. É apenas porque aquele livro está nos prendendo demais e nós não conseguimos largar, certo?

Muitas vezes aparecer na escola/faculdade com um livro que não faça parte das leituras obrigatórias do vestibular ou do semestre já causa um espanto geral, e todos perguntam se você faz isso sempre, se você tem costume de ler, como você encaixa as leituras no meio dos estudos/do trabalho/da vida, e sempre naquele tom de zombaria. E sim, é fácil de encaixar se nós tivermos o devido empenho.

O problema é que essas pessoas costumam ser bem chatas e pesar na paciência apenas porque nós estamos fazendo algo que amamos... é como se ela/ele estivesse assistindo a um programa que gosta muito na televisão, por exemplo, ou praticando um esporte que curte. E ALÉM DISSO, ELAS ATRAPALHAM NOSSA LEITURA!!

Isso é o que nós queremos fazer com quem nos atrapalha!
2) Quando as pessoas se acham porque leem demais.
É claro que não devemos nos imaginar como aqueles velhinhos sábios sentados em um trono de livros e que temos a sabedoria absoluta apenas por ler. Também é muito chato quando as pessoas que leem bastante acabam por se passar de "as inteligentes" ou "as mais fodas" apenas porque leem. E não é bem isso que significa... nós apenas temos um hobby, como muita gente tem o próprio hobby, e não devemos nos sentir superiores por causa disso. Somos tão inteligentes quanto quem pratica esportes ou tem qualquer outro tipo de hobby.

É importante sabermos que a leitura melhora nossa compreensão, nos ajuda nos estudos e nos faz FELIZ, mas nem sempre é sinônimo de inteligência, e NUNCA é sinônimo de superioridade.

Que vergonha! Não faça isso!
3) Amizades instantâneas!
O que acontece muito também é você já ter uma amizade praticamente instantânea com aquelas pessoas que AMAM ler e começam a discutir com você sobre livros, sobre adaptações, sobre quais personagens gostava mais, e aí é uma festa. Encontro de leitores é sempre bom por causa disso: nunca precisa de muito pra conversarmos com alguém que está lendo/leu o mesmo livro que a gente, basta surgir o nome de um personagem e já se tem assunto pra várias horas.

As conversas variam desde "VOCÊ VIU QUE A AUTORA VAI LANÇAR O SEGUNDO LIVRO DA SÉRIE?" a surtos fangirlísticos sobre determinados personagens que deveriam ficar juntos e não ficam ou qualquer outro tipo de coisa.

Esse somos nós com amigos instantâneos.
E vocês, já passaram por alguma situação dessas? Sabem de alguma outra situação que acontece por lermos demais? Comente com suas experiências!
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Presságio - Leonardo Barros


Mais um livro para a lista do "só largar quando terminar".

Uma freira, Irmã Bianca, foi encontrada morta no seu quarto na escola em que dava aulas. O delegado Matias e seu assistente Felipe logo começam a se questionar sobre quem seria capaz de violentar sexualmente uma freira e depois assassiná-la. Depois de ouvir alguns alunos, eles chegam até Danilo - um rapaz que estava sempre próximo à freira, ajudando-a e que era visivelmente interessado nela. Ele passa então a ser o principal suspeito de cometer o crime.

Taxada de louca pelo oitavo psiquiatra, Alice só quer tentar entender seu dom: ela tem presságios (e isso já rendeu términos de namoro, pois através da clarividência, acabou descobrindo coisas que acabariam com o romance). Durante uma festa à fantasia regada a álcool e outras drogas, acontece um assassinato: seu desafeto, Vivian, é morta durante o ato sexual. Acontece que ela estava fantasiada de freira (seminua) e, ao assumir mais este caso, Matias acredita que se trata da ação de um serial killer apelidado de Beato Judas e as investigações apontam para o franzino Danilo, quando Alice tem certeza que não foi ele quem cometeu o crime, pois ela teve um presságio onde viu um rapaz forte fantasiado de diabo matando a freira nua. É aí que duas histórias se cruzam e Alice tenta, mais uma vez, provar que não é louca. Mas como provar uma coisa que só você viu?

Eu sei, eu sei, eu sei... eu deveria ler mais livros assim. Livros que me deixam de olhos grudados nas páginas como se existisse um Superbonder ali (ok, doeu imaginar esta cola no olho, mas acho que vocês entenderam). Eu que estou sempre entre romances e distopias me pego devorando um livro policial - e pretendo fazer isso mais vezes!

Acredito que o segredo deste livro não seja, necessariamente, o mistério envolvendo os dois crimes, mas sim a escrita objetiva e cômica do autor - veja bem, as situações são sérias. O livro tem cenas fortes e assuntos sérios, mas o autor conseguiu dar certa leveza a isso, mas sem poupar os leitores dos fatos. E tudo neste livro é assim: fatos. O autor não explora muitas reflexões sobre os acontecimentos, ele conta o que aconteceu, seguindo para o passo seguinte e é como se estivéssemos assistindo um filme (e é possível rodar um filme na sua cabeça enquanto você está lendo).

Uma coisa muito interessante é que o autor alternou as visões, dividindo o livro em dois pontos de vista mesmo o livro sendo narrado em terceira pessoa. Acompanhamos as investigações da polícia e, numa troca rápida, acompanhamos a Alice e, sério, é meio alucinante esta segunda. No começo acreditei na clarividência, porque eu achava que tinha que acreditar, mas depois fiquei um pouco desconfiada e me senti totalmente avulsa na história: eu não conseguia imaginar quem era o criminoso, quem estava escondendo alguma coisa ao mesmo tempo em que formei as mais diversas teorias (e, claro, todas estavam erradas).

Ao mesmo tempo em que considero a objetividade um ponto positivo, sinto falta de algumas explicações que não mudariam em nada a história, mas é só pela minha curiosidade mesmo (como pelo fato que "originou" o presságio na festa... acho que é só uma curiosidade feminina saber sobre as circunstâncias daquilo e tal).

Leitura mais do que indicada - rápida, objetiva e surpreendente!

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O que nós estamos lendo (Ceile e Carol)


Toda semana teremos esta coluna (só com fotos) com os livros que cada pessoa da equipe está lendo. Esta semana eu e a Carol compartilhamos nossa leitura (e logo mais compartilharemos a opinião de cada livro).


Ceile: A Viagem do Tigre - Colleen Houck
Carol: Um Certo Verão - David Baldacci

E vocês, o que estão lendo esta semana?


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Os Homens Que Não Amavam As Mulheres - Stieg Larsson


Um livro forte, misterioso, capaz de trazer tanta a revolta quanto a esperança.

O jornalista MikaelBlomkvist (ou Super-Blomkvist, como ele detesta) foi declarado culpado da acusação de calúnia. Ficará 3 meses preso e pagará uma multa de 150 mil coroas. A revista Millenniun, da qual é co-fundador, corre o risco de afundar por conta disso, o que não é nada animador para o protagonista. Mas agora o que deve fazer é erguer a cabeça e seguir em frente. Quando perguntando sobre o que realmente aconteceu, ele não fala no assunto.

“Tivera todos os trunfos na mão, mas perdera para uma espécie de gângster vestido de Armani. Um especulador safado. Um yuppie defendido por um advogado do jet-set que passou o processo inteiro rindo.”
Uma ligação estranha o faz ir até Hedeby a fim de encontrar um senhor chamado HenrikVanger. Num clima de mistério e suspense, Henrik convida o jornalista para investigar a morte de sua sobrinha-neta, Harriet, desaparecida desde 1966. Nenhum corpo foi encontrado, e sob as circunstâncias dos acontecimentos daquele dia — e sobre os próprios Vanger — é grande a possibilidade de um dentre a família tê-la matado. E não é só por ser da família que o número de suspeitos diminui: ela é tão grande que tem um pequeno “mapa” dela no começo do livro. Com um bom preço a ser pago, e a cabeça de Wennerström (aquele que Mikael difamou) entregue de bandeja caso ele descubra mesmo o assassino, o jornalista aceita.

Lisbeth Salander é uma mulher no mínimo incomum. Ela é de uma magreza quase anoréxica (embora comesse mais do que qualquer um), cabelos pretos tingidos quase raspados, piercings no nariz e nas sobrancelhas, tatuagens e vestida como uma verdadeira punk. Não responde ao que lhe perguntam, raramente fala e completamente anti-social. É a melhor researcher de uma grande empresa de segurança, pouco importando se sua imagem caracterizava a empresa ou não.
“Seus relatórios podiam se revelar uma verdadeira catástrofe para a pessoa detectada por seu radar. Armanskij nunca se esqueceu de uma missão que uma vez lhe dera, uma investigação de rotina sobre um pesquisador da indústria farmacêutica que estava prestes a se associar a uma empresa. O trabalho, que devia durar uma semana, prolongava-se. Depois de 4 semanas de silêncio e de várias chamadas que ela ignorou, Salander apareceu com um relatório especificando que o objeto da pesquisa era a pedofilia. Duas vezes, pelo menos, o sujeito recorrera a uma prostituta de treze anos em Tallinn, e havia indícios de que estava interessado na filha menor de idade da companheira com quem vivia.”
Não importa que segredos a pessoa tenha, ela descobre. Sim, sou fã dela.
As investigações do caso Harriet não são nada fáceis, principalmente porque não havia pistas a mais para procurar, e nem um caminho para onde ir. Todo o possível fora feito ao longo de 40 anos, mas nada ainda descoberto. E ainda há a estranha lista que Harriet deixou anotada na agenda dela...
Empenhado em sua busca, Mikael percebe algo numa fotografia que ninguém havia pensado antes. Não se tratava de um dado novo, mas de uma intuição. E a visita de sua filha o faz encontrar uma pista tão importante quanto sinistra. Porém logo ele se vê empacado novamente, e entende que precisa de alguém que possa desvendar certas informações...
“Como jornalista Mikael passara anos buscando informações com diferentes pessoas e por isso era capaz de avaliar profissionalmente a qualidade desse trabalho. Lisbeth Salander era, sem a menor sombra de dúvida, um ás da pesquisa. Ele mesmo não se achava capaz de produzir um relatório como aquele, sobre uma pessoa totalmente desconhecida.”
É quando os dois se unem a fim de descobrir o que aconteceu de fato com Harriet.

O enredo é tão instigante que chega quase a ser sufocante. De início aquele meio tédio, pois não há como a investigação ir adiante. Porém o primeiro passo é dado para disparar numa corrida cheia de obstáculos e muito perigosa. O/a assassino/a ainda está vivo/a e ele/a não está nada feliz com a investigação. O título do livro faz jus ao conteúdo: no início de cada capítulo uma estatística alarmante (“Na Suécia, 92% das mulheres que sofreram violências sexuais após uma agressão não apresentaram queixa à polícia.”), além da opinião da própria Lisbeth sobre isso, que é tratada ao longo do livro.
“No mundo de Lisbeth Salander, era esse o estado natural das coisas. Enquanto mulher, ela era uma presa autorizada, sobretudo a partir do momento em que vestia uma jaqueta de couro preto e gasto, tinha piercings nas sobrancelhas, tatuagens e um estado social nulo.”
Não estou brincado quando digo que o livro é forte. Pelo menos duas personagens femininas estiveram em situações lastimáveis com um homem, e muitas outras anônimas referidas ao longo do livro. Talvez por essa realidade imposta, o mistério que cerca o enredo, e, é claro, Lisbeth, o livro seja tão estimado. O autor soube cativar muito bem, e é uma pena que não venha mais livros depois da trilogia (ele morreu).

A diagramação também fez por merecer. A árvore genealógica, assim como os mapas da ilha Hedeby vieram bem a calhar. Nos faz situar bem no mistério. De um final tão surpreendente que eu duvido que vocês queiram perder.


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